Imagine Dragons junta rock para estádios e pop do produtor de Wanessa; G1 ouviu

27 de junho de 2017 - 171 visualizações

A força do Imagine Dragons é inegável, principalmente no Brasil, onde mostrou seu poder com shows no Lollapalooza, em 2014, e em arenas abarrotadas de roqueirinhos, em 2015.

Não foi por acaso que o quarteto de Las Vegas se firmou como a banda de rock de maior sucesso criada nesta década. O Imagine Dragons mostra em seu terceiro disco, “Evolve”, como domina a arte de fazer um rock de estádio, dando atenção aos seguintes requisitos:

Letras sobre superação no estilo “siga seus sonhos”
Percussão forte em versos que poderiam virar canto de torcida
Um pop rock que esbarra de leve no R&B, new metal, indie…
Imagine todas as músicas do Imagine Dragons cantadas pelo Timão e Pumba, de “O Rei Leão”. Funciona. E isso prova o quanto a banda tem um som teatral, simpático e perfeito para grandes públicos jovens.

A única mudança em seu estilo é a presença de Mattman & Robin. A dupla leva uma fina camada de pop sueco a quatro músicas do disco. Eles já produziram Wanessa (a neta de Francisco) e são peritos em cantoras loiras (Taylor Swift, Tove Lo, Gwen Stefani, Ellie Goulding).
Veja clipes acima e leia o faixa a faixa de ‘Evolve’:

‘I Don’t Know Why’

É a mais diferentona, com a mão de Mattman & Robin pesando um bocado. Dançante, passaria facilmente como “a nova do The Weeknd”.

‘Whatever It Takes’
Tudo volta ao normal. Se o U2 lançar um disco de new metal, assim seria.
‘Believer’

Foi a primeira divulgada, com clipe lançado em março. É fácil entender a escolha. Poucas seguem tanto a “fórmula” de sucesso do grupo. “Eu estava quebrado desde novo / Levando meu mau humor para as massas / Escrevendo poemas para poucos”, canta Dan Reynolds.

‘Walking the Wire’

A metáfora de “andar na corda bamba” inspira um pop rock eficiente que aposta na alternância de momentos calmos e emotivos. O coro um pouco artificial incomoda um pouco.

‘Rise Up’
Começa com um clima meio “Use Somebody”, do Kings of Leon, cortesia do produtor americano John Hill. Depois, entra a batida e a banda retorna ao estilo de sempre. A letra é sobre cair e se reerguer: “Sempre estava preparado para mudanças / Andando pela rua conhecendo estranhos / Avançando minha vida e virando as páginas”.

‘I’ll Make It Up to You’

Poderia ser a nova do Sting, dada a suavidade com a qual Dan canta. A letra parece do Maroon 5, com a típica historinha do cara que pisou na bola com sua esposa, mas diz para ela aguentar que no fim vai valer a pena: “Sei que você não entende os vícios que seguem um homem / Nos seus olhos posso ver os lugares que você preferiria estar”.

‘Yesterday’

Mostra como eles são fãs do Queen. É bom ver o Imagine Dragons fazendo rock para grandes arenas, mas sem o esquema de composição que geralmente usam.

‘Mouth of the River’

Killers, é você? Os efeitos nas vozes e os sintetizadores deixam tudo com cara da banda de Brandon Flowers, que também é de Las Vegas. É uma boa canção genérica.

‘Thunder’

Imagine Dragons sendo Imagine Dragons. A letra conta a história de superação do vocalista, um cara que ouvia coisas do tipo “Quem você pensa que é?”. “Agora eu estou sorrindo lá do palco / E você está me aplaudindo de longe no pior lugar do estádio”. Caramba, quanta mágoa!

‘Start Over’

Mesmo etilinho de “On top of the world”, do primeiro disco. Ao tentar fazer o que eles chamam de “world music”, o quarteto faz um indie pop batuqueiro ok.

‘Dancing in the Dark’

O começo era ousado, o fim também é. A saideira é um trip hop com batida sensual e vocais megaprocessados.


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