Zedd fala de sucesso ao lado de cantoras: ‘Tem algo mágico em criar pensando na voz da mulher’

10 de outubro de 2017 - 73 visualizações

Começa como um pop leve, entra a voz de uma mulher cantando sobre um relacionamento no estilo “it’s complicated”. Daí, quanto mais perto do final, mais aumenta o peso eletrônico.

Essa fórmula é seguida pelo DJ e produtor Zedd em várias de suas músicas, incluindo estes cinco hits:

“Stay the Night”, com Hayley Williams
“I Want You to Know”, com Selena Gomez
“Stay”, com Alessia Cara
“Break Free”, com Ariana Grande
“Clarity”, com Foxes

Mas por que o produtor nascido na Rússia e criado na Alemanha quase só grava com cantoras?

“Tem vez que eu trabalho em uma música e não penso em homem ou mulher. Mas, não sei…”, responde Zedd ao G1.

“Tem algo mágico em criar pensando na voz da mulher. Eu preciso da voz de uma mulher para combinar com o som que eu faço. São essas vozes que dão emoção ao que eu produzo”.

Foi com “Stay” que ele diz que ter feito “uma ponte entre o velho Zedd e o novo Zedd”. “Sei que tenho elementos iguais nas minhas canções que faziam as pessoas dizer: ‘Nossa, isso é muito Zedd’. Então, amei produzir algo diferente, foi divertido. Eu me senti criativo. Eu quero pensar mais em harmonias, em ritmos diferentes”.

Para este finalzinho de ano, ele diz ter pelo menos mais cinco músicas prontas procurando alguém para criar uma letra, inventar um refrão ou apenas dar um tapinha nos versos. “Eu faço demos bem inacabadas e dou para os artistas pensarem como finalizá-las”.

Anton Zaslavski, de 28 anos, estudou na Alemanha em uma escola onde havia outro Anton. Ele virou o Anton Z. Ou só Z (Zed, em alemão). Os pais são formados em música clássica e incentivaram o filho a tocar piano a partir dos quatro anos.

Na adolescência, tocou bateria na nada conhecida banda de metal Dioramic. Em 2009, passou a investir na música eletrônica, com remixes de músicas de outros artistas e de trilhas de videogame, como “The Legend of Zelda”.

“Sempre amei games desde criança. Amo as música de games, amo ‘Overwatch’. Jogo sempre na turnê. Eu gosto desses games para jogar com amigos, jogava ‘Counter-Strike’, todos os ‘Super Marios’”, enumera.

Antes do sucesso, Zedd já teve um passado de “ghost writer”, compondo e gravando para empresas e outros artistas sem assinar seu nome.

“Você não controla… Tem coisas que eu não gostava. Não era algo que eu sentia orgulho em fazer”, lembra. “Por outro lado, já vivi situações em que eu fazia coisas que eu tinha amado, então não queria entregar para os outros. Isso dói”.

Após cantoras, parceiro da vez é ex-One Direction

Lançada em julho, “Get Low” é sua música mais recente e foi gravada com Lian Payne, ex-One Direction: “Trabalhei com ele na minha casa”.

“Queria saber qual direção queria seguir. Mostrei umas coisas e ele curtiu ‘Get low’. Eu disse que não sabia o que fazer com ela. Sei que é um pouco diferente para o estilo dele. Mas pensamos que poderia dar certo”.

Zedd também diz ter um lado menos pop, pouco conhecido dos fãs que assistiram a shows como o no Lollapalooza Brasil 2016.

“As pessoas ficariam confusas se eu lançasse músicas experimentais como singles. Talvez eu lance um disco e coloque as mais experimentais lá”. Ele tem dois discos e prepara o terceiro, que deve ter “Stay” e “Get Low”.

Por falar em álbum, Zedd conta que não vai se surpreender se um dia o formato acabar. “Eu posso imaginar que um dia o conceito de álbum, de uma sequência de músicas, vai morrer”, opina.

“Mas existem artistas de singles e artistas de álbum. Eu me tornei maior fazendo singles, eu sei disso. E tudo bem. É difícil ser um cara tão tímido e mesmo assim conquistar fãs”.


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