Alunas de escola pública de SP denunciam professores que teriam banalizado estupro e assédio

15 de março de 2018 - 236 visualizações

Alunas da Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp), no centro da capital paulista, protestaram contra dois professores da instituição. Após ouvirem deles afirmações como “quem precisa apagar a lousa são as alunas” e “estupro não acontece se uma das pessoas não quiser”, as estudantes se levantaram e caminharam em direção à coordenação.

Em nota, o Centro Paula Souza admitiu que o desrespeito ocorreu e que os professores “já se retrataram com as alunas”.

‘Mulher que apaga a lousa’

O primeiro episódio ocorreu no dia 7 deste mês, quando um professor de logística chamou uma das meninas para apagar a lousa. Logo em seguida, a turma questionou a postura do docente.

Em resposta, ele teria dito: “Mulher que faz esse tipo de coisa. É trabalho de mulher limpar.”
‘Estupro só acontece se os dois quiserem’

Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, outro professor, dessa vez na aula de tecnologia de processos, teria pedido para que a turma escolhesse um tópico para ser debatido. Os jovens elegeram o tema “mulheres que fizeram história na luta”.

Segundo alunas da classe, o debate começou pacífico, sem comentários machistas. Mas, no decorrer da aula, o docente passou a fazer “provocações para promover a discussão”. “Ele comparou estupro com uma linha e agulha, alegando que ‘se um não for, nada vai acontecer’”, conta uma estudante. “Como se o estupro não ocorresse caso um não permitisse.”

Todas juntas na diretoria

Após essa última provocação do professor, as alunas saíram da sala quando ainda faltavam 50 minutos para a aula terminar. Elas se juntaram a outras garotas da escola e entoaram gritos de protesto na sala da coordenação: “A gente não abaixa a cabeça.”

Pedido de desculpas

Segundo o Centro Paula Souza, responsável pela gestão da escola, os professores entraram nas salas de aula para pedir desculpas às alunas.

Veja a nota divulgada pela instituição, reproduzida na íntegra:

“A Assessoria de Comunicação do Centro Paula Souza informa que a instituição não compactua com nenhuma forma de desrespeito à mulher e a qualquer pessoa.

Seguindo normas regimentais, tão logo a direção da Etec tomou conhecimento do ocorrido, convocou e orientou os professores mencionados, que já se retrataram com as alunas.”

Fonte: G1

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