Robbie Williams canta na abertura da Copa do Mundo nesta quinta, entre polêmica com russos e ‘sonho de infância’

13 de junho de 2018 - 98 visualizações

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“É um sonho de infância”, disse Robbie Williams logo após ser convidado para fazer o show de abertura da Copa do Mundo.

Nesta quinta-feira (14), o cantor britânico de 44 anos – fã declarado de futebol e considerado bom de bola – enfim vai realizar o desejo. Ele promete uma apresentação “única” e “inesquecível”.

Também pode ser uma chance de se “redimir” dois anos após a polêmica provocada pelo single “Party like a Russian”, acusado de denegrir a imagem dos russos.

O artista vai cantar no Estádio Lujniki, em Moscou, meia hora antes do jogo inicial do torneio, Rússia x Arábia Saudita, que deve começar às 11h30 (horário de Brasília). A apresentação prevê um dueto com a soprano russa Aida Garifullina. O jogador brasileiro Ronaldo também deve estar presente.

Em comentário divulgado em seu site oficial, Robbie Williams declarou: “Eu estou muito feliz e animado por voltar à Russia para uma performance tão única. Fiz muito na minha carreira, e a abertura da Copa do Mundo para um público de 80 mil pessoas no estádio e outros milhões no mundo todo é um sonho de infância”.
Ele completou: “Gostaríamos de convidar fãs de futebol e de música para uma festa conosco no estádio na Rússia ou para ligar suas TVs um pouco mais cedo para um show inesquecível”.

Começou na boyband Take That

Robert Peter “Robbie” Williams nasceu em 13 de fevereiro de 1974, em Stoke-on-Trent, cidade do condado de Staffordshire, no oeste da Inglaterra. É filho de um ator de comédia e de uma propeitária de pubs.

Começou a carreira na boyband Take That, da qual participou em dois períodos (1990-1995 e 2009-2012). Ele não era considerado o “líder” do grupo, no qual fazia a função de bad boy.

Depois que deixou o quinteto, em 1995, tornou-se um dos maiores e mais carismáticos astros da música pop britânica das últimas décadas. Em meio a crises de depressão e problemas com as drogas e o álcool, vendeu dezenas de milhões de discos.

Seu primeiro passo solo foi com o um cover de “Freedom”, hit de George Michael, lançado em 1996. A versão não apareceu em nenhum dos 11 álbuns de estúdio de Williams, apenas na coletânea “In and out of consciousness: Greatest hits 1990–2010″.

O primeiro disco, “Life thru a lens” (1997), demorou um pouco para engrenar com seus singles inciais (“Old before I die”, “Lazy days” e “South of the border”). Mas ele finalmente chegou ao número um no Reino Unido, graças o singles “Angels”. Outro destaque do trabalho é “Let me entertain you”.

O segundo álbum, “I’ve been expectig your” (1998), também foi bem, graças a singles como “Millennium”, “Strong” e “She’s the one”.

Outro hit de Robbie Williams foi “Rock DJ”, do álbum “Sing when you’re winning” (2000), o mesmo de “Kids” e “Supreme”.

Da produção mais recente, um dos maiores sucessos é “Candy”, que está no nono trabalho de estúdio, “Take the crown” (2012).

A faixa foi composta em parceria com Gary Barlow, que foi parceiro de Williams no Take That.

Single polêmico: ‘Party like a Russian’

O show na abertura da Copa do Mundo vai acontecer dois anos após a controvérsia de “Party like a Russian”. A letra provocativa deixou russos descontentes.

A faixa do single, que faz parte do último álbum do artista, “The heavy entertainment show” (2016), começa assim:

“É preciso um certo tipo de homem com uma certa reputação / Para aliviar o dinheiro / de uma nação inteira / Pegar os meus trocados e construir minha própria estação espacial / (Só porque você pode, cara) / Não há reprovação ou disputa – eu sou um Rasputin moderno”
No original, o último verso citado é este: “Ain’t no refutin’ or disputin’ – I’m a modern Rasputin”.

Na época do lançamento, em setembro de 2016, comentários em redes sociais apontaram uma referência quase direta ao presidente russo, Vladmitir Putin.

O próprio Robbie Williams, no entanto, negou a associação, dizendo no Twitter que “esta música definitivamente não é sobre o Sr Putin”

No seu site, o cantor explicou o conceito da letra:

“É sobre hedonismo e o espírito de fazer festas. A pessoa cantando é um pouco eu, e um pouco um personagem… Parte da identidade britânica tem a ver com o fato de que todos nós acreditamos que somos os melhores fazendo festa, [mas] a maioria das nações acham que são elas… mas não tem nenhuma festa como uma festa russa (desculpa S Club 7)”.
S Club 7 é o nome de um grupo pop criado em 1998 pelo empresário e jurado de reality show musical Simon Fuller. A letra do single “S Club Party” tinha o trecho: “S Club (não tem nenhuma festa como uma festa do S Club)”.

Fã de futebol e bom de bola

Robbie Williams gosta de futebol – fundou um time, o LA Vale FC, em Los Angeles, cidade onde mora atualmente – e é bom de bola. Neste domingo (10), ele foi um dos destaques de um time que representou a Inglaterra num jogo beneficente chamado Soccer Aid, promovido em Manchester.
Além dele, estiveram em campo o ex-velocista e medalhista olímpico Usain Bolt e Mo Farah, o jogador egípcio que atua no inglês Liverpool e é um dos destaques do futebol mundial.

Mas a ligação do cantor com o esporte vem de longe.

Robbie Williams torce desde criança para o Port Vale Football Club, time de sua cidade-natal, Stoke-on-Trent, que disputa a quarta divisão da liga inglesa. Em fevereiro de 2006, quando o clube estava endividado, ele chegou a se tornar acionista do clube, informou na época a BBC. O investimento teria sido de 240 mil libras (cerca de R$ 1,192 milhão).
Ao fazer a contribuição, o artista declarou: “Embora eu não consiga estar em Vale com frequência, meu investimento é apenas para dizer que meu coração ainda está lá e sou um grande apoiador. Estou muito animado como que podemos fazer com o clube no futuro”.

Já em dezembro de 2017, o site do jornal diário “The Sentinel”, que circula na região de Stoke-on-Trent, reproduziu trechos de uma entrevista de Robbie Williams ao True Geordie Podcast na qual o cantor afirmou que, se fosse para comprar um time de futebol, seria justamente o Port Vale F. C.

Perguntado se teria interesse de comprar o Newcastle United, que tinha sido colocado à venda em outubro do ano passado, Williams respondeu: “Se algo do tipo acontecer, tem meio que ir na direção do Port Vale… Sabe, comprando o Port Vale. Mas eu não fico neste país com muita frequência”.


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