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Brasil todo é obrigado a escutar e aplaudir um único gênero, diz Emicida sobre sertanejo

26 de maio de 2017

Emicida pode ser mais famoso por rimas de amor e os versos “good vibe” de “Passarinhos”, mas há um tom de rebeldia que nunca sai de seu discurso, que continua afiado em seu mais recente projeto, o Língua Franca. Trata-se de um quarteto completado por Rael e mais os portugueses Capicua e Valete.

Um dos principais expoentes do rap com levada pop – e um dos poucos que conseguem levar o gênero às listas de mais ouvidas -, ele critica a indústria na qual está inserido, uma fábrica de “mais do mesmo”:

“Há a música enquanto arte e enquanto indústria. A indústria é extremamente restrita, exclui muito da produção cultural do Brasil e faz com que a diversidade de um país como o nosso vá pelo ralo.”

A consequência disso, diz ele, é o que rádios e streaming estão quase dominados pelo sertanejo. “Acho contraditório que a gente tenha trilhado um caminho com Jair Rodrigues, Elis, Tom, Pixinguinha, Pena Branca e Xavantinho, Racionais, Caetano, Gil, Tom Zé… e, de repente, chega um momento em que o Brasil inteiro é obrigado a escutar e aplaudir um único gênero”, avalia.

Qual o papel dos artistas para vencer esse monopólio? “Pressionar o mainstream, para que a diversidade exista dentro do universo das FMs e a arte brasileira seja conhecida pela pluralidade”.

Além das quebradas

Com seu próprio selo musical, o Laboratório Fantasma (que também é coletivo cultural), ele pressiona o mainstream de dentro. Emicida faz parte de uma geração de cantores, na qual também estão nomes como Criolo, Rael, Projota e Karol Conka, que conseguiram levar o rap para muito além das quebradas.

Algumas letras açucaradas ajudaram, mas o cantor lembra que elas não são novidade no gênero.
“Um dos grupos de rap mais famosos do Brasil, o Sampa Crew, só fazia música de amor. A discografia inteira dos Racionais é composta em cima de músicas românticas. A gente se influenciou muito na temática desses caras.”

Ele continua: “A nossa geração veio depois dos bailes de rua, então esses bailes meio que migraram para dentro das nossas casas. Nossos pais escutavam os discos que os Racionais sampleavam. Isso fez a gente ter uma conexão instantânea com as músicas românticas”. Para o músico, a liberdade temática reflete o que ele sempre viu na rua.

“Penso que tem uma diversidade bonita na rua e a gente transfere isso para a música. Cresci num bairro em que a molecada escutava grunge, reggae… A gente cresceu nos ensaios das escolas de samba, dos grupos de pagode. E aí chegou a música americana e a gente se identificou”, conta. “Acho muito honesto que, dentro da nossa música, haja uma grande mistura de tudo que sempre foi nosso universo.”

“O hip hop sempre se alimentou de outros elementos culturais, mas, por algum motivo, em algum momento, ficou estereotipado como uma cultura que se retroalimenta e não se conecta com as outras.”

Apropriação cultural

Na parte mais engajada do repertório, racismo e desigualdade são os temas preferidos do rapper. E, falando em racismo, ele comenta uma polêmica recente envolvendo o novo clipe de Mallu Magalhães, criticado na internet por mostrar dançarinos negros com o corpo exposto.

“As pessoas precisam permitir que os corpos pretos sejam livres. Se a gente tivesse um corpo de baile branco ali, e os bailarinos pretos desempregados, iríamos levantar esse questionamento?”, opina. E acrescenta:

“Acho que há uma mania, às vezes, de salvar quem não está pedindo socorro. Você se coloca numa posição de dizer: ‘Esses bailarinos são ignorantes, não gostam de ser pretos, são cegos para sua autoestima’. Uma terceira pessoa está dizendo para eles que eles estão sendo usados.”

“A gente tem problemas mais sérios do que esse. Entendo que isso é o que dá uns ‘likes’ na internet. Mas eu não tenho vontade nenhuma de participar da discussão”, continua.

No auge do debate sobre apropriação cultural, o cantor avalia que a questão ganha contornos bem diferentes quando o assunto é arte.. “Como criador, eu me aproprio de várias culturas. Não quero que ninguém venha me dizer que eu não tenho direito de usar um nome japonês na minha coleção de moda.”

Moda é política

Ao falar de moda, Emicida se refere ao braço fashionista do Laboratório Fantasma, a grife LAB, que teve um dos desfiles mais comentados da São Paulo Fashion Week no ano passado, com um elenco diverso de modelos e participações de Seu Jorge e do próprio rapper. Ele acredita ser função da marca levar mais diversidade às passarelas:

“Eu sempre entendi a moda como algo político, a criação de um símbolo muito forte de beleza, que sai do imaginário padrão, da menina loira e magra na passarela.”

O cantor diz considerar um “desperdício gigantesco” a moda tradicional, sem pluralidade. E, como na música, trabalha para mudar o mercado estando dentro dele. “A criatividade, a intelectualidade, a beleza, a capacidade, o preparo não são características exclusivas de quem nasceu numa condição econômica melhor e com pele clara. Tudo isso diz muito sobre oportunidades. Precisamos expandir esse campo.”


Mallu Magalhães pede desculpas por clipe após acusações de racismo

26 de maio de 2017

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Mallu Magalhães se desculpou pelo clipe de “Você não presta”, após ser acusada de racismo pelo novo trabalho. A cantora divulgou o vídeo na sexta-feira (19) e recebeu diversas crítica. Cinco dias após o lançamento, Mallu usou sua página pessoal no Facebook para falar sobre a escolha do tema e se desculpar. A cantora garantiu ter lido todos os comentários sobre o assunto e ter refletido após o debate.

“Fico muito triste em saber que o clipe da música ‘Você não presta’ possa ter ofendido alguém. É muito decepcionante para mim que isso tenha acontecido. Gostaria de pedir desculpas a essas pessoas. Meu trabalho e minha mensagem têm sempre finalidade e ideais construtivos, nunca, de maneira nenhuma, destrutivos ou agressivos. A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle”, lamentou Mallu.

“Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato. Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claras minhas reais intenções”, seguiu a cantora.

“A ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar. Foram convidados pela produtora e pelo diretor os bailarinos Bruno Cadinha, Aires d´Alva, Filipa Amaro, Xenos Palma, Stella Carvalho e Manuela Cabitango. Com a última, inclusive, tive a alegria de fazer aulas para me preparar para o vídeo.”
“É realmente uma tristeza enorme ter decepcionado algumas pessoas, mas ao mesmo tempo agradeço a todos por terem se expressado. E reitero o meu pedido de desculpa. É uma oportunidade de aprender.”

Mallu ainda finalizou o texto com: “Espero que, após este esclarecimento, seja aliviado deste espaço de conversa qualquer sentimento de ofensa ou injustiça, ficando os fundamentos nos quais tanto acredito: a dança, a arte e o convite à música”.


Fãs pedem a Justin Bieber para cancelar turnê após ataque na saída do show de Ariana Grande

25 de maio de 2017

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Fãs de Justin Bieber pediram nesta terça-feira que as datas da turnê britânica do cantor sejam canceladas, destacando as possíveis repercussões para atos musicais após um ataque a bomba em um show da cantora Ariana Grande em Manchester, na Inglaterra.

O canadense Bieber, de 23 anos, deve se apresentar em um show ao ar livre em julho no Hyde Park, em Londres. Mas fãs lotaram as redes sociais dizendo que sua aparição deve ser cancelada pela segurança dos fãs e do cantor.

“Cancelem o show de Justin no Reino Unido, por favor! Queremos ele a salvo, por favor”, escreveu um usuário na conta do empresário de Justin, Scooter Braun, no Instagram.

Braun é igualmente empresário de Ariana, também de 23 anos e ex-estrela da Nickelodeon cuja grande base de fãs meninas, muitas delas adolescentes, foi em peso para sua apresentação em Manchester na noite de segunda-feira, quando um homem-bomba matou 22 pessoas e feriu dezenas.

A cantora de “Problem” voou para a Flórida nesta terça-feira para ficar com a família, segundo a revista People. Braun e a gravadora de Ariana não retornaram ligações sobre se o restante da turnê mundial da cantora, que passa por Londres e outras cidades na Europa, irá continuar.

Leanne Murray, de 20 anos e que mora na Irlanda, possui ingressos para ver Justin se apresentar em Dublin no mês que vem, mas disse que após o ataque de segunda-feira, está pensando em vende-los.

“Eu só não quero que o que eu espero ser uma grande noite termine em algo como a noite passada”, disse Leanne, que pagou 180 euros por cada um dos dois ingressos, à Reuters.


Corpo do cantor Chris Cornell foi cremado em cerimônia com pequeno grupo de amigos e familiares, diz site

25 de maio de 2017

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O corpo do cantor Chris Cornell foi cremado nessa terça-feira (23), em Los Angeles, na Califórnia, com a presença de um pequeno grupo de amigos e familiares, segundo o site “TMZ”. O corpo do vocalista do Soundgarden foi encontrado no banheiro de um hotel, em Detroit, após show na região na noite de quarta-feira (17). Médicos legistas confirmaram a causa da morte como suicídio por enforcamento, embora a família acredite que a morte tenha sido acidental e provocada por remédio.

De acordo com o site, além de Vick Cornell e Peter, mulher e irmão do cantor, estiveram presentes no Hollywood Forever Cemetery, Linda Ramone e o cantor J.D. King, amigos de Chris. O pequeno grupo ficou no local por cerca de uma hora.

Ainda de acordo com a publicação, fãs do cantor poderão prestar suas últimas homenagens na sexta-feira (26). Neste dia, os membros da família vão se reunir novamente para uma cerimônia privada, quando as cinzas de Chris serão sepultadas. Depois disso, a entrada dos fãs será permitida no local para que possam prestar suas homenagens.


‘Foi loucura acharem que teria estrutura’, diz DJ brasileiro sobre festival ‘VIP’ que virou pesadelo no Caribe

25 de maio de 2017

Beto Abrahão, 29 anos, é um DJ brasileiro que navega por festas VIP. Ele viu de perto a promessa de paraíso virar desatre no Fyre Festival. O evento prometeu música e luxo no Caribe no fim de abril, mas foi cancelado com estrutura precária, e agora é alvo de processos nos EUA. Beto estava escalado para o Fyre. Chegou a conhecer o local, e quase chorou com o cancelamento.

Mas, para ele, a história teve fim inesperado: foi do show VIP desmarcado a outro mais VIP ainda, que rendeu bons frutos na carreira (leia abaixo seu relato ao G1). Ele não deixa de lamentar e avaliar o que deu errado, em sua opinião, no Fyre Festival.

A lição para a organização que fica da história de Beto é: buscar gente mais experiente. Já a lição pessoal pode ser traduzida assim: se a vida te der um limão premium, faça uma limonada gourmet.

Beto Abrahão conhece este tipo de evento. Em 2014, virou residente em Ibiza, na Espanha, meca de boates luxuosas. Dali, fez contatos para seguir a carreira tocando em festas fechadas na Europa, Dubai, Catar, Egito… Nos EUA, conheceu um produtor que o convidou para o Fyre Festival.

Blink 182, Major Lazer e Disclosure também estavam na programação do festival nas Bahamas. Os ingressos custavam entre US$ 1 mil a 12 mil (de R$ 3,4 mil a R$ 39 mil). Mas os fãs encontraram uma estrutura diferente da prometida. Os organizadores agora são alvo de processos e de uma investigação do FBI, acusados de fraude.

Entenda abaixo o caso Fyre Festival e leia em seguida a aventura da ‘testemunha’ brasileira.

Quem é o DJ Beto Abrahão?

O paulistano de 29 anos se formou em Direito na Fundação Getúlio Vargas em 2012, mas resolveu ser DJ. Dois anos depois, passou em um teste no famoso grupo de clubes Pacha, em Ibiza. “Tive minha residência lá por 2 anos. Fiz muitos contatos, com pedidos para eventos privados para toda a Europa. Em 2016, eram tantos ‘requests’ que terminei a residência. No ano passado, fiz 58 eventos.”

“São festas pequenas para público exclusivo, tanto que eu não posso nem postar fotos. Tem gente famosa, multilionário, festa em iate. Oitenta porcento por indicação. Acabou crescendo de uma maneira orgânica.” Ouça remixes do DJ, que junta house a pop e rock. Em um casamento em Ibiza, conheceu o irmão do noivo: um produtor da empresa que faria o Fyre Festival. Daí veio o convite…

Chegada ao paraíso

“Da minha parte, não tenho reclamação. Recebi antecipado, pagaram minha passagem, fizeram tudo. Viajei de Londres para Nassau (capital das Bahamas) e fiquei na casa de um amigo meu, então não dependia do hotel deles e não vi como estava lá. Cheguei na quinta, tudo ótimo, tinha um cara no aeroporto, falei com os produtores por WhatsApp. Depois eu iria para o local do festival.”

“Eu me preparei por meses para esta ‘gig’”, conta. Ele faria não só um set próprio como tocaria entre um show e outro. Ficaria nos dois finais de semana do festival.

Já sabemos que o show, infelizmente, não rolou. Mas Beto chegou a ir para lá. “Meu amigo tinha alugado um iate para ir no segundo fim de semana. E aí a gente foi ver a ilha. O lugar é simplesmente deslumbrante, o mais maravilhoso que já vi na minha vida. E eu já viajei o mundo, fui às Maldivas etc. Era um sonho, água linda, areia branca.” Mas palco que é bom, nada…

Caos ao acordar

“Minha namorada estava indo de Londres na quinta de noite e me mandou mensagem depois que viu na internet gente contando que o festival não tinha nada. Faltava comida, água. Mas eu respondi: ‘Acabei de falar com eles, tá tudo certo, não me falaram nada’.”

“Acordei na sexta de manhã, e meus amigos falaram: ‘Má notícia: o festival foi cancelado’. O governo fechou a ilha e ninguém podia pousar, só aviões que iriam tirar as pessoas de lá”, conta. “Abri meu e-mail, tinha uma mensagem da agência falando que meu voo foi cancelado, o hotel também. Teve que cancelar tudo, a pedido dos organizadores. ”

Depois que fez a visita ao local com o amigo que tinha alugado o barco. Já sabendo do cancelamento, Beto conseguiu refletir e avaliar melhor o que aconteceu:

“Era um lugar lindo, só que não tinha infraestrutura. Demanda água potável, energia elétrica, montar tenda. Pelo que eu vi, achei uma loucura esperar que um lugar daquele teria estrutura para receber oito mil pessoas.

“As casas lá têm que ter gerador, reservatório… Tem que construir tudo do zero, porque é muito isolado. Não tem voo comercial, só privado. Era um conceito interessante, exclusivo. Mas acho que teve inexperiência. Não acho que foi má intenção, que quiseram lesar, que foi golpe. Não. Só não tiveram coragem de cancelar antes. Tinham expectativa de terminar a infraestrutura e não terminaram, e chegou lá e virou um caos”, opina.

Do caos classe A à salvação classe AAA

A história terminou para artistas que cancelaram shows e para fãs que voltaram de bolsos vazios e mãos abanando. Mas não para Beto e um grupo de bolsos maiores. “Tem uma comunidade fechada lá chamada Albany [a revista 'Forbes' chama de 'o resort mais exclusivo das Bahamas'] Público super ‘triple A’. Entraram em contato para ‘bookar’ uma ‘pool party’ no domingo. Acertei e fui”.

“Acabou indo muita gente que ia para o festival. A maioria das pessoas lá ia ficar em tendas, e teve que ir embora. Mas o público mais top foi com seu próprio iate. E aí, imagina: tanta gente ‘bookando’ iate e o festival não aconteceu. Todo mundo foi para essa marina. A festa não foi grande, umas 100 pessoas. Mas foi um nível super alto. Gente dos EUA, Europa, Dubai.”

Quando tocou seu remix de “Gimmie shelter”, Beto foi abordado por um homem. Ele elogiou o DJ e contou: estava prestes a fazer 60 anos e estava tentando contratar os Rolling Stones para tocar na festa.

“O pessoal de Albany já está me ‘bookando’ para tocar lá no Réveillon. Também tenho duas festas em Tel Aviv com pessoas que conheci lá. No dia fiquei chateado, quase chorei pelo festival, queria tocar para as pessoas lá. Mas, por este lado, para mim foi excelente, vou ser sincero. Para mim, os melhores eventos são estes pequenos”, conclui Beto.


Ariana Grande suspende turnê mundial após atentado, diz site

24 de maio de 2017

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Ariana Grande suspendeu por tempo indeterminado sua turnê mundial após atendado terrorista no final de seu show na perto da Manchester Arena, no Reino Unido, segundo o site TMZ. A explosão na noite dessa segunda-feira (22) deixou 22 mortos e 59 feridos.

De acordo com fontes da publicação, Ariana não fará a apresentação de quinta-feira (25) que aconteceria em Londres. Além disso, ela teria decidido suspender sua turnê mundial, que incluía apresentações na Suíça, Inglaterra, Alemanha, Polônia e Bélgica.

Logo após o atentado, Ariana fez um post em seu Twitter e afirmou não ter palavras para expressar seus sentimentos. “Despedaçada. Do fundo do meu coração, sinto muito. Não tenho palavras”, afirmou a estrela do pop em uma mensagem na rede social, recebendo mais de 83 mil curtidas em apenas dez minutos.

Scooter Braun, representante de Ariana Grande, expressou por sua parte a sua dor pelas vítimas da explosão na Manchester Arena, que a polícia está tratando como um atentado terrorista. “Esta noite, os nossos corações estão despedaçados. As palavras não podem expressar a nossa dor pelas vítimas e as famílias atingidas neste ataque sem sentido”, disse Braun nas redes sociais.

Testemunhas descreveram, pouco depois que Ariana se despedia do público e as luzes se acendiam no pavilhão, que uma grande explosão provocou o pânico entre os presentes, que correram buscando uma saída.

“Choramos pelas vidas dos jovens e dos entes queridos a quem este ato covarde tirou a vida”, disse o representante da estrela do pop, que agradeceu o trabalho dos serviços de emergências de Manchester que “entraram no perigo para ajudar a salvar vidas”.


Celebridades repercutem explosão após show de Ariana Grande em Manchester

24 de maio de 2017

A explosão que matou 22 e feriu 59 pessoas após show da cantora americana Ariana Grande em Manchester, no Reino Unido, na noite de segunda-feira (22), repercutiu entre celebridades. Muitos lamentaram a tragédia nas redes sociais.

Demi Lovato, cantora

“Meus sentimentos para os inocentes que perdem suas vidas. Oro por todos”.

Fifth Harmony, grupo musical

“Nossos corações estão partidos. Oramos por todos, por suas famílias”.

Noah Cyrus, atriz e cantora

“Enviando amor e orações para Ariana e todos que estavam em seu show”.

Larry King, apresentador de TV

Trágicas notícias de Manchester, Inglaterra. Muito triste. Meus pensamentos estão com aqueles afetados por essas explosões”.

Katy Perry, cantora

“Orando por todos”.

Bruno Mars, cantor

“Nenhuma palavra pode descrever como eu me sinto sobre o que aconteceu em Manchester. Eu não quero acreditar”.

Paula Abdul, cantora

“Meu coração está partido por todos que suportaram o terrível ataque no show de Ariana Grande, em Manchester. Eu estou rezando por todos”.

Chris Brown, cantor

“O mundo está caindo aos pedaços. Quero enviar meu amor a todos”.

Reese Witherspoon, atriz

“Enviando orações ao povo de Manchester. Estou com o coração partido pelas vidas perdidas e todas as famílias que estão sofrendo”.

Taylor Swift, cantora
“Meus pensamentos, orações e lágrimas para todos os atingidos pela tragédia de Manchester esta noite. Estou enviando todo o meu amor”.

OneRepublic, banda

“Pensamentos e orações para as pessoas no concerto Ariana Grande em Manchester. Devastado”.

Selena Gomez, cantora

“Meus pensamentos e orações para todos afetados em Manchester”.

Bellamy Young, atriz e cantora

“Meu coração está com todos afetados pelo terror sem sentido perpetrado em Manchester”.

Jared Leto, ator e cantor

“Horrível e desolador. Meu coração partido para as vítimas e as famílias desta tragédia insensata”.

Chris Evans, ator

“O que aconteceu em Manchester está além da compreensão. Meus pensamentos e orações estão com todos impactados por essa tragédia sem sentido”.

Cher, atriz e cantora

“Minhas orações são para a população de Manchester”.

Jennifer Lopez, atriz e cantora

Pensamentos, orações e todo o meu amor estão com Manchester esta noite”.


Paramore une letras pessimistas e pop colorido em melhor disco da carreira; G1 ouviu

18 de maio de 2017

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Tem gente que deixa de ouvir uma banda porque o cabelo da vocalista é colorido ou porque o público que costumava escutá-la é mais novinho. Mas os tempos são outros.

Se o Coldplay foi do britpop melancólico ao eletropop meloso e o Linkin Park evoluiu do new metal ao remix Joven Pan, um bom disco pode vir de onde você menos poderia esperar. Pode vir do Paramore.

Tings Tings com talento, Gossip emo, Franz Ferdinand mal humorado, MGMT sem estar chapado… “Higher Laughter”, quinto disco do Paramore, parece ser de alguma daquelas bandas dos anos 2000 que tentavam se parecer com bandas dos anos 80. E isso, neste caso, é bom.

É legal ver o talento da vocalista e letrista Hayley Williams rendendo algo que vá além da gritaria punk emotiva dos três primeiros discos ou do rockzinho meio vazio, meio No Doubt de “Paramore”, de 2013.

Pessimismo pop

“Rose Colored Boy” começa com o superdesgastado corinho de cheerleader, mas se envereda por um pop safado (atenção, é um elogio!) com letra sobre um garoto que vê o lado bom da vida ao lado de uma garota pessimista.

São várias letras como essa, sobre os “tempos difíceis” em que vivemos. E elas são escritas do ponto de vista de uma mulher que teve crises de depressão nos últimos anos…

“Tudo que queria, era um buraco no chão / Você pode me falar quando tudo estiver bem / Para eu poder sair dele”, canta Hayley na deliciosa “Hard Times”.

Mas o Paramore, na ativa desde 2004 com várias formações, não é só Hayley. O trio hoje tem ainda o guitarrista e tecladista Taylor York (produtor do disco) e o baterista Zac Farro (um dos fundadores).

A volta de Zac após mais de seis anos fez a alegria dos fãs, mas não faz tanto sentido assim. Dos instrumentos clássicos do rock, a bateria é a menos presente em “Higher Laughter”.

Sintetizadores dominam quase todo o disco. Às vezes, o uso é de forma mais frenética, como em “Told you so” e em “Grudges”, a cara do Blondie. Em outras, há mais cadência.

“A realidade vai quebrar seu coração / Sobreviver não vai ser a parte mais difícil / É manter seus sonhos vivos / Quando todo o resto de você morreu”, canta Hayley em “26″, quando a banda troca os sintetizadores por violão.

Dançando e chorando

Os melhores exemplos são “Fake Happy” (que vai do mais manso ao mais revolts) e “Forgiveness”. Essa é como se o Vampire Weekend ou o Paul Simon gravassem uma música para uma comédia adolescente dessas da “Sessão da Tarde”.

O clima “dance e chore” prevalece em 10 das 12 canções. Só “26″ (levada mais no violão) e “Tell me now” (ao piano) juntam a melancolia das letras ao do arranjo. Aí, meu filho, ouvi-las sozinho em uma noite chuvosa é por sua conta e risco.


Bruno Mars anuncia shows no Brasil em novembro com DNCE na abertura

17 de maio de 2017

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Bruno Mars fará shows em novembro no Brasil, anunciou o cantor nesta terça-feira (2). O popstar americano passará pelo Rio (dia 18) e por São Paulo (22).

A banda DNCE, que tem Joe Jonas como vocalista, vai abrir os shows. Será a segunda vez do cantor no Brasil, após cantar no Summer Soul Festival em 2012.

A pré-venda para clientes do banco que patrocina o evento começa a partir de 15 (SP) e 16 (Rio). Ainda não há informações sobre preços de ingresso e locais dos shows.

Bruno Mars é o nome artístico de Peter Gene Hernandez, cantor e compositor americano de 31 anos.

Ele tem três discos de estúdio lançados em sua carreira solo, que rendeu hits como “Just the Way You Are”, “Grenade”, “The Lazy Song”, “Locked Out of Heaven” e “When I Was Your Man”.

Antes do sucesso solo, ele chamou atenção por meio de participações especiais e assinando músicas para outros artistas. Passou a ser mais conhecido em parcerias com os rappers B.o.B. (“Nothin’ on you”) e Travie McCoy (“Billionaire”).

O auge da carreira veio com “Uptown Funk”, ao lado do produtor inglês Mark Ronson. A música foi uma das mais tocadas em todo mundo em 2015.


‘Despacito’ se torna 1ª música em espanhol desde ‘Macarena’ a chegar ao 1º lugar nos EUA

17 de maio de 2017

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Desacito”, do porto-riquenho Luis Fonsi, alcançou nesta semana o número 1 da lista Hot 100 da Billboard e se tornou a primeira canção em espanhol a reinar nos Estados Unidos desde “Macarena”, que conseguiu o feito em 1996.

A música de Fonsi com Daddy Yankee ganhou o impulso definitivo quando o canadense Justin Bieber se juntou ao fenômeno com uma participação em uma nova versão. Na última atualização da Hot 100, a faixa saltou da terceira posição para o topo.

Atualmente, “Despacito” lidera a classificação à frente de “That’s What I Like”, de Bruno Mars”, e “I’m The One”, de DJ Khaled, segunda e terceira colocadas, respectivamente.

A panamenha Erika Ender, também compositora de “Despacito”, disse em um comunicado que ela e Fonsi “jamais” imaginaram que a música teria “um alcance tão imenso”.

“O mundo inteiro está cantando e dançando em espanhol”, disse Ender, que ressaltou a importância do sucesso de “Despacito” para as músicas cantadas em espanhol.

Em 1996, “Macarena”, da dupla espanhola Los Del Río, remixada pelos Bayside Boys, chegou ao número 1 nos EUA e permaneceu no topo por 14 semanas. Esta foi a última vez que uma música em espanhol chegou à primeira posição.