Destaque

Paul McCartney lança nova versão de “Flowers In The Dirt”

28 de março de 2017

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Na última sexta-feira, chegou às lojas físicas e plataformas digitais a nova versão do álbum “Flowers In The Dirt”, o oitavo disco de estúdio de Paul McCartney. O material foi um dos mais aclamados na década de 1980 e acaba de ganhar nova roupagem em álbum duplo, no qual o astro reúne nove demos originais que fez em parceria com o cantor Elvis Costelo.

Além de Elvis Costello, “Flowers In The Dirt” conta com participação dos produtores David Foster e Steve Lipson, do guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour, que participa na faixa “We Got Married” e de George Martin, que fez o arranjo de cordas em “Put It There”.

Paul McCartney também está trabalhando em seu próximo disco. Para isso, ele já escalou o produtor Greg Krustin, responsável pelo sucesso “Hello” da cantora Adele. O material segue sem nome e data de lançamento.


‪‪Titi Müller‬ critica ‪ao vivo letras ‘machistas’ de Borgore e é aprovada e reprovada no Twitter

28 de março de 2017

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‘Eu gostaria de falar ‘machistas não passarão’, mas vai passar neste canal agora. É isso aí, Borgore’, disse a apresentadora durante transmissão do Lollapalooza no canal Multishow.

A aresentadora Titi Müller‬, do Multishow, canal da TV por assinatura, criticou ao vivo o DJ Borgore, antes do show dele no domingo (26), no palco Perry’s.

O músico israelense de 29 anos é conhecido pelas produções eletrônicas berrantes, letras sexuais e por incentivar as fãs a tirarem a roupa na web e nos shows. O DJ mais odiado do mundo.

O homem que matou o dubstep. Machista, misógino, aproveitador. Todas essas são descrições comuns para o DJ Borgore.

“Na medida que ganhou visibilidade, as letras compostas por ele, totalmente machistas, misóginas, babacas, foram ganhando visibilidade e muitas críticas. Teve muita gente que foi em defesa.

A própria Nervo, que vai tocar aqui hoje e não autorizou nossa transmissão, falou que apesar de compor letras tipo “aja como uma vadia mas antes lave louça” isso é só um personagem.

Querido, na próxima encarnação, invente um personagem melhor. Eu gostaria de falar ‘machistas não passarão’, mas vai passar neste canal agora.

É isso aí, Borgore. Vai que é tua, querido”, anunciou Titi. No Twitter, muita gente elogiou e criticou a declaração de Titi.


Chainsmokers é eleito o melhor show do 1º dia do Lollapalooza 2017 em enquete do G1

28 de março de 2017

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Dupla de DJs superou o Metallica, que ficou em segundo lugar. Banda americana Cage the Elephant completa o pódio; veja a lista completa com o resultado.

O publico não foi a única coisa que o Chainsmokers roubou do Metallica neste sábado (25) Lollapalooza 2017. O duo americano, que tocou num espaço secundário mas tendência do festival, superou a banda veterana do metal e foi eleito o melhor show do primeiro dia do evento pelos leitores do G1.

Andrew Taggart e Alex Pall tiveram 24,32% dos votos, derrotando James Hetfield, Lars Ulrich e companhia por pouco – eles foram os melhores para 22,04% dos votantes. O pódio se completou com a banda Cage the Elephant (16,74%).

O sábado ainda teve como destaques xx, Tove Lo, Tegan and Sara, Criolo, 1975 e Rancid.

Veja, abaixo, o resultado da enquete do 1º dia do Lollapalooza 2017:

Chainsmokers – 24,32%

Foi um show óbvio e com truques de DJS, com tanta apelação ao clichê que parecia piada. O povo não ligou: muita gente preferiu deixar para lá o Metallica, que tocava ao mesmo tempo no palco principal, para curtir a balada do Chainsmokers. Basicamente, Andrew Taggart e Alex Pall rebolam, cantam pouco e gritam muitas palavras de ordem no microfone (“Quero ouvir vocês falarem ‘yeah’”, “mãos para o alto”, “faz barulho”).

Metallica – 22,04%

O Metallica no Lollapalooza voltou renovado e comandou multidão com público de 100 mil, recorde das seis edições do festival no Brasil. Foi um show igual, mas diferente. Potente como sempre, mas com um repertório renovado, a banda cumpriu com louvor a missão de ser o primeiro headliner de heavy metal em uma noite de Lollapalooza nos seis anos de festival em São Paulo, na noite deste sábado (25), diante de um mar de camisas pretas em Interlagos.

Cage the Elephant – 16,74%

A banda americana mostrou que mantém o rock rivo entre plateias mais jovens. Em sua terceira participação no Lollapalooza do Brasil, o Cage the Elephant teve recepção calorosa tanto dos mais fãs mais dedicados quanto dos que pareciam conhecer o quarteto. Isso tudo mesmo sem tanta originalidade, com ecos de Animals, um dos grupos clássicos dos anos 1960, The Who, Beatles e até um Weezer, adiantando as influências musicais até a década de 1990.

The xx (13,75%)

O trio inglês conseguiu criar um clima “intimista” diante de uma multidão. Com seu som descrito ainda como introspectivo e etéreo, o xx fez um grande show no Lollapalooza, apesar dessas atribuições não parecerem combinar muito com grandes festivais. Tudo isso sem precisar mudar suas características fundamentais. Resultado: am fãs emocionados e o grupo também, talvez surpreendido pela recepção calorosa.

Tove Lo – 10,75%

A cantora sueca seguiu o roteiro de seus shows e mais uma vez mostrou os seios. O show foi poderoso, empolgou o público com eletrônico confessional e classudo. Sendo Tove Lo quem é, difícil não elencar atributos como sensualidade (os próprias fãs berram “linda!”, “gostosa!” e “tira! [a blusa]” já na primeira música). A apresentação que aconteceu num palco Axe anormalmente lotado justificou o uso do clichê: lá está uma “força da natureza”.

Tegan and Sara – 4,67%

No festival, as ex-roqueiras Tegan and Sara mostraram que, no que depender delas, o rock acabou. O show de estreia no Brasil das gêmeas canadenses não teve sequer uma guitarrinha para contar história. Foi nervoso no começo, catártico no fim (graças a “Boyfriend” e “Closer”) para fãs ou curiosos. As duas começaram a tocar aos 15 anos (hoje têm 36) com um rock alternativo esganiçado, indie de raiz.

Criolo – 3,39%

Um dos maiores nomes atuais do rap nacional cantou sobre a periferia para moderninhos e roqueiros. Uma ilha de hip hop em um oceano de bandas indie, DJs da moda e algum rock pesado. “Eu não sou ninguém nesse rolê”, disse em um dos muitos discursos. Engano dele. É o sujeito que fez fãs de Tegan and Sara, Chainsmokers e até Metallica, que pagaram até R$ 920, cantarem sobre a periferia com mãos para cima – algumas vezes pedindo: “Faz barulho aí, tiozão!”.

The 1975 – 2,18%

Estreante no Brasil, a banda mostrou um pop versátil e vocalista carismático no Lollapalooza. É curioso que a banda tenha um nome cinco anos atrasado em relação à década da qual parece tirar suas maiores referências. O som oitentista parece vir direto da trilha de algum filme antigo da Sessão da Tarde. Mas não são veteranos: os jovens de Manchester renovam o moribundo rock britânico atual. Já adorados por lá, provaram ter fãs no Brasil com letras na ponta da língua.

Rancid – 2,16%

O Rancid fez um show com justiça histórica para fãs de punk/hardcore californiano. Foi a estreia no Brasil de uma banda que já tem mais de 25 anos de carreira, algo lembrado no palco. No geral, foi um evento com muito apelo à nostalgia da plateia, com Tim Armstrong (o vocal) mostrando com quanto repertório se faz um verdadeiro punk raiz, nunca nutella. As influências de ska e reggae fizeram veteranos se emocionarem ao som de clássicos como “Time bomb” e “Ruby Soho”.

Fonte: G1


Lollapalooza: G1 visita Autódromo de Interlagos e mostra perguntas e respostas do festival

24 de março de 2017

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Estrutura já está quase toda pronta e é a mesma do ano passado; pulseira-ingresso é maior novidade.

A maior mudança do Lollapalooza 2017 em relação ao ano passado estará no pulso das cerca de 70 mil pessoas esperadas por dia, no sábado (25) e domingo (26). A pulseira-ingresso, que também substitui dinheiro e cartão de crédito durante o festival é a grande novidade. Já a estrutura do Autódromo de Interlagos continua a mesma.

Então, vale lembrar Lollas passados (considerar a distância entre palcos para se programar é a maior dica) e ficar atento à nova forma de entrar e comprar.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Lollapalooza 2017.

A pulseira é obrigatória?

Sim, pois a pulseira Lolla Cashless serve tanto como ingresso como para todas as compras dentro do festival. Além disso, todo mundo deve registrar a pulseira no site do festival. Assim, dá para carregar com antecedência a Lolla Cashless. Com o registro também dá para verificar os recibos eletrônicos de compras e receber informações em tempo real sobre o saldo. E importante: é uma pulseira só para os dois dias de festival. Nada de tirar a pulseira no sábado se você vai nos dois dias.

Quanto será que eu carrego?

Ok, você fez a coisa certa e já está com sua Lolla Cashless cadastrada, e agora quer carregar antes do festival para não se preocupar com isso lá (há pontos no autódromo para carregar, mas é sempre bom evitar fila). É só você entrar no site do cadastro para carregar. Se quiser ver os preços dos alimentos para ter uma ideia, confira aqui. O refrigerante, que neste ano será apenas orgânico, custará R$ 8. A cerveja ainda não teve preço divulgado. Se quiser economizar, dá para entrar com barras de cereais, frutas cortadas, copos de água fechadas e alimentos industrializados fechados.

Tenho que pegar minha pulseira antes?

Sim. Se você mora em São Paulo e optou por não receber a pulseira em casa, deve pegar até a sexta-feira (24) em um dos postos autorizados (veja a lista aqui e fique ligado nos horários). Se você não é de São Paulo e não pode pegar a Lolla Cashless com antecedência, haverá postos de atendimento para as pessoas de outras cidades no sábado e domingo fazerem a coleta da pulseira.

Levo uma capinha de chuva?

Há possibilidade de chuvas rápidas na tarde e noite de sábado, então é bom levar sim (confira aqui a previsão do tempo atualizada para ver se a chance de chuva continua). Mas, segundo o Climatempo, não deve ser muita chuva (ufa). Mas a principal dica em relação ao tempo é: prepare-se para calor à tarde e frio à noite. A variação será grande: de 17º a 28º. Então, leve filtro solar e roupas leves, mas também não esqueça um casaquinho para o fim da noite.

Quando eu saio de casa?

Os portões abrem às 11h no sábado (25/03) e às 10h no domingo (26/03). Os shows começam às 12h nos dois dias e estão marcados para terminar às 23h no sábado e 22h no domingo. Lembre-se que o Autódromo de Interlagos fica longe do centro e que é altamente recomendável usar transporte público, então separe um bom tempo para ir e voltar. Se não quiser pegar grade ou chegar para o primeiro show, relembre aqui os horários de cada show.
Tem alguma novidade no Autódromo?

Quem conhece o Lolla de outras edições já vai se sentir em casa. Quase não há diferenças. O Palco Perry, de música eletrônica, tem o espaço de plateia ligeiramente maior. Atrás do palco Ônix há um novo brinquedo, Kamikaze, para quem vai na vibe parque de diversões. No mais, está tudo no mesmo lugar de Lollas passados.

Quanto tempo demora entre os palcos?

Esta é uma pergunta fundamental na hora de montar sua programação. Nada de pensar que você consegue sair correndo do show do Duran Duran no palco Onix às 17h30 e ver a MO entrar no Palco Axe na mesma hora, por exemplo. Entre o Palco Skol, principal, e o Onix, segundo maior, reserve ao menos dez minutos de caminhada. O palco principal fica mais perto do Axe – ao menos cinco minutos. Mas caso precise ir do Onix ao Interlagos, reserve no mínimo quinze minutos. O tempo pode aumentar com o fluxo mais lento da multidão nos shows finais.

Será que vai encher muito?

No ano passado, foram 136 mil ingressos vendidos (66 mil no sábado e 70 mil no domingo). Para este ano, a previsão é de cerca de 70 mil pessoas por dia, informou a assessoria de imprensa do festival. O G1 apurou que para o primeiro dia, do Metallica, a venda está um pouco maior do que o segundo, de Strokes.

Ainda tem ingresso?

Sim, para os dois dias. Dá para comprar no site do festival. A inteira custa R$ 540 por dia e R$ 920 para os dois, com meia-entrada para estudante.

O que eu não posso levar neste ano?

• Garrafas, latas, bebidas

• Utensílios de armazenagem

• Embalagens rígidas com tampa

• Capacetes

• Cadeiras ou bancos

• Armas de fogo e armas brancas

• Objetos pontiagudos, cortantes e/ou perfurantes

• Fogos de artifício

• Objetos de vidro

• Câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável.

• Cartazes feitos com papelão grosso e/ou fixados a madeiras, canudos rígidos, etc.

• Animais – exceto cães guias identificados e acompanhados de portadores de deficiência
visual.

• Bastão para tirar foto.

• Substâncias inflamáveis, corrosivas.

E o que está liberado para levar?

• AXE Lolla Cashless do festival ou voucher impresso para retirada da pulseira

• Frutas cortadas

• Industrializados fechados

• Copos de água fechados

• Documentos pessoais

• Chapéu ou boné*

• Óculos Escuros

• Barra de cereal

• Canga*

• Capa de chuva

• Protetor solar

• Protetor labial

• Câmera portátil

• Mochila ou bolsa

Fonte: G1


‘Criolo, ajude a entender’: antes do Lolla, rapper explica temas do Brasil e do mundo

24 de março de 2017

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Inspirado no vídeo ‘ajude a entender’ de entrevista com Lázaro Ramos, G1 pediu para o cantor explicar grafite e pichação, xenofobia, política brasileira, Marcha das Mulheres e Black Lives Matter.

Alguém nos ajude, Criolo, a entender. Na entrevista com o rapper antes do show no Lollapalooza, o G1 se inspirou no meme criado a partir de um vídeo dele com Lázaro Ramos no Canal Brasil, em 2013. A conversa há quatro anos ajudou a popularizar a frase dita por Criolo: “Alguém nos ajude, Lázaro, a entender”. Mas dessa vez, o jogo virou: é Criolo quem deve dar a ajuda e explicar cinco temas.

Criolo já havia citado o meme “ajude a entender” no seu disco “Convoque seu buda”, de 2014. Na música “Cartão de Visita”, ele canta: “A alma flutua /Leite a criança quer beber/ Lázaro, alguém nos ajude a entender”.

Desta vez, ele ajudou o G1 a entender e deu opiniões sobre os cinco temas abaixo:

Grafite ou pichação?

Xenofobia

Política brasileira

Marcha das Mulheres

Black Lives Matter

Brasil no Lolla

E o show no Lollapalooza? A apresentação vem no embalo da turnê “Ainda há tempo”. O disco tem versões com nova produção das faixas do álbum de estreia do cantor, lançado em 2006. Veja o trecho da entrevista do G1 em que ele fala sobre a apresentação no festival em SP.

“Esse show traz uma história não só de um disco lançado há dez anos, mas uma história que começou a ser construída em 1987, quando eu me deparei com uma parada chamada rap. Aquilo tomou conta de mim de um jeito absurdo. Eu me percebi alguém no mundo quando o rap me visitou. Então ele traz muito dessa energia”, diz Criolo.


Tove Lo diz por que costuma mostrar seios em shows: ‘Odeio não poder fazer algo por ser mulher’

24 de março de 2017

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Cantora sueca que vai ao Lolla SP disse à MTV que levantar a camisa no palco virou gesto feminista: ‘Todo mundo que tem vontade deveria mostrar os seios’.

Vamos às previsões: se o show da sueca Tove Lo nesta sexta (24) na Audio, em SP, e no sábado (25) no Lollapalooza for igual às suas apresentações recentes, a maior parte das músicas será do seu segundo álbum “Lady wood” (2016). Mas não dá para ignorar o hit de 2014, “Habits (Stay high)”, que grealmente encerra o show. No meio do setlist, não costuma faltar”Talking body”. Junto com essa música, um gesto virou parte da turnê: Tove Lo costuma levantar a camisa e mostrar os seios.

Foi assim em shows recentes em Paris, Boston e Oakland (veja os vídeos clicando nos nomes das cidades). E não rolou só em shows deste ano. Aconteceu em 2015, em show para convidados no Rio, por exemplo. Um fã até fez uma compilação de várias cidades em que ela levantou a camisa.

Tove Lo explicou à MTV dos EUA que o gesto foi mudando durante os shows. “Eu comecei mostrando só um pouco, ou só sendo ‘picante’, e todo mundo ficou tão empolgado, então uma noite eu fui lá e fiz. Pensei: ‘Porque eu não posso fazer isso? Eu devo fazer se eu quiser. E todo mundo ficou tão empolgado. Muitos garotos e garotas estão tirando a roupa também. Cria um clima quente e eu gosto disso.”

Mesmo sem planejar, depois que começou a fazer o gesto em shows, ela passou a considerá-lo um ato feminista.

“Odeio quando alguém me fala que eu não posso fazer alguma coisa por que sou uma garota, então eu vou lá e faço em dobro. Para mim é estranho se alguém se alguém diz que não é feminista. Como alguém não pode apoiar a igualdade? E eu acho que todo mundo que quiser deve poder mostrar seus seios”, disse à MTV.

Em outra entrevista, para a revista “Out”, a cantora de 29 anos falou sobre seu próximo álbum, que vai suceder “Lady wood”. Ela conta que está trabalhando nas novas músicas e o disco vai sair ainda neste ano. A cantora sueca ganhou destaque a partir de 2014 com as faixas “Habits (Stay high)”, “Talking body” e “Moments”.

Bissexual:

Ela comentou à “Out” sobre sua conexão com fãs gays e falou sobre sua própria sexualidade. Na reportagem publicada nesta sexta-feira (10), ela se define como bissexual e pede que os fãs gays “não se envergonhem nem peçam desculpas por serem quem são”.

A orientação sexual de Tove Lo era alvo de especulações de fãs na internet desde que ela deu uma declaração anterior de que era “lésbica por hobby”. Na entrevista à “Out”, ela esclarece a declaração. “Eu me vejo como bissexual, mas nunca tive um namoro com uma mulher. [A entrevistadora anterior]disse: ‘Se você nunca teve um relacionamento com uma mulher, é mais uma coisa sexual, não é’. Ela estava forçando essa resposta, então eu disse: ‘Bem, então acho que sou uma lésbica por hobby, não sei”, conta.

Ela também falou sobre o fato de os fãs LGBT serem grande parte de seu público. “Acho que é por causa do sentimento de autoaceitação de quem você é”, diz. “Seja você, não se envergonhe e não peça desculpas por ser quem você é. Eu espero que essa seja a razão de tanta gente se sentir conectada comigo.” Ela afirmou que quer “trabalhar o máximo que puder” contra a homofobia.


Lollapalooza terá espaço para fazer tatuagens e pintura corporal

23 de março de 2017

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Festival com Metallica, Strokes, Weeknd e Chainsmokers acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, no sábado (25) e domingo.

Além da música dividida em quatro palcos, o Lollapalooza terá espaços para tatuagens e para pintura corporal. O festival acontece no Autódromo de Interlagos, no sábado (25) e domingo.

No espaço Onix Studio, estarão disponíveis vários tatuadores e profissionais de pintura facial e corporal para os espectadores. Em outro lugar, o Body Painting – Neon Galactic Glow, vários “make-up artists” vão atuar em um estúdio de pintura corporal.

Neste ano, as atrações principais são Metallica, The xx, The Strokes e The Weeknd. The Chainsmokers, Flume, Martin Garrix, Duran Duran, Two Door Cinema Club, Rancid e The 1975 também estão na programação do evento, entre outros.

Ingressos e Lolla Parties

Os ingressos do segundo lote do Lolla Pass custam R$ 460 (meia) e R$ 920 (inteira), no site do festival. Crianças abaixo de 10 anos não pagam. Os portões vão abrir às 11h no sábado e às 10h no domingo.

Quem quiser shows mais intimistas pode ir às Lolla Parties, em São Paulo. As cantoras Tove Lo e MØ e as bandas The 1975 e Glass Animals farão shows em lugares menores nos dias 24 e 27 de março.


Bryan Adams: novo DVD e turnê no Brasil

23 de março de 2017

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Há quase 20 anos, o cantor e compositor canadense Bryan Adams recebia no Estádio de Wembley, em Londres, mais de 70 mil pessoas para apresentar a turnê do álbum “18 Til I Die”, que alcançou o primeiro lugar das paradas de sucesso na Inglaterra naquela época.

Na ocasião, o show contou com a participação de Melissa Etheridge, além de ter sido repleto de clássicos como “Summer of ’69”, “(Everything I Do) I Do It For You”, “Heaven”, “18 ‘Till I Die”, “Run to You” e “All for Love”. Para os fãs que não puderam prestigiar o evento, Bryan Amads acaba de disponibilizar a gravação em DVD. Intitulado “Live At Wembley”, o material traz um repertório com 24 músicas.

As novidades do cantor não param por aí! Bryan Adams virá ao Brasil pela primeira vez para realizar sete apresentações. Os shows acontecerão em Porto Alegre (no dia 25 de abril, no Auditório Araújo Vianna), Rio de Janeiro (dia 27 de abril, no Metropolitan), São Paulo (nos dias 28, 29 e 30 de abril, no Citibank Hall), Belo Horizonte (em 1º de maio, no BH Hall) e em Fortaleza (3 de maio, no Centro de Formação Olímpica).


YouTube vai rever ferramenta após crítica de Tegan e Sara sobre restrição a vídeos LGBT

22 de março de 2017

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Serviço reconheceu erro após protestos de usuários sobre vídeos da dupla banidos no modo restrito. Cantoras pedem mais transparência sobre parâmetros do site.

O YouTube afirmou que vai rever a classificação de alguns vídeos publicados na plataforma, após protestos de usuários, incluindo a dupla Tegan e Sara, contra restrições a temas LGBT. A decisão foi anunciada pelo serviço em um e-mail enviado para a imprensa.

Atrações da edição deste ano do Lollapalooza, que começa no sábado (25) em São Paulo, Tegan e Sara são assumidamente homossexuais e militam na causa LGBT. Em publicações no Twitter neste mês, a dupla acusou o YouTube de banir sem justificativa alguns de seus videoclipes do modo restrito da plataforma. Essa função foi criada para filtrar conteúdo “potencialmente inapropriado”. “As pessoas LGBTQ não devem sofrer restrição”, escreveram as cantoras.

“A conclusão é que o recurso não está funcionando da maneira que deveria. Lamentamos e vamos corrigi-lo”, diz o YouTube em comunicado. “Nosso sistema às vezes comete erros ao entender o contexto e as nuances quando avalia quais vídeos serão disponibilizados no modo restrito.”

O recurso de restrição dos vídeos do YouTube permite que usuários filtrem conteúdo que não é apropriado para menores de 18 anos. O serviço define a ferramenta como um “recurso opcional para ajudar instituições como escolas, bem como usuários que querem controlar melhor o conteúdo que veem” no site.

Os tipos de cenas filtradas podem variar de acordo com os padrões das comunidades de cada país, mas normalmente incluem “linguagem sexualmente explícita ou profanação excessiva” e imagens violentas ou perturbadoras. Segundo o YouTube, cerca de 1,5% das visualizações diárias na plataforma são feitas por usuários com o modo restrito ativado.

Cantoras com discurso:

Também no Twitter, Tegan e Sara se disseram felizes pelo erro ter sido reconhecido, mas pediram que o YouTube seja mais transparente em relação aos parâmetros que usa para considerar um conteúdo passível de restrição. As irmãs gêmeas, que cantam juntas desde os 15 anos, dizem basear sua carreira, principalmente, no que têm a dizer.

“O discurso é uma grande parte do que somos como banda. A produção a gente muda de tempos em tempos… A mensagem é o que importa. Até uma simples canção de amor pode ser tão significativa para alguém que está sofrendo, né?”, afirmou Tegan, em entrevista ao G1.
A dupla, cujo repertório circula entre o rock alternativo e o dançante, se apresentará no sábado, primeiro dia do Lollapalooza, a partir das 17h15.


DJ Marshmello: O que está por trás da máscara da atração mais misteriosa do Lollapalooza?

22 de março de 2017

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Especialista analisa disfarce da atração do festival e de outros músicos enigmáticos. Youtuber mascarado fala sobre o que leva celebridades a esconderem rosto: ‘Ideias são mais importantes que imagem’.

A nova cara da música eletrônica tem enormes olhos em forma de X, um sorriso meio sinistro e um quê de meme da internet. Para quem ainda não a conhece, a edição deste ano do Lollapalooza, que começa neste sábado (25) em São Paulo, é uma boa oportunidade. Só não espere ver a verdadeira face do DJ Marshmello.

A atração mais enigmática do Lolla cobre o rosto com uma espécie de balde em forma de marshmallow desde que começou a aparecer nos festivais internacionais de música eletrônica, em 2015. Sites especializados no gênero ligam sua identidade à do DJ americano Chris Comstock, também conhecido como Dotcom, mas tudo não passa de um boato nunca confirmado.

O músico, que estourou com um remix de “Where are ü now”, hit de Jack Ü e Justin Bieber, não dá entrevistas e pouco se sabe sobre sua origem. Em uma biografia divulgada pelo Lolla, ele é econômico ao explicar por que decidiu esconder o rosto.

“Eu só quero fazer boa música. E para isso não é necessário você saber quem eu sou.”

Marshmello surgiu na esteira de outros DJs mascarados, entre eles o canadense Deadmau5 e o duo francês Daft Punk. Todos eles seguem uma longa linhagem de artistas que fazem do mistério seu maior merchandising – aí estão nomes como Sia, Kiss, Slipknot e Gorillaz. Mas o que está por trás do enigma?

O que diz um especialista:

A maioria dos mascarados cita a privacidade ou a “valorização da arte em detrimento da imagem” como motivação. Mas para Thiago Soares, professor e pesquisador de música e cultura pop da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é impossível definir um elemento único que explique o comportamento de todos esses artistas. Ele faz algumas análises.

“No caso do Kiss, por exemplo, a maquiagem forte esconde até a idade deles. Eles envelhecem, mas não sofrem a repercussão disso. A máscara também redime um pouco esse lugar”, avalia. “Sobre a Sia, acredito que haja de fato uma estratégia poética. Também há uma crítica ao formato da música pop, ao artista como uma figura emblemática e central.”

“Todo artista constrói uma trajetória na mídia. A máscara é um componente lúdico nessa narrativa, é uma convocação para desvendar.”

Mas e o Marshmello? “Uma interpretação pode ser a crítica à supervalorização dos DJs, a essa coisa do DJ popstar”, analisa o pesquisador. “Me parece que ele também usa uma estética ligada à cultura digital, do emoji. A lógica do mascarado, do anônimo, também está muito presente na internet, com elementos como a máscara de ‘V de vingança’, o fake, o post anônimo.”

Soares também lembra que o culto às máscaras é bem mais antigo que qualquer astro do pop. “Não é uma coisa contemporânea. Faz parte da tradição do entretenimento a dimensão circense, cênica, que flerta com o teatro”, explica. “Os atores usavam as máscaras para encenar emoções. Essa ideia de esconder o rosto surgiu a partir do crescimento da visibilidade.”

O ponto de vista de um mascarado:

Se as máscaras têm tudo a ver com internet, é claro que as celebridades desse universo também não perderiam a oportunidade de criar seus próprios enigmas. Thiago “Zangado” é o brasileiro anônimo mais famoso entre os youtubers. Ele esconde o rosto há 7 anos, desde que iniciou seu canal – hoje com 3,5 milhões de seguidores.

“Moro em uma cidade pequena e sou engenheiro. Não queria que a fama interferisse na minha vida e no meu trabalho”, justifica. “Concordo também com o ponto de vista do Slipknot e do Daft Punk, que querem que os fãs se concentrem nas músicas deles. No meu caso, nas coisas que eu digo e no exemplo que eu passo.”

Zangado diz acreditar que “as ideias são mais importantes que a imagem”, principalmente quando se fala com jovens. Por isso, acha que a máscara ajuda a passar as mensagens certas. “Todo artista deve ter um legado. Quando vou a um evento, sempre procuro mostrar a importância dos estudos, do relacionamento com a família, do respeito pelas diferenças… É o meu legado.”

“Se tenho olhos pequenos ou grandes, cabelos lisos ou não, é o que menos interessa. A minha identidade é essa.”

Para o pesquisador da UFPE, é preciso ter cuidado com o discurso do “não quero ser famoso”, especialmente na internet, onde a relação entre as máscaras e a vida real é ainda mais turva. “No caso dos youtubers, parece muito um discurso de marketing pessoal, de querer se diferenciar dos outros”, avalia. “O artista tem um palco. Para o youtuber, o palco é a vida dele. Estamos entrando em um momento de tanta visibilidade que o privado virou cênico. É a tirania da intimidade.”