Lançamentos

Paul McCartney lança nova versão de “Flowers In The Dirt”

28 de março de 2017

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Na última sexta-feira, chegou às lojas físicas e plataformas digitais a nova versão do álbum “Flowers In The Dirt”, o oitavo disco de estúdio de Paul McCartney. O material foi um dos mais aclamados na década de 1980 e acaba de ganhar nova roupagem em álbum duplo, no qual o astro reúne nove demos originais que fez em parceria com o cantor Elvis Costelo.

Além de Elvis Costello, “Flowers In The Dirt” conta com participação dos produtores David Foster e Steve Lipson, do guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour, que participa na faixa “We Got Married” e de George Martin, que fez o arranjo de cordas em “Put It There”.

Paul McCartney também está trabalhando em seu próximo disco. Para isso, ele já escalou o produtor Greg Krustin, responsável pelo sucesso “Hello” da cantora Adele. O material segue sem nome e data de lançamento.


Bruna Pinheiro em single com João Neto & Frederico

28 de março de 2017

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Há pouco mais de uma semana chegou ao YouTube e as plataformas digitais a nova música de Bruna Pinheiro. Intitulada “Vinho, Amendoim e Coca-Cola”, a canção é uma composição da própria cantora e conta com a participação especial de João Neto & Frederico.

O single foi gravado na casa de shows Santa Fé Hall, em Goiânia (GO), e teve a produção musical de Thyeres Marques. Além disso, “Vinho, Amendoim e Coca-Cola” é a primeira música a ser divulgada do próximo álbum de Bruna, que chegará às lojas em abril.

O novo trabalho de Bruna Pinheiro também trará as faixas “Cara de Fome”, “Conversa pra Boi dormir”, “Coração Desempregado”, “Em outra vida” e “Zé Ruela”, esta última com a participação de Mariana Fagundes.

Após integrar duas duplas, a artista tem seguido carreira solo e já conta com dois discos lançados, sendo o mais recente, “No Meu Taco Eu Boto Fé”, com influências latinas, mistura de sopro e percussão, ritmos praianos, bachata e música pop.


Eduardo Costa estreia música inédita

23 de março de 2017

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Acaba de chegar ao YouTube e às plataformas digitais a nova música do cantor Eduardo Costa. Intitulado “Forró e Paixão”, assim como o nome indica, o single é romântico e aposta no ritmo do forró. O lançamento veio acompanhado de videoclipe, no qual o próprio cantor contracena com a atriz Monique Alfradique.

Ainda nesta terça-feira (21), Eduardo Costa conversará com as fãs sobre a estreia através de uma live, que será realizada no Facebook às 20h30. Este é o primeiro trabalho solo desde o CD “Vivendo e Aprendendo”, de 2015, com o qual emplacou os sucessos “Pronto Falei”, “Eu Apostei” e “Sapequinha”.

Outra novidade é a retomada, neste fim de semana, da turnê “Cabaré Night Club”, que o cantor realiza ao lado de Leonardo. Inspirados no segundo álbum do projeto Cabaré, os shows acontecerão em Oliveiras/MG (24) e Jaguariúna/SP (25). Em tempo: recentemente, também chegou ao Spotify o disco “Eduardo Costa Especial”, de 2009, que reúne diversos sucessos do cantor e participação da dupla Gino & Geno.


Dulce María lança 3º disco da carreira

16 de março de 2017

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A cantora e atriz mexicana Dulce María lançou, na última sexta-feira (10), o terceiro álbum da carreira. Intitulado “DM”, o projeto reúne 13 faixas e a participação de Joey Montana, em “Volvamos”. Seguindo a boa aceitação dos trabalhos anteriores, “DM” já aparece na segunda posição do Top 10 do iTunes Brasil.

Com o novo álbum, Dulce María rompe um hiato de três anos sem lançamento e se firma como uma das relevantes cantoras de sua geração. Segundo a artista, o material agradará os fãs de todas as fases de sua carreira mesmo com um novo estilo, mais dançante e contemporâneo.

Para iniciar a divulgação de “DM”, Dulce María tem trabalhado a faixa “Rompecorazones”. No dia da estreia (02/03), o single ocupou o segundo lugar no iTunes Charts Brasil, ficando atrás apenas do sucesso de Ed Sheeran, “Shape Of You”. A cantora retornará ao Brasil no início de abril para quatro shows nas cidades do Rio de Janeiro (dia 02), Curitiba (05), Porto Alegre (07) e São Paulo (09).


Snoop Dogg gera polêmica com clipe no qual atira em Trump palhaço

15 de março de 2017

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‘Ninguém está lidando com o verdadeiro problema que é esse… um palhaço como presidente’, disse rapper sobre clipe de ‘Lavender’.

O Rapper americano Snoop Dogg foi criticado nesta terça-feira após ter lançado um videoclipe em que aparece atirando no presidente Donald Trump, representado como um palhaço.
“Sinto como se houvesse muita gente fazendo discos ‘cools’, se divertindo, indo a festas, mas ninguém está lidando com o verdadeiro problema que é esse… um palhaço como presidente”, declarou o rapper à revista “Billboard”.

A maioria dos atores que aparece no videoclipe “Lavender”, lançado na segunda-feira, está maquiado como um palhaço sinistro.

Um deles retrata Donald Trump, com seu característico cabelo loiro, pele bronzeada e uma longa gravata vermelha, em frente a um escritório que se assemelha ao gabinete presidencial da Casa Branca, chamada de “Casa do Palhaço” (“The Clown House”).

Não é Donald Trump… É o Ronald Klump

Identificado no clipe como Ronald Klump, o palhaço levanta as mãos como se fosse detido por Snoop Dogg, que dispara o tiro de uma arma por onde sai uma bandeirinha vermelha escrita “Bang”, recordando a estética dos quadrinhos.

O senador americano Marco Rubio, um dos poucos membros do Partido Republicano assumidamente fã do hip-hop, criticou o vídeo dizendo que “os presidentes foram assassinados neste país no passado”.

“Se isto for visto pela pessoa errada e [ela] ficar com essa ideia ruim, poderemos ter um problema real. Não sei o que Snoop estava pensando”, disse o senador da Flórida ao site de celebridades TMZ. Vários meios de comunicação conservadores criticaram o videoclipe.
Adaptado de uma música instrumental do grupo canadense BadBadNotGood, “Lavender” evoca também os abusos policiais contra os negros.


Chainsmokers divulga lista de músicas de seu novo disco ‘Memories…Do Not Open’

14 de março de 2017

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Canções como ‘Paris’ e ‘Something just like this’ estarão no show da dupla no Lollapalooza, em São Paulo, em 25 de março.

Atração do Lollapalooza, o Chainsmokers publicou em seu perfil no Twitter a lista de músicas de seu novo trabalho. “Memories…Do Not Open” será lançado no dia 7 de abril.

Várias músicas do disco do Chainsmokers, como “Paris”, estarão no show que a banda faz em São Paulo em 25 de março.

No começo deste mês, a dupla alcançou o feito raro de ter três músicas no Top 10 da “Billboard” ao mesmo tempo nos EUA. “Something just like this”, colaboração deles com o Coldplay, subiu da 56ª para a 5ª posição do ranking da revista. A parceria com a banda inglesa se juntou a “Paris”, em 7º lugar, e “Closer”, em 10º.

Antes deles, os únicos grupos que conseguiram ter três ou mais músicas entre as 10 mais tocadas nos EUA eram os Bee Gees, em 1978, auge dos “Embalos de sábado à noite”, e os Beatles, em 1964, com a Beatlemania. Os fab four, no entanto, continuam os campeões nesta seara. Eles foram os únicos que conseguiram ocupar as cinco primeiras posições ao mesmo tempo.

Formado pelos DJs e produtores Andrew Taggart e Alex Pall, de Nova York, o Chainsmokers começou a fazer mais sucesso em 2014. Foi nesse ano que eles lançaram seu primeiro grande hit, “#Selfie”. Conhecidos por fazerem um pop eletrônico com uso pesado de sintetizadores, Taggart e Pall também escrevem letras para narrar histórias e perrengues da juventude americana.


Michel Teló divulga novo repertório

15 de fevereiro de 2017

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Faltando menos de um mês para a gravação do DVD “Bem Sertanejo”, que será registrado no próximo dia 02 de março, em Curitiba, o cantor Michel Teló revelou detalhes do projeto, começando pela participação das irmãs Maiara & Maraisa. A dupla subirá ao palco para interpretar a inédita “Modão Duído“, que ganhará videoclipe nesta terça-feira (14).

Além dessa, Michel Teló disponibilizou os singles “Por Trás da Maquiagem” e “O Mar Parou”. Esta última faixa foi lançada oficialmente no fim de dezembro e já figurou entre as mais pedidas nas rádios do país. Ao longo de nove dias, o cantor liberará outras canções inéditas que estarão no DVD.

O novo trabalho é inspirado no programa que Teló comandou na Rede Globo em 2015. Nele, o artista contava um pouco sobre a história do gênero no país e interpretava clássico sertanejos, como “Menino da Porteira”, “Chico Mineiro”, “Estrada da Vida”, “Fio de Cabelo” e “Pensa em Mim”, que não devem faltar no DVD.

A direção geral ficará a cargo de Catatau e a direção musical será dividida entre Ivan Miazato, que cuidará das regravações, e Neto Shaefer, responsável pelas músicas inéditas. O cenário será de Zé Carratu.


Katy Perry estreia novo single

15 de fevereiro de 2017

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A cantora Katy Perry liberou em seu canal no YouTube seu mais novo single “Chained to the Rhythm”, no qual conta com a participação do cantor Skip Marley, neto de Bob Marley. A música veio acompanhada por um videoclipe que, curiosamente, é protagonizado por um hamster.

O novo single fará parte do próximo disco de Katy – o quarto da carreira – e já está disponível para download e streaming. A cantora apresentou a música ao vivo pela primeira vez no domingo (12), durante a 59ª edição da premiação do Grammy.

“Chained to the Rhythm” é de coautoria de Katy em parceria com o renomado compositor Max Martin, Sia, Ali Payami e Skip Marley. Para divulgar a nova música, a cantora espalhou pelo mundo vários globos de espelho (inclusive no Rio de Janeiro), onde os fãs podiam escutar trechos da canção. Esse é o primeiro lançamento desde a faixa promocional “Rise”, gravada para as Olimpíadas 2016.


Lúcia Menezes lança o melhor álbum com suingue, romantismo e até Chico

9 de fevereiro de 2017

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Ao enfrentar com valentia o duelo proposto por Viola e sanfona, composição inédita de João Lyra e Paulo César Pinheiro, Lúcia Menezes explicita a origem nordestina logo na segunda das 14 músicas do sexto álbum da artista, Lúcia, em sintonia com a pegada arretada do tema. Contudo, a cantora cearense nascida em Itapipoca, cidade situada ao norte de Fortaleza (CE), também canta o amor de tonalidades universais. Sob tal prisma, a regravação do dolente samba Desencontro é um dos destaques do disco produzido por José Milton com apropriados arranjos criados, em maioria, pelo violonista João Lyra e pelo pianista Cristóvão Bastos. É que o compositor, autor do samba lançado há 49 anos na voz do autor no álbum Chico Buarque de Hollanda volume 3 (1968), faz dueto com Lúcia, dando relevância à faixa (inclusive documental, por se tratar da primeira vez que Chico regrava em dueto com uma mulher o samba que já registrou com os cantores Toquinho e Silvio César em 1968 e 1992).

Na harmoniosa gravação feita para o álbum Lúcia, Desencontro tem arranjo e piano do maestro Cristóvão Bastos, criador também do arranjo em ritmo de ciranda que põe Sonho de marinheiro (João Donato e Fausto Nilo, 2002) em águas límpidas das quais emerge a voz da cantora Miúcha, outra convidada do disco. Dentro do romantismo melancólico de tom universal que pauta algumas músicas, o disco de Lúcia Menezes também destaca Esperança vã, toada feita para piano por Marcello Tupynambá, pseudônimo do compositor paulista Fernando Álvares Lobo (1889 – 1953), reverenciado no universo da música erudita pela obra que criou na primeira metade do século XX, mas comumente esquecido fora desse mundo.

Lançado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de fevereiro de 2017, Lúcia é o melhor CD da cantora pela coesão e unidade de produção, arranjos, interpretações – a voz aguda da artista nunca soou tão precisa e bem modulada – e repertório. Lúcia Menezes consegue inclusive fazer belos registros de músicas de compositores nordestinos já bem gravadas, casos do malicioso baião A fia de Chico Brito (Chico Anysio, 1956), de A letra I (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1943), de Sete cantigas para voar (Vital Farias, 1982) – canção muito conhecida na voz de Elba Ramalho e revivida por Lúcia com propriedade com arranjo de João Lyra em que sobressai a sanfona de Adelson Viana – e de Enquanto engoma a calça (Ednardo e Climério, 1979), música propagada no ano passado na trilha da novela Velho Chico (TV Globo, 2016).

A cantora entende as intenções e possibilidades de letras e músicas. Em Zé Piaba (Zé da Flauta, 1980), Lúcia Menezes cai no suingue, à moda rítmica de Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), com grande vivacidade. Marcha lançada por Jorge Mautner no festival Abertura (TV Globo, 1975), Bem-te-viu – título menos batido do cancioneiro de Mautner com Nelson Jacobina (1953 – 2012) – é veículo para a cantora para expor os agudos da voz tão bem tratada em Lúcia, grande disco que acaba em samba, cheio de balanço, com a oportuna lembrança de Lourinha (Fred Falcão e Arnoldo Medeiros, 1971). Álbum repleto de brasilidade que faz jus aos elogios entusiásticos feitos por Jorge Mautner no texto de apresentação do CD, Lúcia tem beleza e força para projetar a cantora Lúcia Menezes em escala nacional.


Escolas da elite do Carnaval do Rio atravessam o samba-enredo no disco

9 de fevereiro de 2017

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Carnaval se ganha na avenida. Mas a audição do disco Sambas de enredo 2017 (Gravadora Escola de Samba / Universal Music) deixa a sensação de que, no geral, as 12 agremiações cariocas e fluminenses atravessaram o samba-enredo ao eleger a composição com que vão desfilar no Grupo Especial do Carnaval da cidade do Rio de Janeiro (RJ) nos dias 26 e 27 deste mês de fevereiro de 2017. Nem se trata de confrontar os sambas dos anos 2010 com as safras antológicas das décadas de 1970 e 1980, pois o Carnaval mudou e o samba-enredo acompanhou a mudança. A questão é que, na comparação com as já irregulares safras recentes, os 12 sambas do Grupo Especial resultam ainda menos inspirados.

Cabe ressaltar o refrão poderoso do samba da Mangueira, Só com a ajuda do santo, cujo enredo é a sincrética devoção religiosa do povo brasileiro. O samba não é grandioso, mas, diante do painel desanimador do disco, acaba sobressaindo ao lado do samba da Beija-Flor de Nilópolis, Iracema – A virgem dos lábios de mel, enredo baseado no romance do escritor cearense José Alencar (1829 – 1877). Letra e melodia se afinam no samba da Beija-Flor.

Celeiro de bons sambas, a Unidos da Tijuca frustra com Música na alma, inspiração de uma nação. O samba é fraco e a letra resulta confusa, sequer dando uma ideia de que o enredo foi inspirado no encontro, em 1957, entre o músico norte-americano Louis Armstrong (1901 – 1971) com o músico brasileiro Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973), o Pixinguinha. O samba da Portela também está aquém do histórico da escola. Sem falar que o enredo Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar… também poderia ter foco mais bem definido, se debatendo entre exaltar as tradições dos rios e as da própria Portela.

Há sambas que, mesmo soando medianos no disco, deixam a sensação de que vão crescer na avenida. É o caso de Ivete do Rio ao Rio, homenagem da escola Acadêmicos do Grande Rio à cantora baiana Ivete Sangalo. Além de cantar o alusivo (introdução do samba no disco), a estrela baiana da axé music divide a interpretação do caloroso samba com Emerson Dias. Samba e cantora deverão levantar poeira na Avenida Sapucaí. Apesar da polêmica gerada pelo enredo atacado por empresários do agronegócio, o samba da Imperatriz Leopoldinense, Xingu, o clamor que vem da floresta, também parece ter cacife para levantar arquibancadas.

Já a Unidos da Vila Isabel aposta em Som da cor, samba e enredo sobre a África ancestral, mas as alusões ao antológico samba-enredo Kizomba – A festa da raça (1988) somente reforçam a sensação de que o samba de 2017 poderia ser mais sedutor. Gravado ao vivo na Cidade do Samba, com ritmistas das escolas, o álbum Sambas de enredo 2017 alinha, aliás, essencialmente sambas pouco sedutores. A divina comédia do Carnaval, da Acadêmicos do Salgueiro, é exemplo típico desse samba mediano que vai ser ouvido na avenida Marquês de Sapucaí em 26 e 27 de fevereiro. Não constrange, mas tampouco empolga. É também o caso de Onisuáquimalipanse, samba de enredo histórico com o qual a São Clemente vai brigar pelo título escorada na experiência da carnavalesca Rosa Magalhães. A briga será difícil…

Os sambas de Mocidade Independente de Padre Miguel (com enredo sobre histórias míticas do Oriente), União da Ilha do Governador (de enredo africano déjà vu) e Paraíso do Tuiuti (Carnavaleidoscópio tropifágico, samba sobre os 50 anos da Tropicália) mantêm inalterado o quadro dos sambas de enredo do Grupo Especial em 2017. A rigor, falta uma grande melodia na safra deste ano. Cabe às agremiações tentar desatravessar o samba na avenida, palco onde se ganha Carnaval.