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Beyoncé e Jay-Z celebram casamento e negritude em álbum-surpresa

19 de junho de 2018

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O casal mais famoso do mundo da música, Beyoncé e Jay-Z, surpreendeu o mundo ao lançar um álbum conjunto, uma colaboração há muito tempo especulada, que celebra seu amor e sua identidade negra.

A diva do pop e a estrela do hip-hop anunciaram o álbum, “Everything is Love”, ou “Tudo é amor”, do palco em Londres, em um show de sua turnê global que começou no Reino Unido.

O disco foi lançado no sábado exclusivamente na plataforma Tidal, que pertence a Jay-Z, e não estava disponível no Spotify – um serviço muito mais popular, que é criticado por Beyoncé em uma das faixas.

O casal também publicou um vídeo com uma complexa coreografia dentro do museu do Louvre, em Paris, para a música “Apeshit”. O vídeo começa com os dois posando em frente à “Mona Lisa” e segue com dançarinos passando por outras obras.

Casamento ainda mais público

As estrelas já tinham gravado juntas algumas vezes, mas este álbum traz ainda mais detalhes da vida privada do casal que o disco anterior de Beyoncé, “Lemonade” – no qual ela revelou uma traição de Jay-Z, que mais tarde pediu desculpas em seu próprio “4:44″.

A relação deles parece estar melhor, como sugere o nome do disco. Logo em seus primeiros versos, Beyoncé convida o marido: “Vamos fazer amor no verão”.

Na última faixa, “Lovehappy”, eles admitem as dores passadas, mas valorizam seus esforços para superar as dificuldades. “Temos defeitos/ Mas ainda somos perfeitos um para o outro”, canta Beyoncé.

Como dois dos maiores nomes negros da cultura pop americana, Beyoncé e Jay-Z desempenham um importante papel político nos Estados Unidos – das campanhas presidenciais de Barack Obama ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

“Everything is Love” oferece uma homenagem à identidade afro-americana em “Black Effect”, que começa, à la Beyoncé, com um monólogo sobre amor próprio, antes de endurecer o tom.

Na música, Jay-Z fala de Trayvon Martin, o afro-americano de 17 anos morto em 2012 por um guarda de bairro em um condomínio fechado na Flórida.

Não ao Super Bowl
Em outra música, Jay-Z parece confirmar relatos de que ele negou o convite da NFL, a liga de futebol americano, para se apresentar no Super Bowl – o evento mais assistido da televisão americana – deste ano. O show acabou ficando a cargo de Justin Timberlake.

Jay-Z é um defensor ativo de Colin Kaepernick, o quarterback agora desempregado, cujo protesto de joelhos contra a injustiça racial durante o hino nacional provocou críticas furiosas do presidente Donald Trump.

“Eu disse não ao Super Bowl/ Vocês precisam de mim, eu não preciso de vocês”, canta Jay-Z.

“Todas as noites na endzone/ Diga à NFL que estamos nos estádios também”, afirma, referindo-se à dinâmica comum no futebol americano, em que os times com dirigentes majoritariamente brancos têm a maioria dos jogadores negros.


XXXTentacion morre aos 20 anos após ser baleado, diz site

19 de junho de 2018

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O rapper XXXTentacion, de 20 anos, morreu nesta segunda-feira (18) após ser baleado na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo o site TMZ, a informação foi confirmada pelo departamento de polícia do condado de Broward.

Jahseh Dwayne Onfroy, conhecido como XXXTentacion, estava comprando motos quando um homem armado saiu de um carro e atirou várias vezes contra ele. Após o ataque, ele foi levado para um hospital.

O rapper estava prestes a ser julgado por violência doméstica contra sua namorada grávida. Ele tem também outras doze acusações na justiça.

XXXTentacion lançou um disco no ano passado (“17″) e outro neste ano (“?”). Seu segundo álbum chegou ao primeiro lugar entre os mais vendidos nos EUA.

Entre seus principais singles, os destaques são “Changes”, “Sad!” e “Look at me”. O estilo de XXX é uma mistura de rap com elementos do R&B e do rock alternativo. Alguns críticos já rotularam seu trabalho como emo rap.


Avicii, DJ sueco, teve funeral privado em Estocolmo

13 de junho de 2018

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O DJ e produtor musical sueco Avicii foi velado em uma cerimônia privada em Estocolmo na última sexta-feira (8), informou nesta terça (12) sua assessoria de imprensa, citada pela agência Reuters.

O funeral aconteceu no cemitério de Skogskyrkogården, no sul de Estocolmo, “com a presença de sua família e amigos mais próximos”, segundo a agente do músico, Ebba Lindqvist.

Avicii, cujo nome verdadeiro era Tim Bergling, foi encontrado morto em abril, na cidade de Mascate, em Omã, no Oriente Médio. Ele tinha 28 anos.

‘Alma frágil’

A causa da morte não foi oficialmente divulgada. Em um comunidado, a família do DJ disse que ele “era uma alma frágil”, “não podia continuar mais” e “lutava com pensamentos sobre significado, vida e felicidade”. O texto, porém, não falava em suicídio.

Avicii foi um dos maiores nomes da música eletrônica dos últimos anos. Seu primeiro sucesso nas paradas de eletrônica no mundo foi “Levels”, em 2011.

Em 2013, lançou seu álbum de estreia, “True”, com o hit “Wake me up”, maior hit de sua carreira. Em 2015, saiu o álbum “Stories”.

Entre seus outros sucessos estão “Hey brother”, “I could be the one”, “Waiting for love” e “The nights”. O artista era associado aos subgêneros da música eletrônica de house progressivo, electro house e EDM.


Robbie Williams canta na abertura da Copa do Mundo nesta quinta, entre polêmica com russos e ‘sonho de infância’

13 de junho de 2018

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“É um sonho de infância”, disse Robbie Williams logo após ser convidado para fazer o show de abertura da Copa do Mundo.

Nesta quinta-feira (14), o cantor britânico de 44 anos – fã declarado de futebol e considerado bom de bola – enfim vai realizar o desejo. Ele promete uma apresentação “única” e “inesquecível”.

Também pode ser uma chance de se “redimir” dois anos após a polêmica provocada pelo single “Party like a Russian”, acusado de denegrir a imagem dos russos.

O artista vai cantar no Estádio Lujniki, em Moscou, meia hora antes do jogo inicial do torneio, Rússia x Arábia Saudita, que deve começar às 11h30 (horário de Brasília). A apresentação prevê um dueto com a soprano russa Aida Garifullina. O jogador brasileiro Ronaldo também deve estar presente.

Em comentário divulgado em seu site oficial, Robbie Williams declarou: “Eu estou muito feliz e animado por voltar à Russia para uma performance tão única. Fiz muito na minha carreira, e a abertura da Copa do Mundo para um público de 80 mil pessoas no estádio e outros milhões no mundo todo é um sonho de infância”.
Ele completou: “Gostaríamos de convidar fãs de futebol e de música para uma festa conosco no estádio na Rússia ou para ligar suas TVs um pouco mais cedo para um show inesquecível”.

Começou na boyband Take That

Robert Peter “Robbie” Williams nasceu em 13 de fevereiro de 1974, em Stoke-on-Trent, cidade do condado de Staffordshire, no oeste da Inglaterra. É filho de um ator de comédia e de uma propeitária de pubs.

Começou a carreira na boyband Take That, da qual participou em dois períodos (1990-1995 e 2009-2012). Ele não era considerado o “líder” do grupo, no qual fazia a função de bad boy.

Depois que deixou o quinteto, em 1995, tornou-se um dos maiores e mais carismáticos astros da música pop britânica das últimas décadas. Em meio a crises de depressão e problemas com as drogas e o álcool, vendeu dezenas de milhões de discos.

Seu primeiro passo solo foi com o um cover de “Freedom”, hit de George Michael, lançado em 1996. A versão não apareceu em nenhum dos 11 álbuns de estúdio de Williams, apenas na coletânea “In and out of consciousness: Greatest hits 1990–2010″.

O primeiro disco, “Life thru a lens” (1997), demorou um pouco para engrenar com seus singles inciais (“Old before I die”, “Lazy days” e “South of the border”). Mas ele finalmente chegou ao número um no Reino Unido, graças o singles “Angels”. Outro destaque do trabalho é “Let me entertain you”.

O segundo álbum, “I’ve been expectig your” (1998), também foi bem, graças a singles como “Millennium”, “Strong” e “She’s the one”.

Outro hit de Robbie Williams foi “Rock DJ”, do álbum “Sing when you’re winning” (2000), o mesmo de “Kids” e “Supreme”.

Da produção mais recente, um dos maiores sucessos é “Candy”, que está no nono trabalho de estúdio, “Take the crown” (2012).

A faixa foi composta em parceria com Gary Barlow, que foi parceiro de Williams no Take That.

Single polêmico: ‘Party like a Russian’

O show na abertura da Copa do Mundo vai acontecer dois anos após a controvérsia de “Party like a Russian”. A letra provocativa deixou russos descontentes.

A faixa do single, que faz parte do último álbum do artista, “The heavy entertainment show” (2016), começa assim:

“É preciso um certo tipo de homem com uma certa reputação / Para aliviar o dinheiro / de uma nação inteira / Pegar os meus trocados e construir minha própria estação espacial / (Só porque você pode, cara) / Não há reprovação ou disputa – eu sou um Rasputin moderno”
No original, o último verso citado é este: “Ain’t no refutin’ or disputin’ – I’m a modern Rasputin”.

Na época do lançamento, em setembro de 2016, comentários em redes sociais apontaram uma referência quase direta ao presidente russo, Vladmitir Putin.

O próprio Robbie Williams, no entanto, negou a associação, dizendo no Twitter que “esta música definitivamente não é sobre o Sr Putin”

No seu site, o cantor explicou o conceito da letra:

“É sobre hedonismo e o espírito de fazer festas. A pessoa cantando é um pouco eu, e um pouco um personagem… Parte da identidade britânica tem a ver com o fato de que todos nós acreditamos que somos os melhores fazendo festa, [mas] a maioria das nações acham que são elas… mas não tem nenhuma festa como uma festa russa (desculpa S Club 7)”.
S Club 7 é o nome de um grupo pop criado em 1998 pelo empresário e jurado de reality show musical Simon Fuller. A letra do single “S Club Party” tinha o trecho: “S Club (não tem nenhuma festa como uma festa do S Club)”.

Fã de futebol e bom de bola

Robbie Williams gosta de futebol – fundou um time, o LA Vale FC, em Los Angeles, cidade onde mora atualmente – e é bom de bola. Neste domingo (10), ele foi um dos destaques de um time que representou a Inglaterra num jogo beneficente chamado Soccer Aid, promovido em Manchester.
Além dele, estiveram em campo o ex-velocista e medalhista olímpico Usain Bolt e Mo Farah, o jogador egípcio que atua no inglês Liverpool e é um dos destaques do futebol mundial.

Mas a ligação do cantor com o esporte vem de longe.

Robbie Williams torce desde criança para o Port Vale Football Club, time de sua cidade-natal, Stoke-on-Trent, que disputa a quarta divisão da liga inglesa. Em fevereiro de 2006, quando o clube estava endividado, ele chegou a se tornar acionista do clube, informou na época a BBC. O investimento teria sido de 240 mil libras (cerca de R$ 1,192 milhão).
Ao fazer a contribuição, o artista declarou: “Embora eu não consiga estar em Vale com frequência, meu investimento é apenas para dizer que meu coração ainda está lá e sou um grande apoiador. Estou muito animado como que podemos fazer com o clube no futuro”.

Já em dezembro de 2017, o site do jornal diário “The Sentinel”, que circula na região de Stoke-on-Trent, reproduziu trechos de uma entrevista de Robbie Williams ao True Geordie Podcast na qual o cantor afirmou que, se fosse para comprar um time de futebol, seria justamente o Port Vale F. C.

Perguntado se teria interesse de comprar o Newcastle United, que tinha sido colocado à venda em outubro do ano passado, Williams respondeu: “Se algo do tipo acontecer, tem meio que ir na direção do Port Vale… Sabe, comprando o Port Vale. Mas eu não fico neste país com muita frequência”.


Kanye West leva ‘Ye’ ao topo das paradas nos EUA e iguala recorde de Beatles e Eminem

12 de junho de 2018

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Com seu álbum “Ye”, Kanye West se uniu aos Beatles e a Eminem ao igualar o número de álbuns que já lideraram a lista dos mais vendidos nos Estados Unidos. Os três conseguiram botar oito discos no topo das paradas.

Lançado em 1º de junho, “Ye” estreou em primeiro no ranking a Billboard 200, tornando-se o oitavo álbum consecutivo de West na liderança. O álbum com sete músicas é mais introspectivo do que os anteriores do rapper.

Somente os Beatles e Eminem haviam conseguido essa façanha antes. Até quinta-feira, “Ye” havia vendido 208 mil cópias – incluindo downloads e streaming -, segundo a Nielsen Music. Post Malone ficou em segundo com “Beerbongs and Bentleys”.

Depois de um ano de silêncio, o controverso West apareceu em abril reafirmando publicamente o seu apoio ao seu “irmão”, o presidente republicano Donald Trump.

“Ye”, uma mistura de soul e dance que lembra os primeiros trabalhos do rapper, repassa muitas das polêmicas nas quais o músico se envolveu. As canções abordam temas atuais, mas também os demônios de West.

Todos os seus álbuns, com exceção do primeiro, “The College Dropout” (2004), estiveram no topo das paradas, assim como “Watch The Throne”, feito em colaboração com Jay-Z em 2011.

Na sexta-feira, West surpreendeu com seu segundo álbum em pouco mais de uma semana, desta vez com uma proposta mais obscura, no qual aborda as angústias da vida junto com Kid Cudi.


Anitta prepara 1ª turnê na Europa: ‘Quando viajo, tento exportar o funk’

12 de junho de 2018

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Ela já passeou em Portugal e na França, mas nunca fez shows. Já deu um pulinho na Espanha quando “Show das Poderosas” fez certo barulho por lá, mas nunca cantou em uma grande casa de shows espanhola. Para Londres, Anitta nunca foi.

Neste mês, a cantora carioca de 25 anos faz sua primeira turnê europeia com shows:

Em Portugal, no Rock in Rio Lisboa, no dia 24
Em Londres, no Royal Albert Hall, no dia 28
Em Paris, no Le Trianon, no dia 26

Em entrevista ao G1, Anitta fala sobre a viagem e diz que quer “gerar debate” com seus clipes e músicas. Ela avisa que pode lançar álbum só com inéditas até o fim do ano, conta ter negado um monte de parcerias e elogia “This is America”, de Childish Gambino.

G1 – Como estão os preparativos para a turnê europeia?

Anitta – Eu estou super ansiosa. A gente está preparando esses shows há meses. Quero fazer algo incrível, bem lindo. Eu não vou reinventar a roda, vou fazer um show do nível que faço no meu país. Mas é diferente, um lugar novo, então tento mudar. Não será um bicho de sete cabeças.

G1 – Para você, é um dever do artista se posicionar, ir além da música, das letras de amor, sexo, curtição… Tentar passar uma mensagem diferente vez ou outra?

Anitta – Eu tenho um público jovem, adolescente, criança…

“Esse público aborrescente, a grande massa não curte perder tempo com coisas chatas. Eu tento falar indiretamente com eles, sem que percebam que estou falando de coisas sérias. Por isso ponho celulites no clipe, Amazônia no clipe, favela no clipe, uma drag queen, a Pabllo Vittar… Tudo é para gerar debate, induzir uma discussão saudável”.

Gero debate, mas usando o entretenimento. Tem que ser de um modo leve, para cima, sem as pessoas notarem que estão sendo impactadas.

G1- Todo mundo leva em conta a sua opinião, sobre qualquer assunto. Rola até uma cobrança para que você se posicione. Daí quando você fala sobre Marielle, ‘Vingadores’, feminismo… Isso repercute. Como você se sente com isso?

Anitta – É muito difícil, porque estamos em um momento em que as pessoas não aceitam que tenham opiniões diferentes das delas. Eles cobram uma opinião sua, mas cobram pensando que você vai dizer que pensa igual a eles. Se é diferente, você se prejudica.

Eu tento ser o mais justa possível e não me apronfundo sobre assuntos que não tenha certeza e embasamento. Não dá para dar opinião baseada em opinião dos outros, baseado em fofoca e especulação. Eu só omito opinião unilateral se tenho absoluta certeza dos fatos acontecidos.

Eu acabo ficando refém, porque não sei sempre de fato o que é a verdade. É perigoso. Eu procuro fazer a minha parte, cada um tem seu papel na terra. Meu papel é entreter, levar esperança, diversão e sentimentos bons mesmo nos momentos de dificuldades.

“Às vezes, eu estou num dia ruim e falo coisas que não eram corretas. Eu posso estar cansada e falar algo errado. Errar é humano. Mas a diferença é que quando eu erro tem gente sempre observando”.

G1 – O quanto falar espanhol e inglês é importante para sua carreira. Como você aprendeu os idiomas?

Anitta – Inglês, comecei a estudar desde nova por causa da minha mãe. Espanhol foi depois que “Show das Poderosas” ficou grande na Espanha, em 2014. Precisei ir lá para fazer show e não sabia me comunicar com ninguém… Cheguei no Brasil e a primeira coisa foi procurar um professor de espanhol.

G1 – Um levantamento do Spotify disse que o funk cresceu 3000% no streaming desde 2016. Até onde pode ir essa internacionalização do pop funk brasileiro?

Anitta – A partir do momento que a gente faça sons diferentes e novos. O Brasil tem numero grande de streaming porque temos o tamanho de um continente. Se é sucesso aqui, respinga para outros países. Quando viajo tento falar sobre funk, exportar o funk…

Tem pessoas fazendo funk fora do Brasil. É uma questão de tempo para o nosso funk crescer ainda mais. Eu não gosto de me colocar responsável, mas tento fazer minha parte.

G1 – Já que estará na Europa, vai conseguir ir ver algo da Copa na Rússia?

Anitta – Não vou conseguir ir… Eu tenho agenda quase todos os dias. Não vai dar.

G1 – Em 2017, os seus três clipes mais vistos no YouTube foram no qual você não era a artista principal: ‘Loka’, ‘Sua Cara’ e ‘Você Partiu Meu Coração’. Hoje, escolher o featuring certo é tão importante como saber cantar, dançar, se vestir?

Anitta – Você tem que saber o motivo de estar fazendo aquele featuring. Acho errado fazer feat só para ter grandes números. Eu sempre penso primeiro na parte artística. Se tem a ver comigo, eu faço. Não posso ficar só pensando em números ou sucesso.

G1 – E já negou alguma parceria?

“Eu já neguei vários feats. Até porque neste momento da carreira tem gente do mundo inteiro me pedindo feat. Se eu aceitar todos, lanço mil músicas por ano”.

Eu analiso com calma e vejo o que mais combina comigo. Todos os feats deste ano são pedidos do ano passado. Tem que ter planejamento, essa com o Safadão, por exemplo, foi bem planejada…

G1 – Você não lança álbuns há três anos, mas fez o projeto check mate e tem uma quantidade de músicas que poderia ter enchido uns dois álbuns já. Você nunca mais vai lançar álbuns? Esse formato está morrendo?

Anitta – Eu acho que está votlando, na verdade. Não tinha mais vontade [de lançar álbuns] até o ano passado e agora estou super querendo. Tenho quantidade de músicas inéditas para fazer um. Tenho mais até. Talvez aconteça de lançar neste ano ainda, mas eu sou muito de deixar a vida me levar. Se der deu, se não der não deu.

G1 – Mas tem chance de lançar ainda neste ano, né?

Anitta – Talvez seja ainda neste ano, sim. Estou com muita vontade de lançar um disco, mas tem a questão de estratégia internacional da minha carreira. Uma questão burocrática, de investimento, de divulgação. As músicas novas são muito diferentes entre si. Eu não gosto de fazer uma coisa muito igualzinha, com conceito. O disco não seria contando história nenhuma.

G1 – Qual tipo de público você espera nos shows na Europa?

Anitta – Eu acho que vai ser a maioria brasileiro em Paris e Londres. Mas vai dividir também com meus públicos novos no mercado espanhol e inglês. Estou na expectativa de ver como será a divisão. Em portugal sei que será um novo público mesmo, na maioria de portugueses.

G1 – Você vai cantar pela primeira vez no Rock in Rio Lisboa… E já assinou contrato para tocar lá e na edição do Rio. Como viu a campanha dos fãs para que você cantasse no festival?

Anitta – Eu fico muito feliz de ter o apoio do meu público. Eu nem sempre fui pelo caminho que todo mundo seguia ou pensava que eu devesse seguir. Eu conto com a resposta do meu público… Minhas conquistas vêm por conta do retorno que eles me dão. Se eu não tivesse essa resposta, muita coisa teria morrido na praia. São eles que me impulsionam.

G1 – Sei do seu interesse por pop, em pesquisar o que está rolando na música… Para você, qual será a próxima tendência?

Anitta – A grande tendência agora é a mistura de ritmos africanos com funk. Os novos ritmos africanos já têm muito do funk em alguns lugares da África. A batida é bem parecida, mas é uma leitura diferente do ritmo.

Aqui no Brasil, a próxima tendência é o hip hop e o R&B. O hip hop é muito grande nos Estados Unidos. Mas é assim, o estilo ganha força no Brasil depois que fica grande lá fora.

G1 – Falando de novidades do pop, o que você achou do clipe de ‘This is America’, do Childish Gambino?

Anitta – Achei incrível. Eu tinha visto algumas coisas da equipe do artista. Achei muito importante o vídeo, porque a gente tem esse papel. Como eu disse, é importante usar o entretenimento para debater temas. Foi muito bacana ver elementos históricos para falar sobre racismo e preconceito. Fiquei pesquisando sobre cada referência… Achei genial e inteligente.


Halsey e Lauren Jauregui fazem shows no Rio e SP e ainda há ingressos

6 de junho de 2018

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Drogas, pouca roupa, sexualidade fluida e muita gritaria. Não confunda com bandas de rock. Tudo isso está no histórico de viagens de duas jovens cantoras pop que voltam ao Brasil.

Os shows de Halsey com abertura de Lauren Jauregui acontecem nesta quarta-feira (6), em São Paulo, e na quinta (7) no Rio.

Halsey volta ao país após show marcante no Lollapalooza 2016. Já Lauren vai fazer na América Latina sua primeira série de shows da carreira solo após o grupo Fifth Harmony entrar em hiato.

Na última vez que o Fifth Harmony passou pelo Brasil, aliás, Lauren perdeu a viagem. Ela foi detida no aeroporto nos EUA por porte de maconha e as colegas cantaram sem ela aqui em dezembro de 2016.

Sozinha dessa vez, Lauren não deve tentar embarcar com nada ilegal na mala, esperam os fãs.

Saiba mais sobre as apresentações nas perguntas e respostas abaixo:

Ainda tem ingresso?

Sim, para a maioria dos setores. Até a noite desta terça-feira (5), havia poucos tipos de ingressos esgotados:

No Rio, acabaram os ingressos de Frisa e as meias-entradas de Camarote, Balcão e Pista Premium.

Em SP, estava esgotada apenas a meia-entrada no Mezanino.

Quais vão ser os setlists?

No caso de Halsey é mais fácil prever, já que ela está desde o ano passado na turnê do segundo disco, “Hopeless Fountain Kingdom”. O repertório dos shows mais recentes, que deve ser parecido no Brasil, foi esse aqui:

Eyes Closed
Hold Me Down
Castle
Heaven in Hiding
Strangers
Roman Holiday
Walls Could Talk
Alone
Bad at Love
Closer
Sorry
Don’t play
Him & I
Now or Never
100 Letters
Is There Somewhere
Colors
Gasoline
Young God
Hurricane

Já no caso de Lauren, é mais difícil saber. É que ela ainda não tem uma turnê solo estruturada. A série de shows de abertura para Halsey na América Latina, que começa no Brasil, é o primeiro grande projeto ao vivo de sua carreira solo.

Ela diz que vai cantar “de tudo”, então pode haver algo do Fifth Harmony, mas é mais provável que ela foque nos singles dela e nas colaborações recentes. Talvez até rolem faixas inéditas, já que ela está preparando seu primeiro disco.

Vão cantar juntas?

É muito provável, pois que elas lançaram juntas no ano passado o single “Strangers”. A faixa marcou uma conexão entre as duas. Ambas são bissexuais, e a faixa, segundo Halsey, é uma “canção de amor para a comunidade LGBT”. Ela disse ao apresentador de rádio Zach Sang:

“Eu amo que Lauren e eu somos duas mulheres que têm uma presença pop no mainstream e estamos fazendo uma canção de amor para a comunidade LGBT. É uma coisa que nunca se ouviu, muito rara de uma perspectiva feminina.”

Como foram as vezes anteriores?

Halsey estreou por aqui no Lollapalooza SP de 2016. Ela fez um show potente com pouca roupa e muito grito dos fãs brasileiros.

Ela tocou praticamente todo o disco “Badlands” (2015), na época seu único LP. Algumas vezes ela esbarrou em um R&B genérico, mas também conseguiu fugir de baladas românticas demais ou refrãos repetidos à exaustão. Foi a surpresa do festival daquele ano.

Já Lauren nunca fez show solo aqui, mas já cantou com o Fifth Harmony. Cinco meses antes de perder a viagem em dezembro de 2016, Lauren conseguiu embarcar. Em São Paulo, os fãs compensaram no gogó um show com palco pobre e falhas que as obrigaram a fazer “revezamento de microfone”.

Me dá um resumo?

Pois não. Veja o serviço dos dois shows:

São Paulo

Data: Quarta-feira (6)
Local: Espaço das Américas – R. Tagipuru, 795 – Barra Funda
Horário: Show de abertura – 20h30
Preços: De R$ 290 a R$ 520 a inteira
Vendas: Eventim.com.br/halsey
Rio de Janeiro

Data: Quinta-feira (7)
Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85
Horário: Show de abertura – 20h30
Preços: De R$ 260 a R$ 420 a inteira
Vendas: Eventim.com.br/halsey


Gorillaz convoca personagem de ‘As meninas superpoderosas’ para ser novo membro da banda

5 de junho de 2018

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A banda Gorillaz ganhou um novo membro. O grupo virtual fez uma escalação no mínimo inusitada e convocou Ace, personagem do desenho animado “As meninas superpoderosas”, para assumir o posto de baixista enquanto Murdoc Niccals, titular do cargo, “está preso”.

A revelação aconteceu com o lançamento nesta quinta-feira (31) do clipe de “Humility”, single do próximo álbum do grupo, “The now now”, que chega às lojas e serviços de streaming em 29 de junho. Veja o vídeo abaixo.

O olhar atento do público reparou que o clipe tinha uma participação mais especial que a do ator e músico Jack Black: um homem de pele verde, óculos escuros e cabelo penteado que aparece nas imagens furando uma bola de basquete.

Mais tarde, o Gorillaz confirmou que este era Ace, líder da Gangue Gangrena, grupo de vilões da animação “As meninas superpoderosas”. E novo membro da banda enquanto Murdoc está “temporariamente indisponível”.

Em março, o Gorillaz estreou no Brasil com uma apresentação no Jockey Club, em São Paulo. Teve música nova, setlist alongado, chuva de leve, palco lotado com banda e convidados, Damon Albarn na galera, “f*ck Trump” e até “fora Temer”. Leia a resenha do show no G1.


Shakira adia show em Israel e movimento de boicote comemora

30 de maio de 2018

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Shakira confirmou que adiará o show que faria em Israel e o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que tinha solicitado o cancelamento, comemorou o anúncio.

“A data da chegada de Shakira a Israel foi adiada”, afirmou em uma breve mensagem a produtora musical Arbel, encarregada de organizar o show previsto para 9 de julho. “As partes estão conversando para combinar uma nova data para o espetáculo”, acrescentou.

A Campanha Palestina para o Boicote Acadêmico e Cultural de Israel (PACBI, por sua sigla em inglês, que faz parte do movimento BDS) agradeceu o gesto e garantiu que “centenas de câmaras municipais e organizações culturais palestinas, assim como milhares de admiradores e ativistas do boicote, pediram a Shakira que cancelasse”.

Esta organização, que pede boicote e a interrupção de relações culturais, comerciais e esportivas com Israel até que se retire dos territórios palestinos, afirmou hoje que os artistas, “especialmente os embaixadores da Boa Vontade da ONU”, como Shakira, “têm um dever moral de não ser cúmplices na hora de ocultar as violações de direitos humanos”.

Maioria cancelou ida, mas Enrique Iglesias
Na semana passada, o cantor Gilberto Gil cancelou o show seria em 4 de julho em Tel Aviv após considerar que o país atravessa “um momento delicado”.

Além do artista baiano, outras personalidades do mundo da cultura manifestaram recentemente rejeição a Israel pela ocupação dos territórios palestinos, algum deles por ação direta do BDS, como o dramaturgo português Tiago Rodrigues, que cancelou sua participação no Festival Israel em Jerusalém, ao qual tinha confirmado presença.

Enrique Iglesias, no entanto, tocou no domingo em Tel Aviv apesar das chamadas ao boicote. Ele disse que “segue política como qualquer outra pessoa, mas não significa que não possa cantar em um país pela sua política”.

A atriz americana Natalie Portman recusou recolher no mês que vem o prestigiado prêmio Gêneses porque acredita que não poderia visitar o país “com a consciência tranquila”. Paul McCartney, agraciado com o prêmio Wolf de Música, também disse recentemente que não irá recebê-lo em 31 de maio, por problemas de agenda.


Ed Sheeran e Kendrick Lamar são destaques do Billboard Music Awards 2018 com seis prêmios cada

22 de maio de 2018

Ed Sheeran e Kendrick Lamar são os grandes vencedores do Billboard Music Awards 2018, que aconteceu na noite deste domingo (20), no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas. Cada um deles levou para casa seis prêmios. Ambos haviam recebido 15 indicações cada em diversas categorias.

Entre as premiações de Sheeran estão as de Melhor Artista e melhor Artista Masculino, enquanto Lamar faturou o troféu pelo título de Melhor Rapper e Melhor Álbum de Rap.

Luis Fonsi também se destacou na noite, levando cinco prêmios para casa por “Despacito”.

Enquete: Quem foi o mais bem vestido?
Billboard Music Awards 2018; FOTOS
Kelly Clarkson foi a apresentadora da premiação de 2018, e abriu o evento com um tributo às vítimas de um tiroteio dentro de uma escola de ensino médio em Santa Fe, região de Houston, no Texas, na última semana.

A premiação contou com shows de Taylor Swift, Shawn Mendes, BTS e Janet Jackson. A cantora, aliás, levou o prêmio de Ícone, por seu legado e importância no mundo da música. Este foi o retorno de Janet Jackson aos palcos após nove anos.

No palco, ela ainda fez um discurso demonstrando apoio para a campanha #metoo. “Acredito que para todos os desafios, para todos os nossos desafios, vivemos um glorioso momento na história. É um momento em que, finalmente, as mulheres deixaram claro que não seremos mais controladas, manipuladas ou abusadas. Eu estou com essas mulheres e com aqueles homens igualmente indignados pela descriminação”.

John Legend, Christina Aguilera, Demi Lovato, Ed Sheeran e Ariana Grande foram outros nomes que subiram ao palco.

Drake, que no ano passado bateu o recorde de Adele e levou 13 prêmios, em 2018 ficou apenas com p troféu de Melhor Artista Billboard 200.

Confira a lista completa de premiados:

Melhor Artista
Ed Sheeran

Artista Revelação
Khalid

Artista Masculino
Ed Sheeran

Artista Feminino
Taylor Swift

Melhor Duo/Grupo
Imagine Dragons

Melhor Artista Billboard 200
Drake

Melhor Artista do Hot 100
Ed Sheeran

Melhor desempenho Streaming
Kendrick Lamar

Melhor desempenho em vendas de música
Ed Sheeran

Melhor desempenho em rádio
Ed Sheeran

Melhor artista nas redes sociais
BTS

Melhor Turnê
U2

Melhor artista R&B
Bruno Mars

Melhor artista masculino de R&B
Bruno Mars

Melhor artista feminino de R&B
SZA

Melhor Turnê R&B
Bruno Mars

Melhor artista de Rap
Kendrick Lamar

Melhor artista masculino de Rap
Kendrick Lamar

Melhor artista feminine de Rap
Cardi B

Melhor turnê de Rap
JAY-Z

Melhor artista de Country
Chris Stapleton

Melhor Artista Masculino de Country
Chris Stapleton

Melhor artista feminino de Country
Maren Morris

Melhor duo/grupo de Country
Florida Georgia Line

Melhor turnê Country
Luke Bryan

Melhor artista no Rock
Imagine Dragons

Melhor turnê de Rock
U2

Melhor Artista Latino
Ozuna

Melhor Artista Dance/Eletrônico
The Chainsmokers

Melhor Artista de Música Cristã
MercyMe

Melhor Artista Gospel
Tasha Cobbs Leonard

Melhor Álbum Billboard 200
Kendrick Lamar, DAMN.

Álbum mais vendido
Taylor Swift, Reputation

Melhor Trilha Sonora
Moana

Melhor Álbum de R&B
Bruno Mars, 24K Magic

Melhor Álbum de Rap
Kendrick Lamar, DAMN.

Melhor Álbum de Country
Chris Stapleton, From A Room: Volume 1

Melhor Álbum de Rock
Imagine Dragons, Evolve

Melhor Álbum de Música Latina
Ozuna, Odisea

Melhor Álbum de Música Eletrônica
The Chainsmokers, Memories…Do Not Open

Melhor Álbum de Música Cristã
Alan Jackson, Precious Memories Collection

Melhor Álbum Gospel
Tasha Cobbs Leonard, Heart. Passion. Pursuit

Melhor Música do Hot 100
Luis Fonsi & Daddy Yankee ft. Justin Bieber, “Despacito”

Melhor Desempenho de Música no Streaming
Kendrick Lamar, “Humble”

Melhor Desempenho de Vídeo no Streaming
Luis Fonsi & Daddy Yankee ft. Justin Bieber, “Despacito”

Música com Melhor Desempenho em vendas
Luis Fonsi & Daddy Yankee ft. Justin Bieber, “Despacito”

Melhor Música de Rádio
Ed Sheeran, “Shape of You”

Melhor Colaboração
Luis Fonsi & Daddy Yankee ft. Justin Bieber, “Despacito”

Melhor Música R&B
Bruno Mars, “That’s What I Like”

Melhor Música de Rap
Post Malone ft. 21 Savage, “Rockstar”

Melhor Música Country
Sam Hunt, “Body Like A Back Road”

Melhor Música Rock
Imagine Dragons “Believer”

Melhor Música Latina
Luis Fonsi & Daddy Yankee ft. Justin Bieber, “Despacito”

Melhor Música Dance/Eletrônica
The Chainsmokers & Coldplay, “Something Just Like This”

Melhor Música Cristã
Hillsong Worship, “What A Beautiful Name”

Melhor Música Gospel
J.J. Hairston & Youthful Praise, “You Deserve It”

Artista com Melhor Vendagem
Camila Cabello