Show

Bruno Mars leva a SP pista de dança que vai da ‘sarrada’ ao romântico

23 de novembro de 2017

Bruno Mars é uma fábrica de hits dos anos 2010, mas provou mais uma vez na noite de quarta-feira (22), em seu retorno a São Paulo após cinco anos, que seu talento não é só na produção. Ele volta a se apresentar no Estádio do Morumbi na quinta (23).

Quase sempre cercado pelos parças da banda The Hooligans, que também cantam, tocam e dançam, Bruno Mars rege uma pista de dança pop-rock-funk-boogie-night que vai da “sarrada” ao romântico sem perder o fôlego.

O cara mostra voz pra atingir as notas mais agudas, solta o quadril nos (muitos) passinhos sensuais à lá Michael Jackson e faz até solo de guitarra. Rola ainda um momento atuação na fossa “Calling All My Lovelies”, quando puxa do bolso um telefone tijolo dourado e adapta a letra que diz “posso ter várias, mas sofro por você” para um português esperto “Eu quero você gatinha”.

Com Bruno Mars, dá pra cair na pista, soltar a franga, colar o rostinho e armar pro beijo em questão de minutos. O cara é bom.

Fábrica de sucessos

O repertório da turnê atual combina hits lançados desde 2010, que já passaram a casa da dezena, ao álbum “24K Magic”, de 2016. E a primeira apresentação em SP seguiu o roteiro internacional e não teve parcerias como “Billionaire” e “Nothin’ On You”, que ajudaram a lançar Bruno Mars à fama. Mas o povo nem notou.

O show de cerca de 1h30 começa explosivo com o trio “Finesse”, “24K Magic” e “Treasure”, com direito a chamas e fogos no ritmo da música. Em “When I Was Your Man”, a banda descansa, Mars fica sozinho no palco e rola o momento mais retrospectivo da balada. Mas logo em seguida o refrão extremamente chiclete de “Locked Out of Heaven” reinjeta ânimo e promove até um mini-bate cabeça no meio da pista – ou um pula-pula de festa de formatura, depende do ângulo.

“Uptown Funk” pinta no bis e mostra que, apesar de tocada à exaustão lá em 2015, faz o público esquecer da moda do “reggaeton” e tirar o pé do chão (ouça isso na voz de Rogério Flausino) com uma canção que é puro groove. A parceria com o produtor Mark Ronson, de fato, transcende a sua época.

O bonde não para, no entanto. Quem pulou o álbum novo de Bruno Mars mesmo assim deve conhecer ao menos duas faixas, a própria “24K Magic” e “That’s What I Like”, ambas com videoclipe. E há potencial para mais um par de sucessos, pelo menos.

Na suingada “Chunky”, a que mais deixa nítida a influência do clima “Off the Wall” de Michael Jackson no novo trabalho, Bruno Mars pede: “Quem tem bunda grande levanta a mão”. E você pensa que o público, além de cantar junto e entender muito bem a saliência do rapaz, faz o quê?

Já “Versace On The Floor” caminha pelo lado romântico do R&B dos anos 1980, com aquele teclado de Antena 1 e o ritmo pra dançar com um passinho pra lá e outro pra cá. Também lembra o rei do pop, mas na veia de “I Just Can’t Stop Loving You”, de “Bad”. O apelo retrô é forte, só que a música ganhou remix de David Guetta e pode pintar nas paradas mais dançantes.

Pequeno gigante

Há um pedido por gritos antes do show começar e a plateia é obediente do começo ao fim. Mas nem precisava. As dancinhas libidinosas, piscadinhas e “sarradas” arrancam o volume do público, mas não são desnecessariamente sensuais a ponto de cansar, se combinando com equilíbrio aos momentos de entrosamento e parceria de Bruno Mars com a sua banda.

Isso somado ao carisma do cara, seu faro para criar melodias que ficam na cabeça, o vozeirão inegável e à banda afiada, fazem da apresentação uma dose direta de puro entretenimento. Fica fácil entender como Mars levou prêmios de artista do ano, clipe, cantor pop rock e R&B, álbum pop rock e R&B e música R&B no American Music Awards 2017.

É tudo nosso com Bruno Mars, na dança ou no romance. Ou melhor, tudo dele. E apesar de ainda parecer incomodado com sua altura, se posicionando entre os parças mais baixos dos Hooligans nas coreografias e escolhendo enquadramentos nos videoclipes, o rapaz precisa sossegar. Bruno Mars, tu já provou que tamanho não é documento.

2º show de Bruno Mars em São Paulo

Quando: Quinta-feira (23), às 21h45

Abertura dos portões: 16h
Onde: Estádio do Morumbi – Praça Roberto Gomes Pedrosa, Morumbi
Ingressos: Arquibancada A e B (R$ 260), Arquibancada C (R$ 240), Pista (R$ 340), Pista Premium (R$ 680,00), Cadeira inferior A e B (R$ 440), Cadeira coberta A, B e C (R$ 540), Cadeira coberta Premium (R$ 540), Camarote (R$ 540) – alguns setores estão esgotados em ambos os dias


Pearl Jam anuncia show no Rio em março de 2018

14 de novembro de 2017

pearljam

Pearl Jam anunciou uma segunda apresentação no Brasil em 2018. A banda, que integra a lista de atrações do Lollapalooza 2018 – festival que acontece em São Paulo de 23 a 25 de março –, fará também um show no Rio de Janeiro.

A apresentação será no dia 21 de março, no Estádio do Maracanã, e o show de abertura ficará por conta dos britânicos do Royal Blood. Os ingressos variam de R$ 110 (referente a meia-entrada de cadeira superior/sul) até R$ 700 (Pista Premium Elo)

A pré-venda de ingressos começa nos dias 7 e 8 de novembro para quem faz parte do fã-clube oficial do Pearl Jam. Já os clientes Cartão Elo poderão entrar na pré-venda nos dias 8 e 9 de novembro.

A abertura das vendas para o público geral está marcada para as 8h do dia 10 de novembro, pela internet. Os ingressos também estarão disponíveis a partir das 12h na bilheteria oficial e nos pontos de venda.

A cada ingresso vendido, R$ 9 serão revertidos para a Fundação Vitalogy, uma instituição de caridade pública dos Estados Unidos que tem seu trabalho voltado para os campos da saúde comunitária, do meio ambiente, das artes, da educação e da mudança social.

A apresentação do Pearl Jam durante o Lollapalooza 2018 está marcada para o dia 24 de março.


Coldplay no Brasil: Ingressos, setlist e tudo o que você precisa saber sobre os shows

7 de novembro de 2017

É algo raro, mas vai acontecer. O Coldplay começou a turnê do disco “A Head Full Of Dreams” no Brasil, no fim do ano passado. E vai encerrar também por aqui, a partir desta terça-feira (7). Veja abaixo tudo o que você precisa saber.

Onde serão os shows? Há ingressos?

A banda toca em São Paulo nesta terça e na quarta; e em Porto Alegre no sábado (11), em sua estreia na cidade. Os ingressos estão esgotados, mas é bom ficar de olho no site de vendas, porque muitas vezes aparecem ingressos de última hora.

Quem fará os shows de abertura?

No primeiro dia em São Paulo, a abertura fica por conta da cantora carioca Iza. No segundo dia, quem abre é a inglesa Dua Lipa. Ela também abre o show em Porto Alegre. Dua Lipa tem 22 anos e um disco lançado, em junho deste ano. O repertório vai pelo pop dançante, com músicas como “Hotter than Hell”, “Blow your mind” e “New Rules”.

Como saber que o show está prestes a começar?

Tudo começa ao som de ópera. Quando tocar “O mio babbino caro”, é bom se preparar. Logo depois da música da soprano grega Maria Callas, a banda aparece no palco.
O Coldplay aceita pedidos da plateia?

A última música do set acústico, logo antes do bis, sempre muda. É quando Chris Martin dá atenção aos gritos dos fãs e escolhe a que ele julga ser a mais pedida.

Nos últimos shows desta turnê, rolaram:

“Green Eyes”
“O”
“Us Against the World”
“Trouble”
“Til Kingdom come”

Qual é o provável setlist?

Veja set segundo a média das músicas tocadas na turnê, feito pelo site Setlist.fm:

“A Head Full of Dreams”
“Yellow”
“Every Teardrop Is a Waterfall”
“The Scientist”
“Birds”
“God Put a Smile Upon Your Face”
“Paradise”
“Always in My Head”
“Magic”
“Everglow”
“Clocks”
“Midnight”
“Charlie Brown”
“Hymn for the Weekend”
“Fix You”
“Viva la Vida”
“Adventure of a Lifetime”
“Kaleidoscope”
“In My Place”
“Don’t Panic”
“Us Against the World”
“Something Just Like This”
“A Sky Full of Stars”
“Up & Up”

Como foi o último show em São Paulo?

O último show em São Paulo teve pedido de casamento e coro de 45 mil fãs. Eles se esbaldaram por cerca de duas horas, entre pulseiras que piscavam em sincronia com as músicas e tempestades de estrelinhas recortadas. Leia como foi o show.

Coldplay no Brasil
São Paulo

Quando: Terça (7) e quarta-feira, às 21h
Abertura dos portões: 17h
Onde: Allianz Parque – Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca
Ingressos: Pista Premium (R$ 750), Pista Comum (R$ 380), Cadeira Inferior (R$ 510) e Cadeira Superior (R$ 240)

Porto Alegre

Quando: Sábado (11), às 21h
Abertura dos portões: 17h
Onde: Arena do Grêmio – Av. Padre Leopoldo Brentano, 110 – Humaitá
Ingressos: Pista Premium (R$ 800), Pista Comum (R$ 500), Cadeira Inferior (R$ 520), Cadeira Superior (R$ 320), Cadeira Gold (R$ 480) e Camarote (R$ 780)


Ozzy Osbourne anuncia turnê de despedida com shows no Brasil

7 de novembro de 2017

ozzy5

Ozzy Osbourne anunciou nesta segunda-feira (6) que iniciará no ano que vem sua última turnê mundial. Ela inclui quatro shows no Brasil em maio de 2018.

“As pessoas continuam me perguntando quando vou me aposentar”, disse o vocalista do Black Sabbath, de 68 anos, em comunicado publicado em suas páginas oficiais. “Esta será a minha última turnê mundial, mas não posso dizer que não vou fazer shows aqui e ali.”

As datas das apresentações brasileiras já estão no site oficial de Ozzy. Ele passará por São Paulo (13/5), Curitiba (16/5), Belo Horizonte (18/5) e Rio de Janeiro (20/5). Mais detalhes sobre os shows não foram divulgados, assim como informações sobre venda de ingressos.

A turnê começará no México e também passará por Chile e Argentina antes de seguir para a Europa e América do Norte. A previsão é que a turnê dure até 2020.

A despedida de Osbourne é anunciada nove meses após o próprio Black Sabbath concluir em fevereiro deste ano sua série final de shows, “The end”, em Birmingham, na Inglaterra.


Simaria sofre indisposição, e Simone sobe ao palco sozinha no Paraná

24 de outubro de 2017

dsc8175

Cantora Simone, da dupla Simone e Simaria, subiu ao palco sozinha na noite deste sábado (21), depois que Simaria sofreu uma indisposição. A apresentação da dupla faz parte da programação do festival Villa Mix, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

A assessoria das artistas informou que Simaria se sentiu mal pouco antes de subir ao palco e ficou no camarim. No domingo (22), a dupla disse, em postagem nas redes sociais, que a cantora sofreu uma “infecção alimentar”.

A programação do evento conta com a passagens de outros artistas pelo palco principal, como Luan Santana, Matheus e Kauan, Jorge e Mateus e DJ Alok.


Ed Sheeran cancela shows após sofrer acidente de bicicleta

19 de outubro de 2017

q98a0843-2

Após sofrer um acidente de bicicleta, Ed Sheeran cancelou algumas apresentações que estavam agendadas para os próximos dias. O anúncio foi feito através de seu Instagram.

“A visita de meus médicos confirmou as fraturas em meu pulso direito e meu cotovelo esquerdo, que me deixará incapaz de me apresentar nos próximos shows. Infelizmente, isso significa que os shows a seguir não poderão acontecer como o planejado: Taipé, Osaka, Seul, Tokio e Hong Kong.

Estou aguardando para ver como será o processo de recuperação antes de decidir como serão os próximos shows além destes. Por favor, fiquem ligados em mais detalhes”, dizia o texto.

Embora o texto seja em primeira pessoa, ele conta com um adendo: “Ed não está digitando esse texto pois seus dois braços estão imobilizados/enfaixados”.

A turnê, que passou pelo Brasil em maio, faz parte da divulgação de seu terceiro álbum, “Divide”, lançado no início deste ano com o hit “Shape of you”.


Pré-venda de ingressos para shows de Foo Fighters e Queens of the Stone Age começa nesta quarta-feira

18 de outubro de 2017

foo

A pré-venda de ingressos para os shows de Foo Fighters e Queens of the Stone Age começa nesta quarta-feira (18). A partir das 00h01, clientes Banco do Brasil portadores dos cartões Ourocard Black, Infinite, Nanquim, Platinum Estilo e Grafite Estilo poderão iniciar a compra dos ingressos. Já no dia 19, a venda estará disponível também para todos os clientes Ourocard. O público em geral poderá adquirir os ingressos a partir de 21 de outubro.

Em setembro, as bandas anunciaram que viriam ao Brasil em 2018 para uma turnê que vai passar por Rio de Janeiro (25/02), São Paulo (27/02), Curitiba (2/3) e Porto Alegre (4/3).

Os preços dos ingressos variam por região. No Rio de Janeiro, o valor vai de R$ 110 (cadeira superior/meia) até R$ 720 (pista premium/inteira). Em São Paulo, varia de R$ 135 (cadeira superior/meia) a R$ 740 (pista premium inteira).

Em Curitiba, os ingressos vão de R$ 220 (pista/meia) até R$ 880 (pista premium/inteira). E em Porto Alegre, varia entre R$ 125 (cadeira superior/meia) e R$ 680 (pista premium/inteira).

Em agosto, o Queens of the Stone Age lançou o “Villains”, o sétimo disco da banda. Já o Foo Fighters lançou no início de setembro o “Concrete and gold”, álbum produzido por Greg Kurstin, conhecido por coescrever o super hit “Hello”, da cantora Adele.


Paul McCartney, aos 75 anos, faz com que show de 3 horas pareça fácil em São Paulo

17 de outubro de 2017

Shows de grandes artistas internacionais com três horas de duração não são a norma no Brasil, um país mais acostumado aos festivais gigantescos que comprimem o maior número de nomes em um único dia.

Quando alguém resolve estender o espetáculo, como fez o Guns N’ Roses, é digno de nota. Mais incrível ainda é ver sir Paul McCartney, do alto de seus 75 anos, realizar tal proeza neste domingo (15) no Allianz Parque, em São Paulo, como se fosse fácil.

As 45,5 mil pessoas que esgotaram em cerca de um dia os ingressos para a apresentação da turnê “One on One” tiveram de aguardar pouco além do esperado para assistir ao retorno do ex-baixista dos Beatles a São Paulo, após quase três anos.

Às 21h02 o público já gritava ao ouvir o acorde que anunciava a primeira canção, “A hard day’s night”, responsável por abrir também o show de Porto Alegre (RS) na sexta-feira (13). Os gaúchos, aliás, ganharam uma música a mais em sua apresentação, mas não puderam ver “Drive my car”. Em seu lugar, ouviram “Got to get you into my life”.

O resto da noite seguiu com o previsto desfile de sucessos para agradar fãs de todas as fases do cavaleiro inglês. Os beatlemaníacos tiveram direito de ouvir até mesmo “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, ausente durante sua última passagem por São Paulo, em 2014.

Fãs de Wings, a banda de Paul com sua ex-mulher Linda [1941-1998], vibraram com os gritos de “Jet” e com as explosões (literais) de “Live and let die”, momento apoteótico em que o palco é tomado por chamas e fogos de artifícios.

E até a carreira solo recente teve seu brilho. O cantor mostrou que ainda tem a potência necessária para substituir os vocais de Rihanna na bela versão de “FourFiveSeconds”, lançada em parceria com a cantora e com Kanye West, além de mandar “Queenie Eye” e “New”.

A sequência com as duas canções do álbum de 2013 mostra bem como o planejamento é feito com a experiência de alguém com décadas de estrada. Quando o público ameaçava perder o interesse pelas músicas novas, Paul emendou “Lady Madonna”. Com sua energia dançante, fez com que todos no estádio voltassem a gritar e pular.

Houve também, é claro, os momentos clássicos. Desde a reboladinha em “And I love her”, às luzes dos celulares do público em “Let it be”, os “na na na na” de “Hey Jude” e a finalização com a mistura de “Golden slumbers”, “Carry that weight” e “The end”.

Tudo isso entrecortado por declarações de amor, provocações e gírias em inglês e no idioma local. “Como está meu português? Bom?”, perguntou Macca, com a inocência de quem não tem feito inúmeros shows no Brasil nos últimos anos.

Tamanha interação com os fãs está longe de ser inesperada. Até a brincadeira com um assistente que impede que o cantor vá embora e “ordena” que ele toque mais uma é repeteco exato do que aconteceu em 2014. Mas Paul tem carisma de sobra para convencer que até as “colas” em português espalhadas pelo palco apenas estão ali por acaso.

Sem a chuva que ameaçou cair durante todo o dia – e que esteve presente em suas duas últimas passagens pela cidade, em 2010 e 2014 – a noite ainda teve homenagens. “My valentine” foi dedicada à atual esposa, Nancy Shevell. “Ela está aqui hoje”, disse. O antigo produtor dos Beatles, George Martin [1926-2016], foi lembrado com “Love me do”.

Até Jimi Hendrix [1942-1970] esteve presente, durante rápida passagem instrumental de “Foxy lady”, momento em que Paul parece querer mostrar que ainda tem as manhas com os instrumentos – como se precisasse. Ele toca baixo, guitarra, ukulele e dois tipos de piano na apresentação.

Mas é George Harrison [1943-2001], antigo colega de banda, quem recebe a mais clássica e bela lembrança em “Something”. Iniciada com o cantor em uma plataforma elevada e com um ukulele em mãos, ela parece perder um pouco de sua força original enquanto dá uma certa continuidade à psicodelia de “Being for the benefit of mr. Kite!”. Impressão que dura até a virada com as guitarras da canção, que a devolve ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Paul McCartney ainda toca em Belo Horizonte (MG), na terça-feira (17), e em Salvador (BA), na sexta-feira (20).


Gene Simmons, do Kiss, lança box por R$ 6,3 mil e reclama: ‘Fãs que não pagam por música mataram as novas bandas’

6 de outubro de 2017

Gene Simmons não está interessado em ganhar menos de um centavo para tocarem suas músicas na internet. Ele quer bem mais: R$ 6,3 mil é o preço que o linguarudo do Kiss vai cobrar para entregar em mãos uma caixa de 10 CDs com 150 músicas do seu arquivo nunca antes divulgadas. Streaming é “estúpido” e o formato físico é mais “sexy”, ele explica ao G1.

O baixista e vocalista de 68 anos raspou sua gaveta de músicas, mas não quer deixar a vazia a gaveta de dinheiro. Gene foi fundo em demos do Kiss e parcerias antigas com gente como Bob Dylan. E não vai nada para a internet: quem quiser ouvir vai ter mesmo que pagar quase sete salários mínimos e pegar o box com ele nos dias 19 e 20 de maio em SP.

E disco de inéditas do Kiss, vai rolar? “Não, eu não quero fazer discos assim. As pessoas baixam e todo mundo rouba a música”, ele reclama. Era de se esperar: Gene, famoso por explorar as chances de lucro com o Kiss com todo tipo de merchandising, está furioso com o atual mercado digital, difícil para os músicos. Leia a entrevista:

G1 – Como foi a pesquisa para encontrar tanto material?

Gene Simmons – Trabalho nisso por três anos. São 150 faixas de arquivo que nunca foram lançadas, de 1966 a 2016. Três músicas que escrevi com Bob Dylan, três com o Van Halen. Tem com Joe Perry, do Aerosmith, com todo mundo do Kiss. Ace Frehley canta duas músicas.

Tenho demos originais do Kiss, como “Christine sixteen”, “Calling Dr. Love”, “Rock and Roll all nite”. A caixa tem 90 cm de altura e pesa 17kg, com muitas surpresas dentro.

G1- Houve alguma coisa que te surpreendeu, que você tinha esquecido e hoje pensa que deveria ter lançado na época?

Gene Simmons – Boa pergunta. Tinha esquecido de várias, sim. Há uma música chamada “You drive me wild” que foi a demo que virou “Rock and roll all nite” e eu não lembrava. Há outra chamada “I know who you are”, que se tornou “Rock and roll all nite” e “Living in sin”. Duas músicas diferentes já foram uma só.

As músicas com o Van Halen são ótimas. As duas músicas com Ace Frehley, em que ele faz os vocais principais, também. Tem outras em que ele toca solos, do início dos anos 70. É um pacote muito empolgante. E a coisa mais importante é que se alguém comprar, eu vou voar para sua cidade entregar.

G1 – E as com o Bob Dylan, porque não foram lançadas?

Gene Simmons – As músicas não se parecem com músicas do Kiss, então não poderiam estar num disco nosso. Elas pareciam mais com Travelling Willburys. Algumas influências de Beatles, de Dylan. Como foi? Eu liguei para o Bob Dylan e perguntei: você quer escrever algumas músicas? E ele falou: Claro. Ele foi para minha casa, em 1989.

G1 – A maior reclamação dos músicos hoje é com o retorno do mercado digital. Esse projeto é uma forma de tentar ganhar o valor que você acha que sua música tem?

Gene Simmons – Hoje tudo está na nuvem e você não pode encostar, não pode sentir. Quando eu era criança e comprava um disco, amava o encarte, lia as histórias, quem escreveu as músicas. Os discos eram arte. Eu queria fazer a maior caixa de discos de todos os tempos e transformá-la em uma obra de arte.

Isso não vai ser lançado nas redes sociais, não vai estar nas lojas. Só vou fazer alguns milhares delas pelo mundo. Sai em janeiro e depois disso não vai estar disponível. Não vai ter uma versão mais barata. É só um tamanho, um preço. É como um Rolls-Royce, que nunca está em promoção.

G1 – E o livro? Tem um número atualizado de mulheres com quem você já fez sexo? [Gene já disse que o número é maior que 4 mil]

Gene Simmons – (Risos) O livro tem milhares de fotos da minha coleção particular. E fala de cada uma das músicas. Onde eu estava, o que eu estava fazendo. Mas não tem esse número, não.

G1 – Para os fãs que não puderem pagar 2 mil dólares, haverá mais chances de te ver em uma futura turnê mundial do Kiss em breve?

Gene Simmons – Nós vamos fazer uma nova turnê mundial sim, mas o que eu vou fazer a partir de janeiro é viajar pelo mundo e entregar as caixas.

G1 – E um novo disco do Kiss?

Gene Simmons – Não, eu não quero fazer discos assim. As pessoas baixam e todo mundo rouba a música. Não estou animado com isso.

G1 – Então você não vai fazer mais novas músicas por causa disso?

Gene Simmons – Vamos ver. Só se puder ser como minha caixa nova, com algo especial… Porque o streaming não é animador para mim, é estúpido. Não é sexy.

G1 – De 0 a 100, qual a chance de uma turnê do Kiss rolar um dia com Ace Frehley e Peter Criss de volta?

Gene Simmons – Chance zero de uma turnê. Talvez alguns últimos shows juntos com todo mundo que já passou pelo Kiss. Mas uma turnê, não. Eles entraram e saíram da banda três vezes.

Já chega. E os novos fãs não se importam com a formação antiga.

G1 – Desde os anos 90, com o auge do rock alternativo, fica feio para as bandas de rock se importarem muito com negócios. Um rapper pode ter essa imagem, mas bandas de rock desde então não querem ver como ‘vendidas’.

Gene Simmons – Mas as pessoas que criticam são zés-ninguéns, pessoas que não sabem nada.
G1 – Você acha que o rock pode voltar a ser forte se não houver vergonha em falar de negócios?

Gene Simmons – Não é isso. Há muito talento por aí. Há vários artistas e compositores talentosos. Um problema são as gravadoras. Mas o maior problema são os fãs.

Os fãs são o maior problema para novas bandas. Isso não me afeta. Tocamos para muitas pessoas em estádios e arenas. Mas uma banda nova não tem chance, porque os fãs se recusam a pagar por música. Os maiores inimigos delas são os fãs. Eles estão matando a nova geração de bandas. Ninguém mais.

G1 – Vê um jeito de resolver isso?

Gene Simmons – Sim, tem que haver novas leis. Se você rouba uma coisa, você vai para a cadeia, ou confiscam sua casa. A não ser que haja novas leias, isso vai continuar.

E quando um artista lança uma música, se ela é baixada, você ganha uma fração de centavo por download. E eu não quero fazer isso.

G1 – No meio desse ano você desistiu de uma tentativa de patentear em seu nome o sinal de mãos do heavy metal, do chifre [a tentativa de patente gerou críticas]. O que aconteceu?
Gene Simmons – Não são chifres. Quando você coloca o dedão junto, significa “eu te amo”.

Eu só fiquei muito atarefado, estavam acontecendo muitas coisas para me preocupar se alguém gostou disso [a tentativa de registro] ou não.

Comecei a fazer isso em 1974. Até hoje, em jogos de futebol ou qualquer lugar do mundo quando as pessoas fazem esse gesto, ou quando colocam a língua para fora, mesmo que não saibam quem é Gene Simmons, isso começou comigo.


Lollapalooza 2018 terá Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers e The Killers; veja programação com todas as atrações

28 de setembro de 2017

Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers e The Killers são as atrações principais da edição de 2018 do Lollapalooza, festival em São Paulo.

Imagine Dragons, Lana Del Rey, LCD Soundsystem, Liam Gallagher e David Byrne também estão na programação. O Lolla segue apostando em:

Hip hop (Chance The Rapper, Wiz Khalifa, Mano Brown, Tyler The Creator, Mac Miller, Anderson .paak)

Nomes em ascensão do pop e rock (Royal Blood, Zara Larsson, Khalid, Milky Chance)
Atrações do rock alternativo (The National, Mac Demarco, Spoon, The Neighbourhood, Volbeat)
Música eletrônica (Kygo, DJ Snake, Alok, Hardwell, Galantis, Metronomy, Yellow Claw, Cheat Codes, Alan Walker)

O festival será nos dias 23, 24 e 25 de março, no Autódromo de Interlagos. Ainda não há divisão de atrações por dia.

Os ingressos são vendidos no site do festival, na bilheteria oficial (Citibank Hall, em São Paulo) e em pontos de venda. O segundo lote do ingresso Lolla Pass, para os três dias, custa R$ 750 (entrada social, na qual você doa mais R$ 30 para o Criança Esperança).
Line-up do Lolla 2018 na ordem divulgada pelo festival:

Pearl Jam
Red Hot Chili Peppers
The Killers
Imagine Dragons
Lana Del Rey
LCD Soundsystem
Chance The Rapper
Wiz Khalifa
DJ Snake
Kygo
Liam Gallagher
The National
Alok
Hardwell
Khalid
Galantis
David Byrne
Mano Brown
Royal Blood
Yellow Claw
Dvbbs
Dillon Francis
Mallu Magalhães
Milky Chance
Tropkillaz
Mac Miller
Anderson .paak & The Free Nationals
Tyler, The Creator
The Neighbourhood
Spoon
Vanguart
Volbeat
Metronomy
Tiê
Mac Demarco
Zara Larsson
O Terno
Kyle Watson
Cat Dealers
Alan Walker
Ftampa
Jetlag
Alison Wonderland
Sofi Tukker
Deorro
Ego Kill Talent
Liniker E Os Caramelows
Plutão Já Foi Planeta
Nghtmre
What So Not
Cheat Codes
Oh Wonder
Kaleo
Mahmundi
Selvagens À Procura De Lei
Tagore
Thomas Jack
Shiba San
Rincon Sapiência
Gustavo Mota
Devochka
Tash Sultana
Jørd
Louis The Child
Whethan
Nem Liminha Ouviu
Sevenn
Jesuton
Braza
Ventre
Francisco, El Hombre
Luneta Mágica

Lolla desde 1991

Perry Farrell criou o Lollapalooza como um festival itinerante nos EUA em 1991, quando era vocalista do Jane’s Addiction. A primeira fase durou até 1997, com breve retorno em 2003.
Em 2005, o festival passou a ter uma base em Chicago e em 2011 começou sua expansão internacional, para o Chile. Desde 2012, tem uma edição brasileira – primeiro no Jockey e depois em Interlagos. Também há Lollas na Argentina, Alemanha e França.

Em 2017, o Lolla São Paulo bateu recorde de público, com 190 mil pessoas em duas noites, tendo Metallica e Strokes.