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Show de Melanie Martinez é eleito o melhor do 2º dia do Lollapalooza 2017 em enquete do G1

28 de março de 2017

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The Weeknd (2º) e Duran Duran (3º) completaram o pódio no domingo. Strokes pegou quarto lugar; veja a lista completa com o resultado.

Nem Strokes nem Duran Duran. Muito menos Martin Garrix. Foi a cantora Melanie Martinez a estrela do melhor show deste domingo (26) no Lollapalooza 2017. Ao menos para os participantes da enquente do G1. A artista americana de origem hispânica, que tocou no segundo dia do festival, ficou com 46,07% dos votos.

Malanie estabeleceu vantagem expressiva sobre o vice-campeão do dia, o cantor canadense The Weeknd, favorito para 17,26% dos votantes. O pódio se completou com os veteranos do Duran Duran, que ficou com 10,83% dos votos.

O domingo ainda teve como destaques The Strokes, MØ, Two Door Cinema Club, Catfish and the Bottlemen e Jimmy Eat World.

Veja, abaixo, o resultado da enquete do 2º dia do Lollapalooza 2017:

Melanie Martinez – 46,07%

Melanie Martinez é uma moça pequena. Mas pareceu menor ainda perto de outras divas do pop na programação do Lollapalooza 2017. Em seu show, a ex-The Voice EUA apresentou suas letras dramáticas em uma performance frágil, com quase nenhuma emoção. O que faltava no palco tinha na plateia. A concorrência com The Weeknd até reduziu o público da cantora, mas quem estava lá fez jus ao ingresso pago: chorou, gritou, esperneou e cantou junto.

The Weeknd – 17,26%

Não tinha como dar errado. Um cara no auge, pela primeira vez no Brasil, com canções na playlist de quase todo mundo que vai ao Lollapalooza… Ao fechar o palco Onix, o canadense The Weeknd mostrou que talento R&B e pose roqueira podem flertar com o pop eletrônico. No lado do palco, a namorada Selena Gomez: ela aparece uma vez no telão, para faniquito geral.

Duran Duran – 10,83%

Do alto dos seus quase 40 anos de carreira, o Duran Duran marcou presença em festivais jovens como o Lollapalooza pela abudância de hits e por continuar influente até hoje – é só pegar grupos novos fascinados pelo pop dos anos 1980 para perceber toques de Simon Le Bon e companhia. O problema é quando o cansaço bate e os anos de carreira pesam, como no Lollapalooza. Os veteranos receberam ainda a brasileira Céu, para dueto em “Ordinary world”.

The Strokes – 9,36%

O Strokes se apoiou em glórias passadas para encerrar a segunda e última noite do Lollapalooza. A banda tocou quase todo o primeiro disco “Is this it” (2001). Sobrou pouco espaço para o resto. Não que alguém tenha reclamado: a aposta no passado foi paga com cada mãozinha para cima com ótimas músicas de 16 anos atrás. Fora de ritmo de turnê, o show lembrou às vezes um ensaio aberto, com silêncios grandes entre as músicas.

Martin Garrix – 6,11%

O DJ de apenas 20 anos votado como “melhor do mundo” é do time da dance”farofa”, termo não exatamente elogioso que também tem David Guetta, Steve Aoki e Calvin Harris como representantes. É som comercial de FM, sucesso na balada, ajuda a levantar supino na academia. Apesar do rótulo, há um impressionante senso de sucesso: “Lions in the wild”, “Turn up the speakers” e “Animals”.

MØ – 5,10%

A dinamarquesa mostrou um pop “selvagem” para abraço o público do Lollapalooza. Resultado: virou “mozão” no festival. Sua performance leva a uma conclusão otimista sobre o pop atual: dá para fazer canções comerciais, campeãs de audiência, sem ser insípido nem abrir mão de ter personalidade. A voz de “Lean On”, recordista de streaming em 2015, é mais do que “aquela cantora genérica daquela música lá”.

Two Door Cinema Club – 3,25%

A boa notícia (sobretudo para quem não curte): o Two Door Cinema Club ao vivo é bem melhor – ou mais tolerável – do que nos discos. Na prática, quer dizer que o show da banda norte-irlandesa não ofendeu que estava ali somente para assistir, mais tarde, ao Strokes. E, principalmente, agradou os admiradores, que botaram as mãos para cima e bateram palminhas. Um deles era o ex-jogador de futebol e hoje comentarista Ronaldo Nazário, mostrado duas vezes pelos telões.

Catfish and the Bottlemen – 1,14%

É curioso que os britânicos do Catfish and the Bottlemen tenham sido escolhidos como uma das bandas de abertura do dia protagonizado por Strokes no Lollapalooza. Dadas as devidas proporções, a postura e a adoração em torno dos jovens britânicos lembra o fenômeno indie, que marcou o rock no já distante início dos anos 2000. O grupo reuniu um público muito, muito jovem – até alguns pais e mães, meros acompanhantes, eram vistos na plateia.

Jimmy Eat World – 0,88%

Só a nostalgia emo de alguns rapazes e moças de 20 e muitos anos deu uma salvada. A estreia do Jimmy Eat World no Brasil, após quase 25 anos de carreira, foi mais fria do que os ventos deste domingo nublado. No lado esquerdo da grade, teve fã de Two Door Cinema Club (um sub-Franz Ferdinand que tocaria na sequência) gritando “Toca Fresno!”. “Essa é do Simple Plan!”, berrou outra fã. Para que ficar cantando de freio de mão puxado, mostrando toda essa suavidade de banda séria?

Fonte: G1


Lollapalooza: G1 visita Autódromo de Interlagos e mostra perguntas e respostas do festival

24 de março de 2017

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Estrutura já está quase toda pronta e é a mesma do ano passado; pulseira-ingresso é maior novidade.

A maior mudança do Lollapalooza 2017 em relação ao ano passado estará no pulso das cerca de 70 mil pessoas esperadas por dia, no sábado (25) e domingo (26). A pulseira-ingresso, que também substitui dinheiro e cartão de crédito durante o festival é a grande novidade. Já a estrutura do Autódromo de Interlagos continua a mesma.

Então, vale lembrar Lollas passados (considerar a distância entre palcos para se programar é a maior dica) e ficar atento à nova forma de entrar e comprar.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Lollapalooza 2017.

A pulseira é obrigatória?

Sim, pois a pulseira Lolla Cashless serve tanto como ingresso como para todas as compras dentro do festival. Além disso, todo mundo deve registrar a pulseira no site do festival. Assim, dá para carregar com antecedência a Lolla Cashless. Com o registro também dá para verificar os recibos eletrônicos de compras e receber informações em tempo real sobre o saldo. E importante: é uma pulseira só para os dois dias de festival. Nada de tirar a pulseira no sábado se você vai nos dois dias.

Quanto será que eu carrego?

Ok, você fez a coisa certa e já está com sua Lolla Cashless cadastrada, e agora quer carregar antes do festival para não se preocupar com isso lá (há pontos no autódromo para carregar, mas é sempre bom evitar fila). É só você entrar no site do cadastro para carregar. Se quiser ver os preços dos alimentos para ter uma ideia, confira aqui. O refrigerante, que neste ano será apenas orgânico, custará R$ 8. A cerveja ainda não teve preço divulgado. Se quiser economizar, dá para entrar com barras de cereais, frutas cortadas, copos de água fechadas e alimentos industrializados fechados.

Tenho que pegar minha pulseira antes?

Sim. Se você mora em São Paulo e optou por não receber a pulseira em casa, deve pegar até a sexta-feira (24) em um dos postos autorizados (veja a lista aqui e fique ligado nos horários). Se você não é de São Paulo e não pode pegar a Lolla Cashless com antecedência, haverá postos de atendimento para as pessoas de outras cidades no sábado e domingo fazerem a coleta da pulseira.

Levo uma capinha de chuva?

Há possibilidade de chuvas rápidas na tarde e noite de sábado, então é bom levar sim (confira aqui a previsão do tempo atualizada para ver se a chance de chuva continua). Mas, segundo o Climatempo, não deve ser muita chuva (ufa). Mas a principal dica em relação ao tempo é: prepare-se para calor à tarde e frio à noite. A variação será grande: de 17º a 28º. Então, leve filtro solar e roupas leves, mas também não esqueça um casaquinho para o fim da noite.

Quando eu saio de casa?

Os portões abrem às 11h no sábado (25/03) e às 10h no domingo (26/03). Os shows começam às 12h nos dois dias e estão marcados para terminar às 23h no sábado e 22h no domingo. Lembre-se que o Autódromo de Interlagos fica longe do centro e que é altamente recomendável usar transporte público, então separe um bom tempo para ir e voltar. Se não quiser pegar grade ou chegar para o primeiro show, relembre aqui os horários de cada show.
Tem alguma novidade no Autódromo?

Quem conhece o Lolla de outras edições já vai se sentir em casa. Quase não há diferenças. O Palco Perry, de música eletrônica, tem o espaço de plateia ligeiramente maior. Atrás do palco Ônix há um novo brinquedo, Kamikaze, para quem vai na vibe parque de diversões. No mais, está tudo no mesmo lugar de Lollas passados.

Quanto tempo demora entre os palcos?

Esta é uma pergunta fundamental na hora de montar sua programação. Nada de pensar que você consegue sair correndo do show do Duran Duran no palco Onix às 17h30 e ver a MO entrar no Palco Axe na mesma hora, por exemplo. Entre o Palco Skol, principal, e o Onix, segundo maior, reserve ao menos dez minutos de caminhada. O palco principal fica mais perto do Axe – ao menos cinco minutos. Mas caso precise ir do Onix ao Interlagos, reserve no mínimo quinze minutos. O tempo pode aumentar com o fluxo mais lento da multidão nos shows finais.

Será que vai encher muito?

No ano passado, foram 136 mil ingressos vendidos (66 mil no sábado e 70 mil no domingo). Para este ano, a previsão é de cerca de 70 mil pessoas por dia, informou a assessoria de imprensa do festival. O G1 apurou que para o primeiro dia, do Metallica, a venda está um pouco maior do que o segundo, de Strokes.

Ainda tem ingresso?

Sim, para os dois dias. Dá para comprar no site do festival. A inteira custa R$ 540 por dia e R$ 920 para os dois, com meia-entrada para estudante.

O que eu não posso levar neste ano?

• Garrafas, latas, bebidas

• Utensílios de armazenagem

• Embalagens rígidas com tampa

• Capacetes

• Cadeiras ou bancos

• Armas de fogo e armas brancas

• Objetos pontiagudos, cortantes e/ou perfurantes

• Fogos de artifício

• Objetos de vidro

• Câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável.

• Cartazes feitos com papelão grosso e/ou fixados a madeiras, canudos rígidos, etc.

• Animais – exceto cães guias identificados e acompanhados de portadores de deficiência
visual.

• Bastão para tirar foto.

• Substâncias inflamáveis, corrosivas.

E o que está liberado para levar?

• AXE Lolla Cashless do festival ou voucher impresso para retirada da pulseira

• Frutas cortadas

• Industrializados fechados

• Copos de água fechados

• Documentos pessoais

• Chapéu ou boné*

• Óculos Escuros

• Barra de cereal

• Canga*

• Capa de chuva

• Protetor solar

• Protetor labial

• Câmera portátil

• Mochila ou bolsa

Fonte: G1


Lollapalooza terá espaço para fazer tatuagens e pintura corporal

23 de março de 2017

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Festival com Metallica, Strokes, Weeknd e Chainsmokers acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, no sábado (25) e domingo.

Além da música dividida em quatro palcos, o Lollapalooza terá espaços para tatuagens e para pintura corporal. O festival acontece no Autódromo de Interlagos, no sábado (25) e domingo.

No espaço Onix Studio, estarão disponíveis vários tatuadores e profissionais de pintura facial e corporal para os espectadores. Em outro lugar, o Body Painting – Neon Galactic Glow, vários “make-up artists” vão atuar em um estúdio de pintura corporal.

Neste ano, as atrações principais são Metallica, The xx, The Strokes e The Weeknd. The Chainsmokers, Flume, Martin Garrix, Duran Duran, Two Door Cinema Club, Rancid e The 1975 também estão na programação do evento, entre outros.

Ingressos e Lolla Parties

Os ingressos do segundo lote do Lolla Pass custam R$ 460 (meia) e R$ 920 (inteira), no site do festival. Crianças abaixo de 10 anos não pagam. Os portões vão abrir às 11h no sábado e às 10h no domingo.

Quem quiser shows mais intimistas pode ir às Lolla Parties, em São Paulo. As cantoras Tove Lo e MØ e as bandas The 1975 e Glass Animals farão shows em lugares menores nos dias 24 e 27 de março.


Bryan Adams: novo DVD e turnê no Brasil

23 de março de 2017

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Há quase 20 anos, o cantor e compositor canadense Bryan Adams recebia no Estádio de Wembley, em Londres, mais de 70 mil pessoas para apresentar a turnê do álbum “18 Til I Die”, que alcançou o primeiro lugar das paradas de sucesso na Inglaterra naquela época.

Na ocasião, o show contou com a participação de Melissa Etheridge, além de ter sido repleto de clássicos como “Summer of ’69”, “(Everything I Do) I Do It For You”, “Heaven”, “18 ‘Till I Die”, “Run to You” e “All for Love”. Para os fãs que não puderam prestigiar o evento, Bryan Amads acaba de disponibilizar a gravação em DVD. Intitulado “Live At Wembley”, o material traz um repertório com 24 músicas.

As novidades do cantor não param por aí! Bryan Adams virá ao Brasil pela primeira vez para realizar sete apresentações. Os shows acontecerão em Porto Alegre (no dia 25 de abril, no Auditório Araújo Vianna), Rio de Janeiro (dia 27 de abril, no Metropolitan), São Paulo (nos dias 28, 29 e 30 de abril, no Citibank Hall), Belo Horizonte (em 1º de maio, no BH Hall) e em Fortaleza (3 de maio, no Centro de Formação Olímpica).


‘Mendigo do metal’: Fã tenta se infiltrar em show exclusivo do Metallica: ‘Caridade’

22 de março de 2017

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Turnê que vai ao Lolla SP foi aberta para só 500 convidados em Londres. Chance rara de ver show intimista da banda atraiu fãs implorando por entrada.

m quer ver o Metallica de pertinho no dia 25 de março no Lollapalooza, em SP, precisa chegar cedo e passar o dia inteiro agarrado na grade. A turnê de “Hardwired… To self destruct” tem, como sempre, shows lotados para milhares de pessoas. Mas sua abertura teve uma chance raríssima de ver o quarteto em um clube intimista, para 500 convidados. O evento em Londres atraiu fãs “mendigando” uma entrada.

“Preciso de um ingresso”, dizia a plaquinha do húngaro Gyuri Blaskovics, 35 anos. Ele trabalha em uma rede de cinema de Londres e saiu direto do expediente para a fila do show. Gyuri se animou quando outro fã, segurando uma plaquinha semelhante, conseguiu entrar como acompanhante de uma pessoa que estava na lista. Veja no vídeo acima sua tentativa de entrar no show intimista.

500 fãs com eles:

O show aconteceu em novembro na House of Vans, espaço cultural descolado embaixo da estação de metro de Waterloo, no centro de Londres. Para os brasileiros entenderem a situação especial, foi como ver um show do Metallica em um Sesc de SP ou no Circo Voador, no Rio. Os fãs, vendo a banda ali pertinho, no palco baixo, vibraram ainda mais que o normal. O evento foi fechado para fãs convidados, sorteados e jornalistas, inclusive o G1.

Além de “celebrar o nascimento de ‘Hardwired… To self-destruct’”, como disse o vocalista James Hetfield, eles cantaram parabéns para o guitarrista Kirk Hammett. Teve até torta na cara do guitarrista, que fez 54 anos. Mas Kirk merece parabéns mesmo é pelos ótimos arranjos de guitarra das músicas novas tocadas. Ele também tem um momento sozinho no palco, em um solo após “Sad but true”.

Sem se apegar ao disco novo:

O show desvendou um mistério que poderia colocar a expectativa para a próxima turnê no teto ou no chão. É que o novo disco tem algumas ótimas músicas, mas um sério problema de edição.

O álbum duplo tem outras faixas longas e desnecessárias, que poderiam ser vários banhos de água fria no show do Lolla. Só que o Metallica mostrou que não tem apego pelo repertório completo do disco novo. Ponto para eles.

Foram três músicas novas, exatamente as melhores do álbum: o thrash veloz “Hardwired” e duas que têm um quê de Iron Maiden nas guitarras: “Atlas, rise!” e “Moth into flame”. Na primeira, a voz de James falha um pouco – o mesmo rolou no final de “Master of puppets”. Tomara que ao longo da turnê ele aqueça mais a garganta, já que essa foi uma das únicas pequenas falhas de uma banda nos trinques.


Lollapalooza terá Don Diablo e Vintage Culture como atrações da área vip do festival

15 de março de 2017

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Lolla Lounge terá open bar e vista panorâmica em 25 e 26 de março, em São Paulo. Ingressos custam R$ 1460 (dois dias) e R$ 820 (um dia).

A produção do Lollapalooza divulgou as atrações do Lolla Lounge, a área vip do festival, que acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O DJ holandês Don Diablo vai tocar no dia 25 de março e o produtor brasileiro Vintage Culture se apresentará no dia 26.

O Lolla Lounge tem capacidade para 2500 pessoas. Os ingressos para o setor vip custam R$ 1460 (dois dias) e R$ 820 (um dia). O espaço fica em uma estrutura de concreto armado com dois andares e área de 4 mil metros quadrados. Ele fica entre os quatro palcos, com uma vista paronâmica de todo o Autódromo.

Neste ano, as atrações principais do Lollapalooza são Metallica, The xx, The Strokes e The Weeknd. The Chainsmokers, Flume, Martin Garrix, Duran Duran, Two Door Cinema Club, Rancid e The 1975 também estão na programação do evento, entre outros.

Ingressos e Lolla Parties:

Os ingressos para o público geral (Lolla Pass, válido para os dois dias) custam R$ 460 (meia) e R$ 920 (inteira), no site do festival. Crianças abaixo de 10 anos não pagam.
Quem quiser shows mais intimistas pode ir às Lolla Parties, em São Paulo. As cantoras Tove Lo e MØ e as bandas The 1975 e Glass Animals farão shows em lugares menores nos dias 24 e 27 de março.


Rock in Rio anuncia atrações da Rock Street, que terá inspiração na África

15 de março de 2017

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‘Rua’ na Cidade do Rock fará homenagem ao continente africano. Fredy Massamba, Alfred ed Bernard e Tyous Gnaoua estão entre atrações.

A Rock Street, espaço que imita uma rua na Cidade do Rock, terá inspiração na África para a edição de 2017 do Rock in Rio. A homenagem vai acontecer com atrações de rua, com o visual das casas e com shows de músicos africanos no espaço ao longo do festival.

As atrações de música africana da Rock Street em 2017 serão a banda de percussionistas Les Tambours de Brazza, o multiinstrumentista Ba Cissoko, a cantora e compositora Mamani Keïta, o duo Alfred et Bernard, o cantor Fredy Massamba e o grupo Tyous Gnaoua.

A Rock Street sempre faz referência à cultura de algum local: New Orleans, em 2011; Reino Unido e sua vizinha Irlanda, em 2013; e Brasil, em 2015. Nesta edição, a curadoria artística do espaço será de Toy Lima, em parceria com a diretora artística Marisa Menezes.

“A música africana está na base de toda música contemporânea e cada país incorporou essa influência de forma diferente. Nos Estados Unidos, ela deu origem ao blues, ao jazz e ao rock. Na Jamaica, ao reggae. No Brasil, ao samba. Foi por isso que decidimos dedicar o espaço da Rock Street desta edição à África. Ao homenagear os ritmos daquele continente, homenageamos todos os tipos de música”, disseRoberta Medina, porta-voz do Rock in Rio, sobre a decisão de escolher a África como país homenageado na Rock Street.

“Queremos mostrar os sons que existem na África atual, contemporânea. Sons que têm origens ancestrais, mas que ajudaram a moldar praticamente tudo o que ouvimos hoje”, afirmou Toy Lima, curador do Rock Street África.


Chainsmokers cancela participação no Lollapalooza Chile

10 de março de 2017

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Festival chileno começa menos de uma semana após término da festa brasileira. Procurada, assessoria do evento diz que show no Brasil está confirmado.

rsão chilena do Lollapalooza anunciou nesta quinta-feira (9) que o duo de DJs americanos The Chainsmokers cancelou sua participação no festival deste ano. No país, o evento começa em 1º de abril, menos de uma semana após o término da festa no Brasil.

Procurada pelo G1, a assessoria do Lollapalooza no Brasil afirmou que a vinda dos DJs ao país está confirmada. Em um comunicado, a dupla diz que não poderá se apresentar no Chile por causa de um “conflito imprevisto de agenda”, sem dar mais explicações.

No evento chileno, o Chainsmokers foi substituído por Diplo, DJ e produtor americano que é membro do grupo Major Lazer e do duo Jack Ü – que tocou no ano passado no Lolla Brasil. Ele será responsável por fechar o palco Perry’s no primeiro dia do festival.

A grade de atrações do Lollapalooza Chile é bem semelhante à divulgada pela versão brasileira do evento, com nomes como Metallica, The XX, Rancid, The 1975 e Tove Lo.

No Brasil, o show do Chainsmokers está programado para acontecer na noite do dia 25 de março, primeiro dia do festival, quase simultaneamente à apresentação do Metallica. O duo de DJs é uma das atrações principais do festival.

Feito raro:

Formado por Andrew Taggart e Alex Pall, de Nova York, o Chainsmokers começou a fazer mais sucesso em 2014. Foi nesse ano que eles lançaram seu primeiro grande hit, “#Selfie”. Conhecida por seu pop eletrônico com uso pesado de sintetizadores, a dupla também escreve letras para narrar histórias e perrengues da juventude americana.

Nesta semana, o duo alcançou o feito raro de ter três músicas no Top 10 da “Billboard” ao mesmo tempo no seu país. A faixa “Something just like this”, colaboração deles com o Coldplay, subiu da 56ª para a 5ª posição do ranking da revista. A parceria com a banda inglesa se juntou a “Paris”, em 7º lugar, e “Closer”, em 10º, ambas dos Chainsmokers.

Antes deles, os únicos grupos que conseguiram ter três ou mais músicas entre as 10 mais tocadas nos EUA eram os Bee Gees, em 1978, auge dos “Embalos de sábado à noite”, e os Beatles, em 1964, com a Beatlemania.


The Who e Guns N’ Roses vão tocar no Rock in Rio 2017

8 de março de 2017

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Será a primeira vez do The Who no Brasil e a oitava turnê do Guns N’ Roses pelo país; as duas bandas tocam na mesma noite, 23 de setembro.

O Rock in Rio anunciou nesta terça-feira (7) shows do The Who e do Guns N’ Roses na edição 2017 do festival no Rio. Esta será a primeira vez que o The Who vai tocar no Brasil. Já o Guns N’ Roses virá para sua oitava passagem no país (quarta no Rock in Rio).

As duas bandas dividem o posto de atrações principais na mesma noite, no dia 23 de setembro, segundo a organização. Ainda não foi divulgado qual delas vai tocar por último.

Em 2007, o The Who chegou a anunciar uma turnê pelo continente, mas os shows foram cancelados antes do início da venda dos ingressos. Ainda não foram divulgadas informações sobre datas e locais dos shows deste ano.

A formação clássica da banda, fundada em 1964, tinha o baterista Keith Moon (1946-1978), o guitarrista Pete Townshend, o vocalista Roger Daltrey e o baixista John Entwistle (1944-2002). Townshend e Daltrey continuam na banda.

O Who é considerado um dos grupos pioneiros do rock, e eternizou canções como “Baba O’ Riley” e “My generation”. A banda também é famosa por popularizar o gênero ópera rock, principalmente com o álbum “Tommy” (1969).

O Rock in Rio Brasil 2017 acontecerá nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro, na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca.

Os ingressos para o Rock in Rio estarão disponíveis no dia 6 de abril. O ingresso em formato de cartão dará lugar a uma pulseira, que deverá ser colocada no dia do evento.


‘Queria ver mais mulheres tocando em festivais’, diz baixista do Silversun Pickups antes do Lolla

8 de março de 2017

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Dos 104 músicos no festival neste ano, só 10 são mulheres. Nikki Monninger exalta baixistas do Sonic Youth e Pixies e se diz fã de Katy Perry: ‘Importante ter exemplos femininos na música’.

O Silversun Pickups vai tocar pela primeira vez no Brasil no dia 26 de março, no Lollapalooza SP. Mesmo na estreia, o grupo de Los Angeles estará em casa no festival. É que eles têm tudo a ver com as bandas de rock alternativo que marcaram as origens do evento nos EUA há 25 anos. Com influências de Smashing Pumpkins e Sonic Youth, dá para dizer que fazem um som “Lolla de raiz”.

Eles seguem até uma peculiar característica de várias bandas de indie rock: a mulher baixista. Nikki Monninger cita as influências básicas de duas Kims: Gordon, ex-Sonic Youth, e Deal, ex-Pixies e Breeders. Mesmo assim, sobre mulheres em bandas, o recado básico de Nikki Monninger é: Tá pouco, traz mais. “Gostaria de ver mais tocando por aí, principalmente em festivais”, diz ao G1.

Neste Lollapalooza, ela tem poucas opções de ver outras mulheres roqueiras. No máximo, o indie pop de Tegan and Sara e a vocalista do The xx, Romy. Já entre cantoras pop, a presença feminina é um pouco maior: MØ, Melanie Martinez, Tove Lo e a brasileira Céu. Há ainda as DJs do duo Nervo. O carômetro no site do festival comprova:

A presença feminina no palco é menor que 10%. Dos 104 cantores e integrantes de bandas do Lollapalooza SP, apenas 10 são mulheres.

Veja entrevista completa com a baixista do Silversun Pickups abaixo:

G1 – Você já foi assistir ao Lollapalooza como fã?

Nikki Monninger – Sim, em algumas edições do começo. Vi Smashing Pumpkins e outras coisas. Era um lugar em que eu sempre quis tocar. Aí fomos chamados algumas vezes em Chicago, e é sempre um show especial. Eles sempre escolhem bandas boas, e há um clima de parceria entre os artistas. Fico feliz que tenha também no Brasil e possamos ir.

G1 – O Lollapalooza foi muito ligado ao grunge, ao rock alternativo, a um tipo de música que influenciou muito vocês. Se sentem herdeiros naturais?

Nikki Monninger – Sim, fomos criados com o Lollapalooza. E agora é uma honra fazer parte dele. Esse tem Metallica, The xx, Cage the Elephant, que já tocou tantas vezes junto com a gente, são como da família. Até o Duran Duran, que parece meio deslocado, eu quero ver. Não sei se vai dar tempo (risos).

G1 – Por que você escolheu o baixo? É curioso que há muitas mulheres baixistas no indie rock. Elas te influenciaram?

Nikki Monninger:

“Sim, com certeza mulheres como Kim Gordon, do Sonic Youth, e Kim Deal, dos Pixies e Breeders. Não são só bandas com mulheres que me influenciam (sempre gostei de Wilco, por exemplo). Mas eu sempre gostei de vê-las no palco e é um prazer ver mulheres baixistas por aí. Eu gostaria de ver mais mulheres tocando por aí, especialmente quando eu vou a festivais. ”

G1 – O último disco de vocês, ‘Better nature’, assim como outros, foi produzido pelo Jacknife Lee. Ele trabalhou com Weezer, Snow Patrol, bandas alternativas, mas acessíveis. Você acha que ele é bom nesse meio-termo: indie, mas não indie demais?

Nikki Monninger – Na verdade, só gostamos dele como pessoa. A cabeça dele é como um aparelhinho de ideias sempre funcionando. Não sei se posso dizer que pegamos ele porque ele tem essa sensibilidade pop. Foi só porque achamos ele legal e criativo mesmo, e nos demos bem.

G1 – Você conhece algo de música brasileira?

Nikki Monninger – Quero muito conhecer aí. Mas tem uma banda, alguém me mandou uma música, se chama Bula [formada por ex-integrantes do Charlie Brown Jr.]. E eles têm uma mulher baixista também [Lena Papini]! Gostei deles.

G1 – E suas filhas, ouvi dizer que elas amam Katy Perry.

Nikki Monninger – Sim, e também Spice Girls. Elas gostam muito de música pop. A gente também coloca música clássica para elas. Mas Katy Perry nunca pode faltar. Elas amam. Agora mesmo eu estava vendo o clipe novo dela [“Chained to the rhythm”], é adorável.
G1 – Você é fã também?

Nikki Monninger – Gosto sim. Amo meu indie rock, mas também adoro música pop. A gente tocou com a Katy Perry na Alemanha. Conhecemos ela, e foi tão legal com a gente. Eu a admiro. É mais uma mulher com quem dá pra gente se identificar, é importante ter esses exemplos femininos na música. Ela faz coisas em um nível bem maior do que a gente, claro, mas eu gosto dela.

Fonte: G1