Papos de Mulher

Descriminalização do aborto é aprovada na Irlanda

22 de junho de 2018

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A Irlanda aprovou a descriminalização do aborto, a decisão é histórica, já que o país é um dos mais católicos da Europa, e que tinha uma das leis mais restritas referente à prática.

No referendo que ouviu a população, 66,4% dos irlandeses votaram a favor da legalização. Antes mesmo da contabilização dos votos a descriminalização já era dada como certa pela população, devido aos resultados da boca de urna feita pelo The Irish Times, que baseou-se em entrevistas com quatro mil eleitores na saída das urnas. O primeiro ministro da Irlanda, Leo Varadkar, referiu-se ao resultado como uma “revolução silenciosa”.

Esse é o mais recente marco de mudança nas leis do aborto atualmente vigentes na Irlanda. No país, não era permitida a prática nem em casos de estupro ou má formação, somente quando o feto acarretava riscos à saúde da gestante. As alterações se fazem mais do que necessários, pois na Eurpopa, somente Irlanda, Malta e Polônia proíbem o aborto.

No referendo, os irlandeses tiveram que responder com ‘sim’ ou ‘não’ à aprovação da 36ª emenda à Constituição revogando, assim, o trecho da Oitava Emenda que proíbe o aborto.

Dessa forma, quem vota pelo ‘sim’ aprova a substituição do trecho que criminaliza o aborto por outro que determina que qualquer mulher pode abortar até a 12ª semana de gestação sem necessitar de autorização médica.

Fonte: revistamarieclaire.globo.com


Quase 50 mil casos de estupro são registrados por ano no Brasil

21 de junho de 2018

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Estudo revela que os números de estupros no país mostraram números alarmantes: 68% dos registros no sistema de saúde são referentes a estupros de crianças de até 13 anos, onde quase um terço dos agressores é composto por amigos e conhecidos da vítima. Outros 30% são familiares ainda mais próximos, como pais, padrastos e irmãos.

Nesses casos em que o abusador é conhecido da vítima, quase 55% deles é recorrente, e 78,5% aconteceram dentro da própria residência da vítima.

Em 2016, foram registrados nas polícias brasileiras 49.497 casos de estupro, conforme informações disponibilizadas no 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Nesse mesmo ano, 22.918 casos foram levados ao SUS, aproximadamente metade dos casos denunciados à polícia.

Subnotificação mascara real problema

De acordo com as conclusões do levantamento, os casos de estupro são fortemente subnotificados e não dão conta da dimensão do problema. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 15% do total dos estupros são reportados à polícia.

Fonte: revistamarieclaire.globo.com


Lei Feminicídio

20 de junho de 2018

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Sancionada em março de 2015, a Lei 13.104 – ou Lei do Feminicídio – representou um grande passo da justiça brasileira em defesa de suas mulheres. O feminicídio qualifica o assassinato quando a mulher é morta por questões de gênero.

Segundo o estudo, a base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) não fornece informações concretas sobre feminicídio, portanto, não é possível identificar a parcela de homicídios que corresponde a vítimas desse tipo específico de crime.

A mulher que se torna uma vítima fatal, muitas vezes já foi vítima de uma série de outras violências de gênero, como violência psicológica, patrimonial, física ou sexual.

Os estados com as taxas de homicídios mais altas foram Roraima (10), Pará (7,2) e Goiás (7,1). As taxas de Roraima c

hegaram ao pico de 14,8 em 2013 e, com exceção de 2011, a taxa do estado foi superior à taxa brasileira nos últimos dez anos.

Embora, não estejam entre os estados com maiores números, Rio Grande do Norte e Maranhão tiveram os maiores aumentos, cerca de 130% desde 2006, o que expõe a fragilidade das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nesse tipo de crime.

As menores taxas foram em São Paulo (2,2), Piauí (3,0) e Santa Catarina (3,1). Desses três, apenas São Paulo apresentou queda na década, cerca de 40,4%.

Fonte: revistamarieclaire.globo.com


Assassinatos de mulheres aumentaram 6,4% nos últimos 10 anos

19 de junho de 2018

Dados referentes a 2016 revelam que 4.645 mulheres foram assassinadas no país no ano, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, esse número aumentou em 6,4%, de acordo com os números do Atlas da Violência 2018, estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão do governo federal, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os estados com as taxas de homicídios mais altas foram Roraima (10), Pará (7,2) e Goiás (7,1). As taxas de Roraima chegaram ao pico de 14,8 em 2013 e, com exceção de 2011, a taxa do estado foi superior à taxa brasileira nos últimos dez anos.

Mulheres negras são as maiores vítimas

O estudo mostrou que a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras (5,3) que entre as não negras (3,1) – a diferença é de chocantes 71%. Em relação aos dez anos analisados, os assassinatos de mulheres negras aumentaram em 15,4%, enquanto que entre as não negras houve queda de 8%.

Fonte: revistamarieclaire.globo.com


Entenda como o melasma age e como tratá-lo

14 de junho de 2018

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O inverno é uma ótima época para tratar aquelas manchinhas que insistem em aparecer no rosto: o melasma. O local mais comumente afetado é a face, podendo ocorrer em outras áreas do corpo que estejam expostas à radiação solar. Esta afecção é mais comum nas mulheres – especialmente pelo hormônio estrogênio – podendo também, ser vista nos homens.

O principal fator desencadeante do melasma é a radiação UVA/UVB + infravermelho e luz visível, portanto, o primeiro passo é a fotoproteção, tanto tópica, quanto a oral. O mercado lança mão de inúmeras opções de fotoprotetores físicos que são a primeira linha no tratamento, pois além de protegerem contra os raios UVA/UVB, atingem os comprimentos de onda maiores que são o infravermelho e a luz visível.

Não apenas lasers, bem como qualquer tipo de procedimento que induz a uma inflamação exacerbada da pele, pode acarretar ao estresse oxidativo dos melanócitos e consequentemente, a uma maior produção de melanina. Um mal preparo da pele antes de um procedimento em consultório, assim como uma descamação exagerada pelo uso do ácido domiciliar levam a piora do melasma.

Existe apenas o controle com tratamentos acompanhado por médicos capacitados. O aumento dos hormônios da gestação podem induzir o aparecimento das manchas. Homens, em menor frequência, também apresentam melasma, pois se trata de uma doença multifatorial, não apenas hormonal.

Fonte: revistamarieclaire


Documentário brasileiro mostra desafios de famílias com crianças autistas

13 de junho de 2018

Há muitos mitos e tabus em relação ao autismo. Um aspecto que nem todo mundo sabe é que a síndrome apresenta diferentes níveis de avanço, o que pode prejudicar o diagnóstico — e diversificar os desafios enfrentados pelos portadores e seus familiares. Caracterizado como um distúrbio neurológico, o autismo afeta, principalmente, a capacidade de interação social e a comunicação do indivíduo.

A intensidade varia de acordo com os tais níveis que formam o chamado espectro autista. Os problemas gerados pelo distúrbio e a forma com que as famílias de autistas de diversos perfis superam as adversidades são o ponto central de Em Um Mundo Interior, uma das estreias de junho nos cinemas do país.

Com direção assinada pelo casal Mariana Pamplona e Flavio Frederico, o filme é o primeiro longa-metragem brasileiro sobre o tema. As câmeras mostram o dia-a-dia de Enzo, Julia, Roberto, Igor, Isabela, Mathias e Eric, autistas cujas idades variam entre 3 e 18 anos.

Editado de maneira bastante sensível, o filme está longe de ser uma análise técnica sobre o autismo e as últimas descobertas científicas sobre o tema. Pelo contrário: mostra de maneira bastante real a dinâmica de se ter um parente autista e os desafios cotidianos desses relacionamentos.

Onde assistir:

São Paulo: Cinesystem Morumbi, 15:00
Rio de Janeiro: Cinemark Downtown, 18:50
Porto Alegre: Cine Center Guion, 14:00
Brasília: Cine Brasília, 16:00
Balneário Camboriú: Cineramabc ArtHouse, 19:30
Curitiba: Cinemateca, 19:00
Salvador: Sala de Arte Cinema do Museu, 18:55

Fonte: gq.globo.com

Assista o trailer:


Brasileira está na final do campeonato mundial de skate da Vans

12 de junho de 2018

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Novidade em São Paulo, a pista de skate do parque Cândido Portinari, construída pela americana Vans em parceria com a Prefeitura da cidade, recebeu uma das etapas do campeonato mundial da marca de tênis. A competição existe desde 2016 e, pela primeira vez, a categoria feminina foi ampliada e conta com a mesma premiação oferecida para a categoria masculina — US$ 20 mil.

Na etapa disputada em São Paulo, 20 skatistas competiam por um lugar na final, que acontece amanhã. Das oito classificadas, uma atleta é brasileira: Yndiara Asp, que terminou em primeiro lugar. As próximas etapas classificatórias acontecerão no Canadá e EUA nos próximos meses.

Fonte: revistamarieclaire


Chanceler do Equador é eleita nova presidente da Assembleia Geral da ONU

6 de junho de 2018

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A chanceler do Equador, María Fernanda Espinosa, foi escolhida nova presidenta da Assembleia Geral da ONU. Espinosa venceu a outra aspirante, a hondurenha Mary Elizabeth Flores, nas eleições realizadas no plenário da Assembleia Geral.

A chefe da diplomacia equatoriana obteve o apoio de 128 países, frente aos 62 recebidos por Flores, embaixadora hondurenha perante a ONU.

Espinosa é a quarta mulher escolhida presidenta da Assembleia Geral da ONU e a primeira latino-americana. A líder dedicou sua escolha “a todas as mulheres do mundo que hoje participam da política” e que enfrentam “ataques” e “machismo e discriminação”.

A Assembleia Geral é um dos principais órgãos das Nações Unidas e nela estão presentes os 193 Estados-membros da organização. Espinosa ocupará a presidência durante o 73° período de sessões e substituirá no posto o eslovaco Miroslav Lajcak.

Fonte: G1


Brasileira está na lista europeia dos 16 jovens líderes mais influentes de 2018

5 de junho de 2018

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A paranaense Laís Rocha Leão, atua na ONG Teto e ajuda comunidades a desenvolverem soluções urbanas. A jovem tem 24 anos, e está na lista da Comissão Européia dos 16 jovens líderes mais influentes do mundo – representando o Brasil nesta semana num congresso em Bruxelas, na Bélgica.

O evento que Laís participa é o European Development Days, que visa estimular que jovens de todo o mundo, com idades entre 21 e 26 anos, compartilhem suas ideias voltadas à igualdade de gênero e ao empoderamento de mulheres e garotas – temas que definiram o evento de 2018.

Atuando pela TETO, a paranaense descobriu que, nas favelas, são as mulheres que tomam a frente das questões de urbanização. Segundo Laís, o protagonismo feminino nas favelas tem uma explicação: as comunidades funcionam como uma casa.

Estar entre os 16 jovens mais influentes do mundo foi uma surpresa para Laís. Foram 283 candidatos de 82 países diferentes que se inscreveram no programa. Ela foi uma das escolhidas.

Quanto ao papel social, Laís garante que nada mudou. “Minha função como representante do Brasil em uma cerimônia como essa é tão importante quanto o de qualquer jovem que quer mudar o mundo. A minha responsabilidade é promover um espaço mais justo para as pessoas viverem, fazer com que as oportunidades cheguem mais longe e ajudar a construir cidades mais inclusivas para as minorias”.

Fonte: Universa/Uol


Mulher encontra fotos de filhas sendo estupradas pelo marido

1 de junho de 2018

sem-tituloNa cidade de Pariquera-Açu, cidade do Vale do Ribeira (SP), uma mãe encontrou fotos de suas duas filhas sendo abusadas pelo marido dela. O pedreiro de 43 anos foi denunciado e agora segue detido na Cadeia Pública de Jacupiranga, cidade vizinha.

O padrasto aproveitava enquanto as meninas de 9 e 10 anos dormiam para cometer os abusos e registrar em fotos. A mulher tomou conhecimento do caso, após vasculhar o celular do companheiro. Em depoimento, uma das garotas contou que ele ainda teria passado as mãos em seus órgãos genitais por cima da roupa quando foi lhe buscar na escola.

O homem vai responder pelo crime de estupro de vulnerável e por armazenar fotografias pornográficas de menores. Já as crianças foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para passar por exame de corpo de delito.

Saiba a quem recorrer em caso de suspeita de violência sexual infanto-juvenil:

Conselhos Tutelares – Os Conselhos Tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes. A eles cabe receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.

Varas da Infância e da Juventude – Em município onde não há Conselhos Tutleares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias.

Outros órgãos que também estão preparados para ajudar são as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e as Delegacias da Mulher.

Fonte: UNICEF/Catraca Livre)