Papos de Mulher

Tifanny descarta liga exclusiva e apoia criação de cotas para atletas trans

22 de fevereiro de 2018

img-3864

Cansada de “segurar a barra” por ser a primeira transexual a disputar a Superliga feminina de vôlei, a oposta Tifanny Abreu, do Vôlei Bauru, descartou a criação de uma liga exclusiva para trans, mas apontou o sistema de cotas como uma solução para evitar a exclusão de atletas que vivem na mesma situação que ela.

A ideia é adotar o mesmo esquema já utilizado com jogadores estrangeiros e olímpicos para equilibrar as competições. Funciona assim: cada atleta possui uma pontuação no ranking geral e os times precisam respeitar uma meta de pontos na hora de montar os seus elencos, evitando que reforcem as equipes de modo desigual.

Para Tifanny, ao invés de incluir, a proposta de criar uma liga apenas para transexuais acaba por excluir ainda mais os atletas desta condição do esporte.

Diante da polêmica envolvendo torcedores e outros profissionais contrários à liberação da atleta, como a campeã olímpica Tandara, a oposta garante que não se abala e, se um dia precisar deixar o vôlei, vai continuar lutando pelos direitos dos transexuais.

Fonte: Globo Esporte


Exército do Brasil recebe mulheres para ensino militar bélico pela primeira vez

21 de fevereiro de 2018

 

img_22109_foto_1

Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, as mulheres poderão se tornar oficiais combatentes e chegar à patente de general e até ao comando do Exército. Este ano, 33 alunas foram recebidas na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no estado do Rio de Janeiro, e serão as pioneiras na linha de ensino militar bélico da força.

No fim de janeiro, elas foram recebidas na academia, oriundas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), para o período de adaptação e, neste sábado, entraram oficialmente na Aman, na cerimônia de passagem dos novos cadetes pelo Portão Monumental.

Somente após essa cerimônia, o aluno passa a ser chamado de cadete e, após o curso de quatro anos de formação de oficial combatente, é declarado como aspirante a oficial.

Segundo o subcomandante da Aman, coronel Sebastião Roberto de Oliveira, há quase 30 anos, o Exército tem comandantes e oficiais mulheres nas áreas de tecnologia, saúde e educação, por exemplo.

O concurso para a EsPCEx reservou 10% do número de vagas masculinas para as mulheres; 400 homens e 40 mulheres ingressaram na escola preparatória. Dessas, 33 passaram para a Aman.

Este ano, elas realizarão o curso básico e, do segundo ao quarto anos na academia, os cadetes seguem a formação já dentro de cada especialidade – Armas (infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e comunicações), Quadro de Material Bélico ou Serviço de Intendência.

Fonte: Correio do Povo


O Outro Lado do Paraíso: Lorena acusa Vinícius de estuprar Laura

20 de fevereiro de 2018

xtvg_20180206_rc_o-outro-lado-do-paraiso-30_3.jpg.pagespeed.ic.UK1O4arVC9

Lorena (Sandra Corveloni) finalmente acreditará na filha Laura (Bella Piero) e se voltará contra Vinícius (Flávio Tolezani) em “o Outro Lado do Paraíso” – trama das 21h da TV Globo.

A esposa do delegado mudará de opinião depois de ouvir o depoimento da filha e de outras vítimas do marido, durante o julgamento do vilão pelo crime de pedofilia.

De acordo com o site “Notícias da TV”, as cenas irão ao ar hoje.

“[...] Aquela mulher, que mostrou a foto do shopping, senti que ela disse a verdade, pois meu marido não saía da internet, e quando eu queria olhar, ele escondia [...]“, disparará ela.

“Eu prometi defender o homem que amava. Porque eu estava cega. Me perdoa, filha, me perdoa. Eu não enxerguei. Não enxerguei as evidências. Monstro! Meu marido, Vinicius, é um monstro!”, completará Lorena, deixando o delegado perplexo.

O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Por meio do 100, o usuário pode denunciar violências contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independentemente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares.

O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, conforme a competência, num prazo de 24h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo. (As informações são da UNICEF).

Fonte: Catraca Livre


Mulheres muçulmanas denunciam assédio sexual em peregrinação a Meca

15 de fevereiro de 2018

2017-08-17t095156z-1014311014-rc1b70bd3820-rtrmadp-3-saudi-qatar-haj

Mulheres muçulmanas começaram a denunciar, através das redes sociais, casos de assédio sexual na peregrinação a Meca, o local mais sagrado para o Islã, que se estenderam sob a hashtag #MosqueMeToo (Mesquita, eu também).

Estes casos ganharam uma rápida e ampla divulgação nas redes na região árabe com a hashtag criada há uma semana pela jornalista e ativista feminista egípcia Mona Eltahawy, em adaptação à #MeToo, associada ao movimento de rejeição ao assédio sexual no mundo todo.

A ativista egípcia criou a hashtag depois que uma mulher paquistanesa contou no Twitter que tinha sido tocada durante as voltas à Caaba, a pedra negra da Meca para a qual os muçulmanos de todo o mundo se orientam para realizar suas preces.

A iniciativa recebeu incontáveis amostras de apoio e incentivou outras mulheres a compartilhar experiências similares.

No entanto, também gerou várias críticas, segundo a própria ativista, que assegura que foi insultada e acusada de querer destruir o Islã, e inclusive de querer ganhar notoriedade com esta campanha.

As autoridades da Arábia Saudita não fizeram nenhum comentário ou alusão a estas denúncias por enquanto.

Todos os anos cerca de dois milhões de muçulmanos de todo o mundo participam do “hach”, a peregrinação que os crentes devem realizar de forma obrigatória pelo menos uma vez na vida.

Fonte: G1


Carnaval em São Paulo é marcado por violência contra a mulher

14 de fevereiro de 2018

789eee93a76137769498c7074b9cad93

O feriado de Carnaval no estado de São Paulo foi marcado por diversos casos de violência contra a mulher. Foram registrados pelo menos três casos de feminicídio e duas tentativas de homicídio em apenas três dias.

Uma mulher foi esfaqueada, no último sábado (10), na Avenida Arquiteto Vila Nova Artigas, Sapopemba, zona leste de São Paulo. Outra foi assassinada com uma caneta revólver, por volta das 2h40 da segunda-feira (12), na Rua Aratimbó, na zona Sul. A terceira estava a 700 km da capital, em Tupi Paulista, quando foi encontrada pela filha de 8 anos com ferimentos no pescoço provocados por golpes de faca.

Todas foram vítimas de feminicídio, mortas por ex-companheiros. O Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. Segundo a promotora, Silvia Chakian, do GEVID (Grupo de atuação especial de enfretamento à violência doméstica) do Ministério Publico Estadual, a violência contra a mulher é uma epidemia.

“É fato que em finais de semana ou em feriados prolongados o índice de violência contra a mulher aumenta. Os homens não estão trabalhando, nem elas. As vítimas ficam em casa, mais vulneráveis aos ataques”, explica a promotora.

“A gente ainda vive em um mundo do poder masculino, do homem que não pode ser contrariado, que exerce sentimento de posse pela companheira ou ex-companheira”, afirma a psicalinalista Elizabeth Antonelli, membro da Sociedade Brasileiera de Psicanálise.

De acordo com ela, muitas mulheres não percebem a violência que vivem e relevam situações sintomáticas em nome da família ou para não ficarem sozinhas. “Nós vemos no consultório mulheres que relatam situações de violência sem nem perceber o impacto delas, muitas vezes por medo”.

Fonte: R7


Lupita Nyong’o vai publicar um livro de literatura infantil

31 de janeiro de 2018

lupita-nyongo

A atriz Lupita Nyong’o contou para seus fãs, por meio do Instagram, que está escrevendo um livro infantil.

Nomeado Sulwe e Slated, a história é sobre uma personagem chamada Sulwe, uma africana de cinco anos de idade. O intuito da atriz com a publicação é trazer representatividade negra a esse tipo de material, que normalmente usa a figura de meninas brancas para a narrativa.

“Ela é uma menina negra que sai em uma grande aventura e acorda com uma nova perspectiva sobre seu senso de beleza. Sulwe encontra lições que aprendemos como crianças e passamos nossa vida desaprendendo. Essa é uma história para os pequenos, mas, não importa a idade, espero que sirva de inspiração para todo mundo andar com mais alegria em sua própria pele”, escreveu ela.

Fonte: Abril


O elástico de cabelo com tecido está de volta com um novo nome

31 de janeiro de 2018

elastico-para-cabelo-rabico-lacinho-coelho-varias-cores_iZ1109XvZcXpZ4XfZ140734012-551646137-4.jpgXsZ140734012xIM

Quem nunca teve um elástico de cabelo igual esse da foto? Pois é, ele está vivo novamente! O acessório mais amado dos anos 90 voltou e está fazendo a cabeça de muitas marcas fashionistas, como a Balenciaga.

Porém, a novidade é que agora tem um novo nome: hair cloud (ou nuvem de cabelo). Quem deu esse nome foi o designer dinamarquês Line Sander Johansen, alegando que assim o termo expõe uma nova imagem chique do objeto.

O designer está por trás da marca “Comfort Objects“, que vende luxuosos acessórios feitos de seda. Ele diz que seus elásticos se parecem com “nuvens de seda ao redor do cabelo“.

Fonte: Abril


Síndrome do ovário policístico engorda?

31 de janeiro de 2018

mama2-e1493152264667

A síndrome do ovário policístico é uma doença complexa, ainda de causa indeterminada, que envolve o desequilíbrio de alguns hormônios do corpo e gera a falta de ovulação regular. Por isso, os ciclos menstruais ficam superbagunçados.

Na verdade, não podemos falar que ela influencia no ganho de peso. O que dá para dizer é que mulheres com sobrepeso ou obesidade têm maior propensão a desenvolvê-la, pois acabam tendo uma resistência à insulina — hormônio produzido no pâncreas que regula a glicemia —, que influencia no surgimento da síndrome em quem já tem uma propensão. Por isso, um dos tratamentos é, justamente, perder peso para melhorar esse desequilíbrio da insulina.

Fonte: cosmopolitan.abril.com.br


Salário igualitário para homens e mulheres pode demorar 217 anos

31 de janeiro de 2018

feminismo

Recentemente, atrizes de Hollywood começaram o movimento Time´s Up que, entre as lutas, está a busca por salários igualitários entre homens e mulheres. Enquanto, estamos na busca por esse equilíbrio, tem pesquisas que mostram que ele ainda está muito longe.

Segundo um estudo publicado pela Oxfam, serão necessários 217 anos para que as mulheres do mundo todo tenham as mesmas oportunidades de trabalhos e salários do que um homem, caso mantenhamos o ritmo atual de avanço nesse aspecto.

“Normas sociais, atitudes e credos desvalorizam as habilidades e o status da mulher em sociedade e tentam justificar a violência e a discriminação contra elas, além de ditar quais trabalhos são permitidos para as mulheres e quais não são”, diz o documento.

Para chegar a esse resultado, foram entrevistadas 120 mil pessoas em 10 países, nos cinco continentes, além de estudos feitos pela ONU, Organização Internacional do Trabalho, Banco Mundial, entre outros.

Fonte: Abril


Mulheres que decidiram mostrar seus corpos reais para escancarar a farsa da internet

31 de janeiro de 2018

760f2f1cd86b5297edfb758112d70c0a

Já se sentiu desanimada e fracassada ao seguir musas fitness no Instagram? Não é de hoje que a mídia prega um padrão de beleza inatingível, as mídias sociais potencializaram ainda mais essa mensagem, com suas imagens posadas, editadas e cuidadosamente selecionadas.

Em resposta, uma onda de autoaceitação tem tomado conta do Instagram: mulheres reais falam abertamente sobre como se sentem com os próprios corpos, revelando suas inseguranças e “imperfeições”, e ajudam suas seguidoras a lidarem de maneira mais humana consigo mesmas.

Trata-se do chamado “body positive”, algo como “corpo positivo” em inglês. O movimento estimula mulheres do mundo todo a aceitarem suas formas e falarem sobre o tema de maneira franca, contribuindo para derrubar o mito do corpo perfeito.

Conheça algumas mulheres que tiveram coragem de exibir seus corpos reais ao público no Instagram, assumindo gorduras e marcas e incentivando a autoestima.

A ex-top model Fabiana Saba já chegou a pesar cerca de 48 quilos na época em que modelava em passarelas internacionais. Mas hoje, aos 40 anos, ela ocupa seu tempo cuidando da família e dando coro ao movimento body positive.

Depois de passar por diversos concursos de beleza durante a infância e desenvolver alguns distúrbios alimentares, a bulimia e a ortorexia, a jornalista Mirian Botton deciddiu largar a vida de obsessão com dietas para procurar tratamento adequado. Hoje, sua história de vida inspira quase 500 mil pessoas no Instagram, onde ela divide mensagens positivas, fotos que satirizam a onda fitness e textos sinceros sobre autoestima.

A vlogueira Luiza Junqueira decidiu largar as dietas restritivas que manteve na adolescência para aceitar o próprio corpo e falar sobre autoestima e empoderamento feminino nas redes sociais.

Mulher negra e acima do peso, a ex-BBB Roberta Freitas já foi várias vezes questionada sobre seu peso e se pretendia perdê-lo. Mas ela faz questão de mostrar que segue tranquila, posando em cliques sensuais e descontraídos em suas redes sociais – uma atitude que fala sobre a importância de lutar contra a imposição de padrões sociais.

Por muitos anos, a ex-BBB Fani Pacheco exibiu um shape enxuto. Mas há algum tempo ganhou alguns quilos, porém não se preocupou em perdê-los. Pelo contrário, ela viu uma oportunidade de praticar o amor próprio e ajudar outras mulheres nessa situação.

Em seu canal no YouTube, o “Fani Quebra Padrão”, ela fala sobre questões comuns a muitas mulheres que tentam fazer dietas restritivas para perder peso a qualquer custo. Por isso, em seus vídeos, ela dá dicas de como se sentir sexy e linda estando acima do peso e faz vídeos engraçados sobre a ilusão do mundo das dietas.

Saiba mais: https://www.vix.com/pt/comportamento/554027/mulheres-que-decidiram-mostrar-seus-corpos-reais-para-escancarar-a-farsa-da-internet?utm_source=Facebook&utm_medium=VixMulher&utm_campaign=CM