Papos de Mulher

Corinthians Feminino estampará frases machistas na camisa

25 de abril de 2018

Em uma semana importante para o futebol feminino do Corinthians, os departamentos de marketing e comunicação do clube lançaram uma campanha contra o preconceito.

Nesta quarta-feira, às 17h30, na estreia do Brasileirão da categoria contra o São Francisco, da Bahia, as meninas terão a chance de atuar pela primeira vez na Arena Corinthians.

Atrás de patrocinadores, a equipe estampará frases machistas na camisas. Todas elas foram retiradas de comentários reais feitos por homens em redes sociais e fóruns esportivos.

A ação se repetirá no jogo de domingo, contra o Taubaté, pelo Paulistão. Serão utilizadas frases como:

Mulher é na cozinha e não jogando futebol;

Mulher não pode estar no futebol;

Futebol feminino só vai ser bom quando acabar.

A campanha, chamada de #CaleOPreconceito, tem um canal direto para empresas interessadas em anunciar suas marcas. Veja mais no vídeo da campanha.

Fonte: G1

Assista ao vídeo:

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Espanha cria esquema em ônibus para evitar assédio contra mulher

24 de abril de 2018

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É noite e uma mulher pede ao motorista do ônibus para descer fora do ponto para ficar mais perto de casa. Isso já ocorre em Vigo, no norte da Espanha, e em breve acontecerá também em outras cidades do país para reduzir o risco de assédio e agressões que elas costumam sofrer.

Paradas “sob demanda”, “intermediárias” ou “antiassédio” são os diferentes nomes que a iniciativa recebeu nas cidades que estudam colocá-la em vigor nas linhas noturnas.

O objetivo é fazer com que as mulheres se sintam um pouco mais seguras na volta para casa de madrugada depois do trabalho ou de uma festa, normalmente com certo medo de sofrer algum tipo de assédio ou agressão se estão sozinhas.

Desde fevereiro, este sistema funciona na cidade de Vigo, onde é aplicado a partir das 22h30 em todas as linhas urbanas que prestam o serviço noturno.
Dada a boa recepção entre os usuários, outras duas cidades do País Basco, como San Sebastián e Vitoria-Gasteiz, estão estudando medidas similares.

Barcelona, a segunda maior cidade da Espanha, pode ser a próxima a colocar em prática a ideia, já que a região metropolitana aprovou no final de fevereiro uma proposta sobre as “parada sob demanda”. Em Zaragoza o projeto é estudado dentro do plano de mobilidade urbana do governo.

A quantidade de vítimas de violência sexual cresceu na Espanha nos últimos anos e superou os 150 mil casos em 2017, de acordo com dados do Observatório Contra a Violência Doméstica e de Gênero do Conselho Geral do Poder Judicial.

Fonte: G1


Projeto reúne mulheres para jogar futebol em São Paulo

19 de abril de 2018

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Toda terça-feira, às 20h30, um grupo de mulheres se reúne em uma quadra de futebol society em São Paulo. Lá, elas escutam algumas instruções, se separam em cinco times com coletes de cores diferentes para jogar futebol.

Elas integram o projeto Passa a Bola, que tem o objetivo de garantir uma espaço para que garotas possam jogar futebol de graça.

A iniciativa foi idealizada por Luana Maluf, youtuber e embaixadora da marca Puma no Brasil. Ela conta que teve a ideia após pedidos nas redes sociais.

Apoio

Luana Maluf buscou a ajuda da Puma, marca da qual é embaixadora. A empresa alemã concordou em ajudar, fornecendo estrutura e materiais, além do auxílio na divulgação.

No evento de lançamento do projeto, a Puma colaborou levando Emily Lima, técnica do time feminino do Santos e ex-técnica da seleção brasileira feminina, para dar uma palestra.Outra novidade será um campeonato, a ser realizado a partir do segundo semestre e que está em fase de planejamento.

Mais informações: Exame


Alunas de escola pública de SP denunciam professores que teriam banalizado estupro e assédio

15 de março de 2018

Alunas da Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp), no centro da capital paulista, protestaram contra dois professores da instituição. Após ouvirem deles afirmações como “quem precisa apagar a lousa são as alunas” e “estupro não acontece se uma das pessoas não quiser”, as estudantes se levantaram e caminharam em direção à coordenação.

Em nota, o Centro Paula Souza admitiu que o desrespeito ocorreu e que os professores “já se retrataram com as alunas”.

‘Mulher que apaga a lousa’

O primeiro episódio ocorreu no dia 7 deste mês, quando um professor de logística chamou uma das meninas para apagar a lousa. Logo em seguida, a turma questionou a postura do docente.

Em resposta, ele teria dito: “Mulher que faz esse tipo de coisa. É trabalho de mulher limpar.”
‘Estupro só acontece se os dois quiserem’

Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, outro professor, dessa vez na aula de tecnologia de processos, teria pedido para que a turma escolhesse um tópico para ser debatido. Os jovens elegeram o tema “mulheres que fizeram história na luta”.

Segundo alunas da classe, o debate começou pacífico, sem comentários machistas. Mas, no decorrer da aula, o docente passou a fazer “provocações para promover a discussão”. “Ele comparou estupro com uma linha e agulha, alegando que ‘se um não for, nada vai acontecer’”, conta uma estudante. “Como se o estupro não ocorresse caso um não permitisse.”

Todas juntas na diretoria

Após essa última provocação do professor, as alunas saíram da sala quando ainda faltavam 50 minutos para a aula terminar. Elas se juntaram a outras garotas da escola e entoaram gritos de protesto na sala da coordenação: “A gente não abaixa a cabeça.”

Pedido de desculpas

Segundo o Centro Paula Souza, responsável pela gestão da escola, os professores entraram nas salas de aula para pedir desculpas às alunas.

Veja a nota divulgada pela instituição, reproduzida na íntegra:

“A Assessoria de Comunicação do Centro Paula Souza informa que a instituição não compactua com nenhuma forma de desrespeito à mulher e a qualquer pessoa.

Seguindo normas regimentais, tão logo a direção da Etec tomou conhecimento do ocorrido, convocou e orientou os professores mencionados, que já se retrataram com as alunas.”

Fonte: G1

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Fabricantes de brinquedos excluem o cor-de-rosa para atrair meninos às panelinhas

14 de março de 2018

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Motivadas pela demanda das famílias, opinião pública e tendências de mercado, as iniciativas para “apagar o gênero” dos brinquedos têm dado maior resultado na inclusão das meninas em brincadeiras historicamente atribuídas a meninos, como carrinhos e super-heróis.

Durante a 35ª Feira Internacional de Brinquedos (Abrin), que aconteceu em São Paulo, os fabricantes relataram que o maior desafio é atrair mais pais e filhos homens às brincadeiras de casinha, consideradas “coisa de menina”.

Para tentar equilibrar a expansão de todos os brinquedos para ambos os gêneros, eles apostam algumas de suas fichas em produtos unissex, caracterizados principalmente pela ausência do cor-de-rosa.

Fabricantes já começam a investir mais para atender o que eles consideram uma demanda reprimida: meninas que querem se ver representadas em situações mais aventureiras e, principalmente, mães e pais que querem ensinar seus filhos meninos a cuidar da casa, para que se tornem adultos independentes e maridos melhores.

Maior feira de brinquedos da América Latina, a Abrin neste ano tem 130 expositores, meninas e meninos se enxergaram em novos papéis, a representatividade de raça também aparece, mas em uma minoria ainda menos expressiva dos milhares de produtos expostos na Abrin.

Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em 2017 quase 20% de todos os brinquedos vendidos pelo setor se encaixavam na categoria “bonecas e bonecos em geral e seus acessórios”, seguido dos “carrinhos, motos e pistas” e dos brinquedos esportivos.

Fonte: G1

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Cresce o nº de mulheres vítimas de homicídio no Brasil; dados de feminicídio são subnotificados

13 de março de 2018

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Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. São 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

Mato Grosso é o estado com a maior taxa de feminicídio em 2017: quase 5 casos a cada 100 mil mulheres. Já o Rio Grande do Norte tem o maior índice de assassinatos de mulheres no geral (8,4). Roraima, sem casos de feminicídio registrados oficialmente pelas autoridades em 2017, tem a menor taxa do país. No caso de homicídios contra mulheres no geral, São Paulo aparece na última posição (2,2).

Ciclo de violência

Segundo delegados e promotores ouvidos pelo G1, o crime de feminicídio costuma ser o fim de um longo ciclo de violência sofrido pela mulher.

Em muitas vezes, o crime é precedido por denúncias feitas pela vítima ou mesmo de medidas protetivas contra os antigos companheiros. Em outras situações, porém, o medo, a vergonha ou mesmo o amor impedem a mulher de denunciar seu agressor.

Fonte: G1


Dia da Mulher tem greve na Espanha e protestos em todo o mundo

9 de março de 2018

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O dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira (8), foi marcado por protestos em todo o mundo pedindo respeito e direitos iguais. Na Espanha, as mulheres organizaram greve geral feminista para pedir a defesa dos direitos das mulheres.

No Brasil, movimentos feministas, sociais e sindicais se reuniram na Praça Oswaldo Cruz, em São Paulo, e na Avenida Mauá em Porto Alegre. Dentre os lemas, a vida das mulheres – que pressupõe acesso ao aborto seguro, o fim do feminicídio, da violência, a garantia de direitos, igualdade e liberdade.

Na Arábia Saudita, o país, que tem adotado algumas medidas de modernização em relação a restrições aos direitos das mulheres — como deixar que elas dirijam e que assistam a jogos de futebol nos estádios –, teve uma prova de corrida marcando a data, em Jedah.

Em Buenos Aires na Argentina, milhares de manifestantes marcharam da Plaza de Mayo, onde está a sede da presidência, em direção ao Congresso. Entre as reivindicações estão: legalização do aborto, educação sexual e fim da violência contra mulheres.
Na Bélgica, a capital Bruxelas teve manifestação pelos direitos das mulheres.

Na Coreia do Sul, centenas de sul-coreanas fizeram uma passeata e se reuniram na praça de Gwanghwamun, em Seul, aos gritos de “Me Too” (“Eu também”, em inglês) em referência à campanha que começou em Hollywood para denunciar abusos sexuais.

Na França, a torre Eiffel, em Paris, recebeu uma iluminação especial com a mensagem “MaintenantOnAgit” (Agora agimos).

Na Índia, centenas de mulheres saíram às ruas para protestar contra a violência doméstica, crimes sexuais e a discriminação no mercado de trabalho. O país registra 40 mil estupros todos anos. por ano.

Fonte: G1

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Dia da Mulher será celebrado em Lajeado com grande evento no dia 18 de março, no Parque Professor Theobaldo Dick

8 de março de 2018

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A Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher organiza um grande evento para as famílias aproveitarem no dia 18 de março, domingo.

O Momento Mulher, em comemoração ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tem vasta programação e ocorrerá no Parque Professor Theobaldo Dick, a partir das 15h. O Grupo Independente apoia a iniciativa por meio do Programa Papos de Mulher e do Departamento de Promoções.

A Prefeitura de Lajeado e a Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer (Secel) também são parceiras do evento, que está repleto de atrações. Estão confirmados apresentações artísticas, exposições, maquiagens, distribuição de brindes, exames rápidos, minirústica infantil, oficinas de trânsito, aula de ginástica e talk-show “Mulheres que inspiram”. Não haverá cobrança de ingresso.

Fonte: Rádio Independente/Camila Pires


Desemprego é maior entre jovens, mulheres e trabalhadores sem ensino superior

7 de março de 2018

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A crise no mercado de trabalho atinge de forma desigual diferentes grupos sociais e regiões do Brasil. O índice de desemprego no país é de 11,8%, mas a taxa é maior para mulheres, jovens e pessoas com baixa escolaridade.

É o que mostram os dados do quarto trimestre de 2017 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as mulheres, o índice de desemprego fechou o ano em 13,4%, contra 10,5% entre os homens. Havia 6,07 milhões de homens desocupados, contra 6,24 milhões de mulheres no fim do ano passado.

“Historicamente, a população mais afetada pela falta de oportunidade no mercado de trabalho são as mulheres, os mais jovens – muito por conta da falta de experiência – e os pretos e pardos”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Desemprego por estado

O estado onde o desemprego foi mais alto no fim de 2017 é o Amapá, seguido de Pernambuco e Alagoas. Já Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram as menores taxas.

Fonte: G1


Conheça a major baiana Denice Santiago criadora da Ronda Maria da Penha

6 de março de 2018

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Romper o silêncio e assumir a autonomia de vida a partir da perspectiva da sororidade e prevenção garantidas pela Ronda Maria da Penha. Sob o comando da major Denice Santiago, a operação de combate à violência contra a mulher, criada na Bahia em 8 de março de 2015, segue esse lema e completa três anos inspirando corporações no Brasil e em Londres, na Inglaterra. São quase duas mil mulheres que agora encontram a possibilidade de enxergar novos caminhos.

Com discurso firme e feminista, Denice Santiago Santos do Rosário é símbolo da luta contra o machismo estrutural que norteia relações familiares. A farda imponente não disfarça cada detalhe lilás dentro da sala onde trabalha.

A cor usada nos movimentos feministas e na Ronda Maria da Penha ocupa diversos objetos, as viaturas e a estrutura da sede da operação. Em cima da mesa, bonecas negras, miniatura da Mulher Maravilha e uma imagem de Iansã, orixá dos ventos, raios e tempestades.

Major Denice entrou na corporação aos 18 anos. Com quase 28 anos de profissão, ela destaca que tem mais tempo de vida dentro da polícia do que fora dela.

Sororidade

Ela acredita que a maior dificuldade para a vítima em romper o ciclo e denunciar as violências que sofre está na relação cultural que esse tipo de agressão tem nas relações sociais.

Saiba mais na reportagem do site G1: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/quando-uma-mulher-e-morta-todas-as-outras-sao-diz-major-baiana-que-criou-a-ronda-maria-da-penha.ghtml