Saúde

Higiene no preparo de alimentos evita contaminação por salmonella

28 de março de 2017

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Ovos, leites, carnes ou frutos do mar. Todos estes alimentos podem conter salmonella, bactéria que oferece sérios riscos à saúde por agir de forma rápida no organismo, provocando sintomas como febre, náusea, diarreia, dores abdominais, calafrios e mal-estar.

Entre 2007 e 2014, foram notificados ao Ministério da Saúde 450 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) e causadas pela bactéria do gênero Salmonella spp. No total, 13.165 pessoas adoeceram.

Desta forma, é importante estar atento ao consumir alimentos fora do ambiente domiciliar e sempre ter hábitos de higiene no preparo das refeições, optando sempre por comidas frescas ou refrigeradas de forma adequada.

Pessoas que moram ou trabalham em ambientes com condições de saneamento básico precários estão mais suscetíveis à bactéria.

Cuidados

Em casos leves e de diarreia aguda, deve-se hidratar bem utilizando sais de reidratação oral, disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, ou outras soluções de reidratação oral.

Em todos os casos, porém, é importante a reposição de líquidos, principalmente em crianças, idosos e imunodeprimidos que apresentam diarreia. Persistindo os sintomas, o mais recomendado é procurar os serviços de saúde para avaliação, diagnóstico e medidas de suporte.

A consulta médica é importante para se avaliar o estado de hidratação do paciente e orientar a escolha de tratamento. Em geral, nas formas leves e moderadas, recomenda-se a hidratação oral, com soro de reidratação oral (SRO).

Nas formas graves, é indicada hidratação venosa associada à antibioticoterapia, cujo objetivo é reduzir a disseminação da doença e a desidratação.

Também é importante lembrar que diarreias leves podem se agravar e, caso não sejam tratadas corretamente, poderão levar a uma desidratação grave e até mesmo a morte.

Fonte: brasil.gov.br


Oferta de leitos psiquiátricos no SUS diminui quase 40% em 11 anos, diz CFM

23 de março de 2017

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou levantamento em que mostra que o Sistema Único de Saúde (SUS) fechou 85 hospitais e quase 16 mil leitos psiquiátricos nos últimos 11 anos. Segundo a entidade, das 40.942 unidades psiquiátricas existentes em 2005, restavam 25.097 em dezembro de 2016, o que representa redução de 38,7% na oferta de leitos psiquiátricos.

Segundo o Conselho, o movimento de redução dos leitos psiquiátricos gera uma lacuna assistencial, já que aponta redução em um contexto de tendência de aumento populacional, registrada em 12% nos dois últimos anos. E também não supre a demanda crescente de pacientes com transtornos mentais, principalmente em decorrência do uso abusivo de álcool e drogas.

Reforma psiquiátrica:

O CFM explica que o fechamento das unidades é resultado de uma política promovida pelo governo federal de “sufocamento” do modelo de internação. A entidade argumenta que o movimento contrário à internação ganhou força com a adoção da Lei 10.216/2001, conhecida como reforma psiquiátrica.

Papel da internação:

O CFM e Associação Brasileira de Psiquiatria reconhecem que o modelo anterior, centrado na hospitalização, precisava de mudanças, mas defendem que a reforma deveria ser implementada de forma a humanizar o atendimento hospitalar, e não extingui-lo. As entidades analisam que, ao restringir a possibilidade de internação, o novo modelo desconsidera as necessidades dos pacientes em surto que precisam de acompanhamento intenso e, principalmente, daqueles que não têm mais qualquer vínculo familiar.

Fonte: R7


Mistura de energético com álcool aumenta chances de acidentes, dizem pesquisadores canadenses

22 de março de 2017

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Autores de estudo alertam que cafeína disfarça embriaguez e pode motivar aumento de consumo.

A popular combinação de bebidas alcoólicas com energéticos pode aumentar a possibilidade de acidentes e lesões, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta semana no Canadá.

Isso porque a cafeína contida em energéticos pode criar uma situação em que consumidores se sentem mais despertos e encorajados a beber mais álcool que o normal.

Segundo médicos envolvidos no estudo, a combinação também pode causar problemas para dormir e elevar a frequência cardíaca, ainda que eles argumentem que mais pesquisas são necessárias para comprovar essa relação.

A pesquisa canadense sugere que misturar energéticos com álcool pode ser mais perigoso do que beber apenas álcool ou uma combinação com sucos e refrigerantes, por exemplo – pois a combinação criaria um efeito “bêbado-ligado”, em que tanto os efeitos estimulantes da cafeína como os retardadores do álcool se manifestariam.

No Brasil, segundo estatísticas de consultorias, o mercado deste tipo de produto teve crescimento médio de 27% nos últimos anos, impulsionado em boa parte pelo consumo na vida noturna.

Fonte: G1


Anvisa proíbe venda de paçoca por alto teor de substância cancerígena

21 de março de 2017

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou nesta segunda-feira um lote de paçoca rolha da marca Dicel, produzida em Goiânia (GO). Os produtos interditados excediam o limite permitido de aflatoxinas, substâncias tóxicas produzidas por fungos que podem causar câncer.

Segundo a resolução, o lote 0027, fabricado em 18 de novembro do ano passado, com validade até 18 de novembro deste ano, estava impróprio para o consumo. O alimento é distribuído pela Indústria e Logística Westhonklauss Constante Ltda.

O laudo do Laboratório de Análise Micotoxicológicas, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, atestou teores de aflatoxinas acima do limite máximo tolerado para amendoim com casca, descascado, cru ou tostado, pasta de amendoim ou manteiga de amendoim.

A interdição vale para todo o território nacional. Procurada, a Dicel informou que não havia sido notificada sobre a interdição.

Fonte: G1


Cesarianas têm leve recuo no Brasil, mostram dados do ministério

16 de março de 2017

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Dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que, pela primeira vez desde 2010, os números de cesarianas nas redes pública e privada tiveram leve recuo em 2015. Esse tipo de procedimento apresentava uma curva ascendente, mas caiu 1,5 ponto percentual de 2014 para 2015.

De 3 milhões de partos realizados no Brasil no ano retrasado, 55,57% foram cesáreas e 44,43% normais. Em 2016, surge uma tendência de estabilização — números também preliminares indicam 55,51% de cesarianas. Considerando apenas o Sistema Único de Saúde (SUS), o número de partos normais predomina: foram 59,8% contra 40,2% de cesarianas em 2015.

Apesar da leve queda, o Brasil ainda tem um índice de cesarianas considerado alto. Desde 1985, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a taxa ideal de cesáreas com variação entre 10% e 15% do total. Considerando o patamar em que se encontra o Brasil, a taxa de referência sugerida pela organização estaria entre 25% e 30%.

O governo atribui a estabilização das cesarianas a uma série de medidas, como a implementação da “Rede Cegonha”, com 15 centros de parto normal, além da qualificação das maternidades de alto risco. Em nota cita também a maior presença de enfermeiras obstétricas na cena parto e destaca a ação da Agência Nacional de Saúde (ANS) junto às operadoras de planos de saúde para reduzir cesarianas desnecessárias.

Fonte: G1


Brasil é o campeão mundial do transtorno de ansiedade

10 de março de 2017

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Brasil é o país do mundo com o maior número de pessoas com Transtorno de Ansiedade. Isso significa que 18,6 milhões de brasileiros apresentaram alguma forma de transtorno de ansiedade em 2015.

O país também é o quinto lugar no ranking da OMS quando o assunto é depressão. Exatamente assim: 11,5 milhões de brasileiros têm depressão.

A ansiedade decorre do medo, do desconforto e da insegurança ante a possibilidade de qualquer situação como, para citar apenas alguns exemplos, um emprego novo, uma prova, uma viagem ou um encontro especial. O desconforto e a preocupação ganham uma intensidade tal que surgem sintomas físicos como aumento da frequência cardíaca e respiratória, sensação de desmaio, suor frio, irritabilidade, dificuldade de concentração e tensão muscular. O sono pode ficar prejudicado e isso dificulta mais ainda a realização das atividades diárias potencializando um ciclo que tende a crescer e que torna a existência desconfortável e sofrida. Não é fácil.

A boa notícia é que existe tratamento. A ansiedade é um transtorno bastante estudado nos dias de hoje, posto que os mesmos dados da OMS apontaram que há no mundo aproximadamente 324 milhões de pessoas com transtorno de ansiedade. Por isso, se você se entender uma destas pessoas que se enquadra nesta estatística procure um profissional especializado para te ajudar. Pode ser um psicólogo ou um psiquiatra.

Fonte: G1


Anvisa aprova proibição de termômetros e aparelhos de pressão com mercúrio

9 de março de 2017

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a proibição da fabricação, importação e comercialização de termômetros e aparelhos de pressão que tenham mercúrio. O diretor-presidente da agência, Jarbas Barbosa, e também relator da proposta, conseguiu aprovar a resolução por unanimidade pela Diretoria Colegiada do órgão na tarde desta terça-feira (7).

Empresas fabricantes, órgãos de saúde privados e o Sistema Único de Saúde deverão se adequar às exigências até o dia 1º de janeiro de 2019. De acordo com Barbosa, uma consulta pública foi feita sobre assunto entre junho e agosto de 2016, com 16 participantes – três deles se mostraram contra a proposta.

A nova determinação cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata, que debateu os riscos do uso do mercúrio para a saúde e para o meio ambiente. Cerca de 140 países aprovaram um texto final em 2013, em Genebra, na Suíça, assumindo o compromisso de reduzir o uso de mercúrio em seus territórios.

Fonte: G1


Usuários têm mais risco de infarto, AVC e outros problemas cardíacos.

8 de março de 2017

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Uso recreativo de anfetaminas está ligado a problemas cardíacos, diz estudo.

Adultos que usam anfetaminas como drogas recreativas, como ecstasy, podem ter um desgaste prematuro do coração e sofrer de problemas cardíacos normalmente associados com pessoas mais velhas, segundo um estudo recente sugere.

As pessoas podem buscar a sensação de euforia produzida pelas anfetaminas, mas essas drogas há muito tempo são associadas a maiores riscos de infarto, AVC, sangramento no cérebro, ritmo cardíaco anormal e morte súbita cardíaca, segundo o autor do estudo, Stuart Reece, da Universidade da Austrália Ocidental em Crawley.

Anfetaminas são estimulantes que elevam a produção do hormônio adrenalina, provocando uma extenuação. Pesquisas anteriores ligaram essas drogas ao envelhecimento precoce da pele, e o estudo atual sugere que as anfetaminas também podem provocar um envelhecimento precoce do coração.

Para o estudo, os pesquisadores mediram o fluxo sanguíneo por uma artéria importante em 713 pessoas entre 30 e 40 anos em uma clínica para tratamento de uso de substâncias.

Os voluntários foram distribuídos em grupos de não-fumantes, fumantes, usuários de anfetamina e usuários de metadona. Metadona é um substituto para heroína para pessoas que estão tentando abandonar o uso da droga.

Fonte: G1


Asma contribui para a obesidade infantil

3 de março de 2017

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Pesquisadores americanos buscam esclarecer a relação entre a doença respiratória e o sobrepeso.

De acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, mais da metade dos adultos brasileiros estão acima do peso. Segundo o IBGE, 15% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos são obesas no país.

Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, investigaram uma suspeita que por muitos anos passou praticamente despercebida nesse contexto, que trata da asma.

Para responder a questão, os cientistas analisaram dados de 2 171 crianças entre 5 e 8 anos que foram acompanhadas por uma década. A princípio, nenhuma era obesa, mas 18% delas estavam com sobrepeso – e 13% foram diagnosticadas com asma.

Ao fim do período, o índice de obesidade entre essa turma era de 15,8%. Com esse e outros dados em mãos, os experts concluíram que os asmáticos são até 51% mais propensos à obesidade, principalmente na primeira infância (que vai dos 0 aos 6 anos) e na adolescência.

Para os que têm histórico de chiado na respiração – aquele ruído semelhante a um assobio – a probabilidade de obesidade sobe 42%.

Os especialistas ressaltam ainda que toda essa dificuldade de respirar pode resultar em outras encrencas metabólicas na vida adulta, a exemplo de diabete do tipo 2. O desafio agora é entender melhor essa associação, já que até mesmo as crianças que praticavam atividade física estavam sujeitas a engordar além da conta.

Fonte: Exame


Filhos “herdam” até 60% da forma física dos pais

2 de março de 2017

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Um novo estudo realiza descobertas sobre os genes da obesidade infantil.

Hoje, 220 milhões de crianças e adolescentes no mundo estão acima do peso. E a tendência é que que essa epidemia se agrave ainda mais: a Federação Mundial de Obesidade diz que essa quantidade vai pular para os 268 milhões em menos de dez anos.

Embora os principais responsáveis por esse crescimento preocupante sejam má alimentação e pouca atividade física, um novo estudo da Universidade de Sussex, na Inglaterra, destaca que o fator hereditário não deve ser desconsiderado.

Os cientistas descobriram que, em média, o filho herda 60% do índice de massa corporal dos pais, sendo que cada metade vem de um genitor.

Os mais de 100 mil voluntários-mirins da investigação estavam distribuídos entre seis países: Estados Unidos, Inglaterra, China, Indonésia, Espanha e México. Os resultados foram consistentes em todas essas regiões.

Dados como esse sugerem que a genética — e não só comportamentos familiares à mesa — exercem uma influência considerável no surgimento da obesidade. O que, claro, está longe de anular as consequências do sedentarismo e de exagerar regularmente na alimentação.

Fonte: Abril