Saúde

Suicídios aumentam 12% no Brasil em 4 anos

22 de setembro de 2017

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O número de suicídios no Brasil aumentou 12% em quatro anos. De acordo com o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, em 2015, foram 11.736 notificações ante 10.490 registradas em 2011.

Segundo dados do levantamento, entre 2011 e 2016, foram registradas 62.804 mortes por suicídio no país, 79% em homens e 21% em mulheres. Nesse período, a taxa de mortalidade por suicídio entre os homens foi quatro vezes maior que a das mulheres.

Também preocupa o Ministério da Saúde o avanço do suicídio entre jovens. Essa é a quarta causa de morte de brasileiros entre 15 a 29 anos. No mundo, o suicídio é a segunda causa entre essa população. Isso não significa, no entanto, que o Brasil esteja em uma situação melhor.

O boletim indica, por exemplo, um crescimento de mortes por suicídio na faixa entre 10 a 19 anos de 2011 a 2015. Os casos subiram de 782 para 893.

Os idosos, de 70 anos ou mais, são outro grupo de alerta. Nesse período, eles apresentaram as maiores taxas de suicídio entre a população: 8,9 para cada 100.000 habitantes. Mas o ministério ressalta que, em números absolutos, essa população também aumentou e que o índice é alto no mundo todo já que essa população sofre mais com doenças crônicas, depressão e abandono familiar.

Entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões sociodemográficas, como isolamento social; psicológicas, como perdas recentes; e condições incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e neoplasias malignas.

No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que tais aspectos não podem ser considerados de forma isolada e cada caso deve ser tratado de forma individual.

Fonte: Veja


Ortorexia: obsessão pela dieta perfeita

21 de setembro de 2017

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Em outubro de 1997, o médico americano Steven Bratman descreveu, de maneira inédita, uma prática comum entre seus pacientes: eles acreditavam que determinados alimentos seriam capazes de causar, prevenir ou tratar doenças e, por isso, seguiam uma dieta extremamente rígida. Tal comportamento foi batizado pela primeira vez na história de ortorexia, junção das palavras gregas “orexsis” (apetite) e “orthós” (correto).

Embora a ortorexia tenha sido nomeada há duas décadas, ainda é considerada nova e pouco explorada pela ciência – daí porque ainda não consta na lista oficial de transtornos alimentares. Mas isso não a torna menos alarmante. Tanto é que, em junho, ela foi tema de palestra no Ganepão, congresso realizado em São Paulo e um dos maiores encontros de nutrição da América Latina.

Mas por que se preocupar com quem se esforça para comer tão perfeitamente? “A dieta tende a ficar cada vez mais restritiva, a ponto de se excluírem grupos alimentares importantes”, responde a nutricionista Marle Alvarenga, do Instituto Nutrição Comportamental, na capital paulista.

Os prejuízos da ortorexia não se restringem ao campo mental. É muito comum, por exemplo, encontrar adeptos de cardápios elaborados com a finalidade de reforçar tratamentos médicos. Vejamos o caso da dieta sem glúten. Ela é indicada a indivíduos com doença celíaca ou a chamada sensibilidade não celíaca ao glúten – e só.

Por ainda não ser reconhecida como transtorno alimentar, a busca desmedida por um cardápio equilibrado não tem tratamento específico. Mas, assim como na bulimia e na anorexia, especialistas de várias áreas atuam em conjunto. Não se fala em cura, porém são grandes as chances de controle. Para chegar nesse ponto, claro, tem que procurar ajuda. E o primeiro passo é entender que, se a dieta gera limitações e estresse, ela pode ser tudo, menos saudável.

Fonte: Tua Saúde


Entenda o que é a fibromialgia, síndrome da cantora Lady Gaga

19 de setembro de 2017

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A cantora Lady Gaga cancelou sua participação no Rock in Rio, e está sendo submetida a um tratamento por profissionais médicos especializados. Pelas redes sociais, Gaga disse que sofre de fibromialgia, uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura.

A Síndrome da Dor Generalizada atinge 5% da população mundial – quase 3% dos brasileiros — e principalmente as mulheres. Ocasiona dores fortes em todo o corpo e por longos períodos, causando grande sensibilidade em articulações, músculos e tendões.

Há 18 pontos no corpo, localizados em articulações e no pescoço, que são considerados cruciais; se, em 11 desses pontos, o paciente sentir dor quando for tocado, se caracteriza a fibromialgia.

A preparação dos médicos é muito importante para o tratamento da fibromialgia, já que não existe um exame específico. O diagnóstico é clínico, ou seja, deve ser feito com base apenas na avaliação que o médico faz do paciente.

As causas da doença ainda são desconhecidas, mas acredita-se que ela seja provocada por um descontrole na área do cérebro responsável pelo processamento da dor.

Não existe cura definitiva para a fibromialgia, mas ela pode ser controlada com medicamentos.

Fonte: G1


Eddie Vedder se junta a artistas de rua e faz show improvisado em Chicago

19 de setembro de 2017

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Eddie Vedder é um torcedor apaixonado pelo Chicago Cubs e celebrou a vitória do time de beisebol jam session na rua. Assista ao vídeo.

Segundo o site ChiCitySports, o vocalista do Pearl Jam se juntou a um baixista (Mike Bronk) e a um baterista ( Jack James Mckee) que tocavam em frente ao estádio Wrigley Field após o vitória do time em cima do St. Louis Cardinals, na sexta-feira (15).

O trio fez um show improvisado, mas, como é possível ver no vídeo, foram poucas as pessoas que perceberam que o guitarrista ali era Eddie. Os poucos sortudos que o reconheceram, logo compartilharam alguns vídeos nas redes sociais.

Em outro post, é possível ver o cantor se aproximando da dupla, que olha incrédula quando o músico caminhando até ela. O baterista Jack James Mckee fez um post no Instagram agradecendo o carinho de Eddie. “Em outro vídeo postado por Jack, ele explica a uma internauta, que questiona como isso aconteceu. “Ele estava no Murphys após o jogo e nós tocamos por cerca de três horas para ele e ele desceu depois de noite, quando a multidão diminuiu e tocou com a gente”.


Incontinência urinária: 10% dos brasileiros sofre da condição

14 de setembro de 2017

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Cerca de 10% dos brasileiros têm incontinência urinária. E ela não atinge apenas pessoas idosas. Apesar de atingir mais as mulheres e os idosos, qualquer pessoa pode ‘perder urina’. Toda perda involuntária de xixi é considerada como incontinência urinária.

Uma pessoa saudável urina, em média, a cada três ou quatro horas aproximadamente e consegue chegar ao banheiro a tempo sempre que sente vontade de fazer xixi. Ao fazer xixi, consegue esvaziar totalmente a bexiga.

Os tipos de incontinência mais comuns são:

- De esforço: ocorre frequentemente em pessoa que teve algum tipo de lesão do esfíncter da uretra ou que tem prolapso de bexiga. Isso significa que ela terá perda de urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escada, fazer atividade física. Os tratamentos começam com técnicas comportamentais e fisioterapia.

- De urgência ou bexiga hiperativa: é um desejo de urinar que é tão forte que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo. A síndrome da bexiga hiperativa é a principal causa dessa incontinência. O tratamento também começa com terapia comportamental e fisioterapia. Também há a opção de uso de toxina botulínica e um implante de neuromodulador.

- Mista: ocorre quando o paciente tem os dois tipos ao mesmo tempo.

Algumas mudanças de hábitos no estilo de vida podem ajudar a prevenir a perda de urina. Isso inclui o controle de ingestão de líquidos, programação para urinar, treinamento da bexiga e programação de intervalo de micções, perda de peso, parar de fumar, controlar hipertensão e diabetes.

O tratamento pode ser feito através de fisioterapia, cones vaginais, estimulação elétrica, cirurgia ou toxina botulínica. Para identificar o problema de saúde e o tratamento é importante consultar um médico.

Fonte: G1


O uso de anticoncepcionais e até viagens longas de avião podem desencadear trombose

13 de setembro de 2017

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O inchaço, vermelhidão, dor nas pernas são sintomas clássicos da trombose. Entretanto, metade dos brasileiros que tem trombose não tem esses sintomas.

A trombose pode ser causada por estase, ou seja, quando a pessoa passa muito tempo sentada em um avião, ou fica muito tempo parada depois de uma cirurgia.

Também pode ser causada por um fator hormonal – o anticoncepcional, a longo prazo, prejudica a parede das artérias. Ou pode ser causada por alguma trombofilia, como o Fator V de Leiden.

Existem medicamentos para reduzir a viscosidade do sangue e dissolver o coágulo (anticoagulantes) que ajudam a diminuir o risco, a evitar a ocorrência de novos episódios e o aparecimento de sequelas, mas que só devem ser usados mediante prescrição médica depois de criteriosa avaliação.

Massageadores pneumáticos intermitentes também podem ser usados nesses casos. Não se automedique. Procure assistência médica imediatamente se apresentar algum sintoma que possa sugerir a formação de um trombo.

Fonte: Drauzio Varella/G1


Saiba mais sobre varizes e vasinhos nas pernas

12 de setembro de 2017

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As varizes e os vasinhos são veias das pernas incapazes de retornar o sangue para o coração por incapacidade de suas válvulas ou paredes e que acabam dilatadas. Quando pequenas, são chamadas vasinhos, que têm baixo risco de complicações.

Já as varizes podem gerar desconforto, com inchaço, dores, coceira, úlceras e formação de coágulos, que podem se desprender e parar no pulmão. Os sinais de alerta para cuidar das varizes são sangramentos, formação de hematoma, que podem indicar rompimento das varizes.

Entre os mitos sobre a causa de varizes estão, além do salto alto, a depilação com cera quente e roupas justas. A depilação não causa o problema, mas é contraindicada para quem tem risco de sangramentos. Já a roupa mais justa não comprime a pele ao ponto de interferir na circulação e afetar as veias.

Gravidez e obesidade trazem riscos de varizes. A obesidade cria pressão positiva que dificuldade ainda mais o retorno do sangue das pernas para o coração. No caso da gravidez, há a liberação de hormônios que fazem as veias ficarem mais dilatadas.

Fonte: Vix


Tabagismo mata seis milhões de fumante no mundo todos os anos

8 de setembro de 2017

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O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes ao ano em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é que o número passe para oito milhões até o ano de 2030.

O dado é alarmante e revela que, em poucos anos, seria capaz de ‘acabar’, por exemplo, com a população de um país com a dimensão da Suíça, que conta com 8.372 milhões de habitantes.

O cigarro é composto por cerca de 4,7 mil substâncias químicas, como metais, gases tóxicos e gases cancerígenos.
Segundo o Ministério da Saúde, 90% dos casos de câncer em fumantes estão relacionados com o pulmão.

Mas, é possível, ainda, desenvolver a doença na boca, esôfago, pâncreas, rim, além de outras partes e órgãos do corpo.

Com as gestantes, o cuidado deve ser redobrado. As grávidas fumantes têm mais chances de parto prematuro, de óbito fetal e de desenvolver bebês que podem nascer com doenças respiratórias.

Para quem não consegue parar de fumar sem ajuda, a terapia de reposição de nicotina (TRN) – composta por goma de mascar e adesivo – é uma opção.

O método mais comum é o adesivo. Para utilizar, basta colar na pele, em alguma área sem pelo, que o produto com nicotina irá atuar ao longo de 24 horas, sendo necessário variar as regiões ao longo dos dias. No Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente tem acesso ao tratamento gratuito de combate ao tabagismo.

Há também a opção a base do medicamento cloridrato de bupropiona, além de sessões em grupo e consultas com psiquiatra. As informações podem ser obtidas em uma das Unidades Básicas de Saúde.

Fonte: Ig


Pesquisa revela que bactérias ‘solitárias’ são mais resistentes a antibióticos

6 de setembro de 2017

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Bactérias que vivem “sozinhas”, ou seja, em baixas densidades populacionais, são mais vulneráveis a mutações e, portanto, tornam-se mais resistentes a antibióticos, demonstra pesquisa.

Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram 70 anos de dados e mais de 500 mutações de bactérias.

A partir da análise, eles demonstraram que bactérias que vivem mais próximas a outras mutam menos que aquelas que vivem em grupos mais dispersos.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica “PLos”.

O risco das “superbactérias”

As mutações analisadas pelos pesquisadores foram justamente aquelas relacionadas à resistência a medicamentos.

A pesquisa abre caminho para uma melhor compreensão da resistência aos antibióticos, com potencial para a descoberta de terapias mais eficazes para combater o aumento de “superbactérias”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), se a resistência a antibióticos continuar a subir, 10 milhões de pessoas podem morrer a cada ano até 2050.

Fonte: G1


Campanha motiva pessoas com mais de 40 anos a fazer teste de hepatite C

5 de setembro de 2017

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O vírus da hepatite C foi mapeado em 1989 nos Estados Unidos. O teste só passou a existir no Brasil em meado dos anos 1990. Soma-se a isso o fato de que a hepatite C é uma doença silenciosa: anos se passam e o vírus, sem avisar, pode levar à cirrose e ao câncer hepático.

Por muito tempo no Brasil se usou seringa de vidro e agulha reutilizável – o que contribuiu para a disseminação do micro-organismo. Seringa de plástico só veio depois.

E foi esse cenário de desconhecimento que estimulou o lançamento de campanha para a detecção precoce de hepatite C. A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Hepatologia e da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Existe uma alerta especial para os diabéticos, que devem fazer o teste. Isso porque a hepatite C tem uma relação íntima com a doença: portadores do vírus têm quatro vezes mais chance de desenvolver diabetes tipo 2.

Como a hepatite C é transmitida pelo sangue, também usuários de drogas injetáveis e aqueles que possuem percings e tatuagens também podem ter sido expostos ao vírus caso material descartável não tenha sido usado.

O que é a hepatite C?

A hepatite C é uma lenta e gradual inflamação do fígado que, no limite, pode levar à cirrose e ao câncer hepático. Com isso, o órgão que tem a importante função de eliminar substâncias tóxicas do corpo pela filtragem do sangue, fica totalmente comprometido.

Fonte: G1